Entrevistamos
nesta edição Catherine Henry,
diretora da Agência Eletrônica (www.agenciaeletronica.net),
que fala sobre o lançamento do programa Conecta,
Brasil! sobre a sociedade da informação, no
canal Futura.
Como surgiu a idéia do Conecta Brasil?
A idéia vem sendo desenvolvida desde a criação
da RSD - Revista da Sociedade Digital, editada pela Agência
Eletrônica a partir de 2001. Era natural que a publicação
se transformasse em programa de TV. Nosso objetivo foi,
desde o início, o de fazer cultura sobre a sociedade
da informação e trazer mais pessoas para a
Rede Mundial de Computadores. A Agência Eletrônica
nasceu para ser uma promotora da sociedade da informação
no Brasil e a inclusão digital é nossa bandeira.
No ano passado, coordenamos a criação, junto
com o governo federal, de um projeto de inclusão
chamado ComUnidade Brasil. Instalamos telecentros comunitários
no Mato Grosso e dessa prática tiramos a lição
de que a população tem que entender melhor
o que é a sociedade da informação para
fazer pleno uso da ferramenta telecentro. Não basta
aprender as ferramentas de TI, os usuários têm
que saber que a internet é a porta de entrada para
uma nova forma de trabalhar e de se relacionar socialmente.
O grande desafio da inclusão digital é a educação.
O Conecta, Brasil! é um programa educativo. Em 13
episódios, a gente vai abordar todos os temas importantes
da nova sociedade humana.
Que temas serão abordados?
Abordaremos temas como a inclusão digital, o governo
eletrônico, o comércio eletrônico, a
educação à distância via internet,
o teletrabalho, a telemedicina, a publicidade on-line, a
cidadania eletrônica, as aplicações
da internet para a segurança pública, a cultura
e o entretenimento, mas também os perigos da internet.
A gente quer abordar tudo o que está sendo feito
no Brasil para que o país entre efetivamente na era
do conhecimento. A questão é urgente e desafiante
e o Brasil está levando isso a sério.
Qual o formato do programa?
Serão 25 minutos em três blocos, um bloco
trará um panorama do assunto, o segundo enfocará
cases de sucesso e o terceiro será uma entrevista
em estúdio com um especialista do assunto.
Porque foi escolhido o Canal Futura?
O Futura é o canal ideal para programas educativos.
Seu público espera esse tipo de programação.
Além disso, é um canal comprometido com o
desenvolvimento de comunidades carentes. Através
de mobilizações comunitárias, equipes
do Futura se deslocam até regiões pobres e
capacitam comunidades em oficinas que ensinam como usar
os programas do Canal para a educação, organizando
videotecas e vivências a seu redor. O Conecta, Brasil!
será muito útil como conteúdo para
telecentros, por exemplo.
Quem são os apoiadores do projeto?
A E-Consulting é nosso parceiro de conteúdo.
O e-gov e o ITI entenderam a importância da ação
e a Unesco nos deu sua chancela. A Câmara Brasileira
de Comércio Eletrônico nos apoia, aliás,
como sempre fez. Temos uma história comum desde o
início da Agência. Sempre fomos parceiros e
entendemos que nossos trabalhos são complementares.
O que muito nos honra. A entidade é uma das mais
dinâmicas nessa área e ambas somos porta-vozes
da revolução digital.
Além dos apoiadores, nossos três patrocinadores
são empresas e entidades diretamente ligadas ao assunto.
Vamos divulgá-los assim que os contratos de patrocínio
estiverem assinados.
Quando começa?
O Conecta, Brasil! vai ao ar em março do ano que
vem. Será um programa semanal e ao longo do ano será
reprisado duas vezes. O Futura nos concedeu o horário
das 23:30 mas esse horário pode ser mudado a depender
da disponibilidade de grade.
Esse programa terá que desdobramentos?
A gente está produzindo o site do Conecta, Brasil!
de forma a permitir que as pessoas interajam com o programa
de forma dinâmica. Além do site, o programa
será formatado em DVD e vídeo K7 para que
seu conteúdo possa ser usado para capacitar comunidades
de pequenos empresários, de estudantes e de comunidades
organizadas em ongs. Na realidade o Conecta, Brasil! é
uma ação de inclusão digital, e portanto
seu mais importante desdobramento é o de incentivar
o uso das TICs pela maioria da população brasileira.