Informativo Camara-e.net - 25/novembro
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Personalidades Camara-e.net 2003

Já temos os vencedores do Prêmio Personalidades Camara-e.net 2003, que, contudo, apenas serão divulgadas na segunda-feira, 01 de dezembro, durante a cerimônia de entrega dos Prêmios B2B.

Nesta última semana, nosso sistema de votação, com um short list dos cinco finalistas nas categorias Público, Privado, Academia e Terceiro Setor, recebeu mais de 1,5 mil participações, que definiram os vencedores dos quatro setores.

Como já divulgado, os premiados receberão um diploma da Camara-e.net, bem como destaque na cobertura da B2B Magazine.

Agradecemos a participação de todos. Continuem interagindo com nossa entidade.


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O entrevistado desta edição é Ricardo Saur, diretor de assuntos institucionais da CPM. Saur fala sobre os problemas e perspectivas da produção de TI e softwares no Brasil.

Como vê a competitividade brasileira no mercado internacional de TI?

A competitividade é alcançada por vários fatores, mas 3 sobressaem: preço, “know-how” e prazos de entrega. Qualidade é importante para certos mercados, como é o caso de TI. O Brasil possui know-how tecnológico por ser um mercado acostumado a muitas mudanças, principalmente no setor financeiro,no qual a sofisticação é mundial e a qualidade de TI, indiscutível. A inflação e as constantes mudanças nos processos bancários deixaram um legado para as empresas nacionais: uma grande expertise nessas áreas de negócios, na qual os serviços bancários sempre foram complexos, necessitando de prazos rápidos de entrega. A reserva de mercado também criou grande capacitação em software básico, que contribuiu muito para a grande capacitação técnica dos profissionais. Apesar dos parcos resultados dos últimos dez anos, o Brasil tem agora uma grande oportunidade de fazer parte do cenário internacional de software na área de “offshore”, pois seus custos (especialmente no interior do país) são comparáveis aos padrões mundiais, determinados especialmente pelos indianos.

Como fazer para equilibrarmos nossa balança comercial no setor de eletroeletrônicos?

Segundo a Abinee, esse ano as exportações cresceram 7,7% em relação a 2002 e as importações foram reduzidas em 9,5% no mesmo período. Nos primeiros nove meses de 2003, o déficit da balança comercial de produtos do setor eletroeletrônico (- US$ 3,6 bilhões) apresentou retração de 21,6% em relação ao do mesmo período do ano anterior (- US$ 4,5 bilhões). Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das exportações do setor (US$ 1,6 bilhão) e o Sudeste da Ásia a principal origem das importações (US$ 2,9 bilhões).

Para equilibrarmos nossa balança comercial no setor é necessário chegar-se a um acordo interno que defina uma política industrial coerente, associando governo e iniciativa privada local e internacional, pois nesse campo as forças de mercado não vão estar do lado dos países em desenvolvimento sem uma participação governamental. Neste momento isto já está acontecendo. Com a junção de esforços de quatro setores que não se entendiam no governo anterior: Tecnologia, Comércio Exterior, Planejamento e (“last, but not least”) Fazenda, esperamos que isso venha mesmo a se tornar realidade.

Quais os principais empecilhos para a produção de Tecnologia da Informação no Brasil?

A lista completa seria longa e tediosa, quase repetitiva. Os verdadeiros empecilhos não são da área de TI, mas da estrutura econômica nacional. Baixa capacidade de poupança, décadas de irresponsabilidade fiscal, juros altíssimos com preferência de remunerar o capital e não a produção, e vai por aí afora, são alguns dos fatores que levaram a essa situação. Além disso, o Brasil, com raríssimos períodos de exceção, sempre foi carente em investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Esse cenário está mudando aos poucos, principalmente em relação aos investimentos em governo eletrônico e às iniciativas do setor privado. Está havendo também uma conscientização de que a tecnologia da informação é fundamental para o progresso de toda a sociedade brasileira. Por isso, são boas as perspectivas para a produção brasileira de TI, especialmente em relação à exportação de software e serviços.

Como o setor privado, unido por meio de entidades como a Camara-e.net, pode atuar na reversão deste quadro?

Entidades como a Camara-e.net são fundamentais para o debate e a “educação” da sociedade brasileira. Por meio dessas associações, é possível promover iniciativas com as embaixadas brasileiras e posicionar a marca Brasil como sinônimo de tecnologia, abrindo portas em grandes corporações lá fora e aumentando nossa presença no exterior.

O que a CPM está fazendo nessa direção?

Para incentivar o desenvolvimento de TI no Brasil, estamos investindo na formação dos profissionais da companhia, envolvendo-os em processos como a certificação CMM, e valorizando a criação de novos processos e metodologias como fator importante nesse processo. Além disso, também são feitos investimentos em prospecção e desenvolvimento de novos negócios, paralelamente à atualização tecnológica da companhia, fundamental para que a CPM possa agregar valor às soluções levadas aos seus clientes, crescendo e gerando resultados.

E no sentido de aumentar as exportações, quais as principais iniciativas da CPM?

Na área de exportação de software e serviços correlatos, estamos abrindo um escritório comercial em Nova York para ampliar nossa atuação no exterior, focada em outsourcing no segmento financeiro, setor no qual o Brasil é reconhecido internacionalmente e tem vantagens de conhecimento e know-how do negócio. O mercado americano movimenta cerca de US$ 10 bilhões ao ano em terceirização de desenvolvimento de software e cerca de 90% dos contratos vão para empresas indianas. O setor financeiro responde por US$ 7 bilhões do total. Nosso objetivo é conquistar entre 1% e 2% do outsourcing do setor financeiro, cerca de US$ 100 milhões.



25 a 27/novembro
Conferência Latino-Americana sobre Estratégias de Tecnologia da Informação e Comunicação para Competitividade e Desenvolvimento

26/novembro
WITSA Meetings in Hanoi

27 e 28/novembro
Relacionamento com Clientes: Estratégias de Sucesso em Serviços Financeiros ao Consumidor

02 a 05/dezembro
IV Congreso Iberoamericano de Nombres de Dominio em Buenos Aires

04/dezembro
O futuro da TI nas corporações

11 a 14/janeiro
NRF 2004

18 a 24/março
CeBIT 2004

10 a 13/maio
11º Congresso e Exposição Internacional de Automação




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