Informativo Camara-e.net - 21/outubro
Você está recebendo a newsletter da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico com informações
semanais relacionadas à Economia Digital no Brasil e no mundo.

Não podemos permitir que a Internet se desenvolva como uma verdadeira terra de ninguém.

O setor privado, as empresas e suas associações devem liderar o processo multi-setorial de discussão, formulação e pressão institucionais para garantirmos um ambiente saudável para o desenvolvimento da Economia Digital e, conseqüentemente, da economia brasileira como um todo.

Temos que nos organizar para pautar as principais questões de políticas públicas e regulatórias relativas à fabricação e, neste contexto, principalmente quanto ao uso das tecnologias da informação no Brasil.

É fundamental que as empresas, organizadas, manifestem e proponham suas idéias e soluções práticas para o crescimento do mercado, mas, também, para sua proteção.

Precisamos atuar com mais vigor para evitar que a Internet se consolide como o paraíso do SPAM, da fraude, da pirataria, da clonagem, da sonegação de impostos, da ilegalidade. Não teremos, com certeza, poder para acabar de vez com os ilícitos eletrônicos, mas parte importante do processo de inibir o mal digital passa por nós e por nossas empresas.

Temos que agir!

Amanhã, quarta-feira, 22 de outubro, a Camara-e.net promove uma importante reunião multi-setorial para começar a terminar com as pragas que atrasam o desenvolvimento da Internet, das tecnologias da informação em geral e de nossos negócios e empresas em particular.

Participe! Informe-se em nosso site www.camara-e.net.


Reunião com representantes do BID - Comércio Eletrônico.
Conheça os sócios da Camara-e.net.
Consenso de Buenos Aires defende a Inclusão Digital.
IEL Nacional convida para evento sobre PMEs em Madri.
Reunião do Comitê de Fraudes na Internet.
CMSI oferece fellowships para representantes de países.


Nossa entrevistada desta semana é Patrícia Peck, que a partir desta data passa a integrar a equipe da Camara-e.net, como Diretora de Planejamento. Patrícia fala aqui sobre sua experiência profissional e qual será sua contribuição aos sócios da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico.

Patrícia, fale sobre sua formação e experiências profissionais.

Sou formada em Direito pela Universidade de São Paulo, com extensão em Mercados Emergentes na Harvard Business School e MBA em Marketing pela Madia Marketing School. Atuo como consultora especialista em Direito Digital e gestão de risco em meios eletrônicos, autora do livro Direito Digital, pela Editora Saraiva. Atualmente sou conselheira do ITA para Segurança de Informação, assino a Coluna Digitalis no IDG Now, e tenho artigos publicados na About, M&M, WebInsider e outros. Minha carreira envolve foco em três paixões: planejamento estratégico, negócios e tecnologia. Por isso, desenvolvi trabalhos para grandes empresas multinacionais como Young&Rubicam e Fidelity Investments, também aplicados em empresas próprias, uma delas foi, inclusive, responsável pelo desenvolvimento do primeiro projeto de TV Interativa da Portugal Telecom com a Microsoft em Portugal.

Como advogada e executiva ativa no mercado de TI brasileiro, qual a sua visão sobre as políticas publicas e regulatórias adotadas nesta área?

Assim como o mercado está amadurecendo, as políticas governamentais na área de e-Gov e inclusão digital também vem amadurecendo. Inclusive, a ultima iniciativa que vem sendo discutida é a questão da acessibilidade digital via TV com recursos do FUST. Acredito que é necessário um planejamento conjunto da iniciativa privada e do governo para o crescimento sustentável do Brasil Digital, sendo fundamental apoio e incentivo a desenvolvimento e aquisição de tecnologia da informação. Uma política para gestão de bancos de dados, assim como uma política educacional digital, para criar cultura de segurança de informação e uso de ferramentas tecnológicas, é mais importante que fazer leis de curto prazo que correm o risco de nascerem obsoletas. O caminho viável se passa justamente pela auto-regulamentação e pela organização do mercado através de associações como a Camara-e.net, com capacidade de representação não apenas de interesses de grupos mas também de proposta de projetos e soluções práticas para os temas em debate. Questões como spam, clonagem de e-mail, fraude em Internet banking, entre outras, envolvem a discussão sobre a responsabilidade civil dos gestores de dados, uma vez que a maior riqueza da sociedade digital são justamente os dados.

De forma geral, como você enxerga o desenvolvimento das TICs no Brasil?

Para o Brasil é estratégico fomentar o desenvolvimento das TICs dentro de um cenário competitivo e globalizado, em que países como Índia e China estão muito mais avançados que nós. A base disso se passa por acessibilidade a tecnologia e acima de tudo, instrução. A capacidade de capilarizaçao dentro das pequenas e médias empresas é o caminho para acelerar este crescimento e posicionar o Brasil como um desenvolvedor para dentro, abastecendo mercado interno de modo mais customizado, e para fora, gerando divisas e troca de know-how para modelos que podemos exportar com grande competência como o de segurança em eleições, Internet banking, comércio eletrônico, certificação digital, integração canais industria automotiva, entre outros.

Como este desenvolvimento pode ser acelerado por uma entidade como a Camara-e.net, e como você, em particular, contribuirá neste processo?

A Camara-e.net tem um papel fundamental como articuladora e catalisadora de iniciativas e interesses do mercado, aproximadora e gestora da interface de contato de empresas brasileiras com o poder público, em questões voltados para investimento em inclusão digital e desenvolvimento do comércio eletrônico e da capacitação profissional digital. Meu papel na Camara-e.net, como Diretora de Planejamento, envolve contribuir nessas áreas assim como agregar valor em termos de geração de conteúdo, participação e propositura de políticas públicas para o setor, assessoria aos Associados em questões de Legal Strategy, com realização de cursos e workshops e criação de uma Camara-e.net também voltada para a pequena e média empresa, entre outros projetos especiais que fomentem o crescimento do mercado digital e do comércio eletrônico.

Fala-se muito, hoje, em sociedade digital, sociedade da informação. A terminologia é apropriada à economia brasileira?

Quando falamos em sociedade digital não estamos falando de tecnologia, estamos tratando de uma nova forma de agir do ser humano, que passa a se relacionar, assumir obrigações e responsabilidades por vias eletrônicas, em que clicks, e-mails, sms, e tudo o mais que está por vir através de interface gráfica, com ou sem o uso de dispositivos, com ou sem fio, são ferramentas de geração de negócios, de trabalho, de relacionamento familiar e pessoal. Nesta evolução, em que tudo é dados, a capacidade competitiva e a rentabilidade das empresas se passa pelo nível de inteligência de gestão destes dados, para dentro com funcionários, parceiros e fornecedores e para fora com consumidores, prospects, comunidade, governo, e globalmente falando, com o mundo. Uma empresa pode não ter sede física e ser global tendo um site. É em trabalhar com as empresas neste cenário de negócios que reside a proposta da Camara-e.net, com a qual eu tenho a honra de agora contribuir.



22 e 23/outubro
Seminário Setor Automotivo - Perspectivas 2004

23 a 25/outubro
Seminário Internacional Cybercity 2003

27 a 30/outubro
Futurecom 2003 - Florianópolis

27 a 31/outubro
Semana da Inteligência Digital de Brasília

28/outubro
17º Seminário Internacional de Direito de Informática e Telecomunicações

29/outubro
Aspectos Legais do Software Livre

30/outubro
Seminário Política e Práticas de Segurança

31/ outubro a 12/dezembro
Curso de Extensão - Segurança da Informação

04 a 06/novembro
5º Simpósio Segurança em Informática

04/novembro
Terça de Resultados - Pagamento Online - Crédito e Cobrança




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