Entrevistamos
Emilio Umeoka, Presidente da Microsoft
do Brasil.
Que políticas públicas de incentivo
às TICs podem contribuir para o desenvolvimento do
país?
A tecnologia da informação e comunicação
está cada vez mais disponível. E, para contribuírem
para o desenvolvimento do país, as políticas
públicas dessa área têm de prestigiar
as iniciativas que auxiliam a expansão do setor,
inclusive adotando incentivos às exportações.
A Microsoft tem apoiado o desenvolvimento da indústria
nacional de tecnologia, por meio de iniciativas como o Next
Generation e o Programa Excelência, que tratam desde
subsídios à tecnologia em si até a
criação de treinamentos gerenciais para empresas
brasileiras, cursos de marketing, finanças e negócios.
A Microsoft Brasil investe neste cenário e gera intercâmbio
de negócios, além de fomentar os mercados
regionais.
Como vê os desafios quanto a segurança,
fraude, spam, sonegação, pirataria, violações
de direitos autorais e outros do mundo conectado?
Buscamos atuar junto com governos e órgãos
de segurança de todo mundo para inibir crimes digitais,
além de desenvolvermos produtos que ajudam a diminuir
alguns dos problemas citados. O problema da pirataria é,
antes de tudo, uma questão social. Ele inibe a geração
de empregos, impostos e prejudica o desenvolvimento da economia
como um todo. Nossa preocupação tem sido a
de mostrar ao mercado consumidor, seja ele corporativo ou
de consumo, que a pirataria é nociva à economia
do país. Quem adquire um software pirata não
tem direito a suporte técnico ou garantia do produto.
Nesse ecossistema, qual o papel do software proprietário
e do software livre?
A Microsoft acredita em um saudável ecossistema
de software, que inclua tanto as empresas de software comercial
como as de sistemas abertos, e que permita que cada um desses
modelos de negócios possa competir com seus méritos.
Acreditamos que todas as classes de software podem ser analisadas
cuidadosamente por meio de uma visão de longo prazo
do valor que as soluções oferecem.
Para garantir suporte e compatibilidade, é necessário
preservar o código-fonte. A padronização
permite economia de escala, o que resulta em menores custos
e maior funcionalidade nos produtos.
Adicionalmente, entendemos que governos, universidades
e grandes empresas necessitam o acesso ao código-fonte
para efeito de auditoria e pesquisa acadêmica. Nossos
clientes contam hoje com um programa de código-compartilhado
chamado “Shared Source Program”. O governo brasileiro
e os partidos políticos brasileiros, por exemplo,
realizaram auditoria do código de 50 mil urnas eletrônicas
baseadas no sistema operacional Windows CE.
Como combater a questão da exclusão
digital no Brasil?
A Microsoft acredita que unir tecnologia e educação
é o melhor caminho para diminuir a exclusão
digital e criar novas oportunidades. Nos últimos
quatro anos, a empresa investiu R$ 30 milhões em
projetos sociais no Brasil, incluindo doações
de software e equipamentos, transformação
de tecnologia e capacitação profissional.
O que guia as ações empresariais
da Microsoft?
A Microsoft tem ciência de sua liderança no
mercado e conduz seus esforços para que cada um de
seus clientes tenha clareza da atuação da
companhia e possa atuar com maior planejamento em suas atividades,
seja na área empresarial ou doméstica. Nossa
missão, inclusive, é a de permitir que pessoas
e empresas atinjam seu potencial pleno. E é isso
o que nos guia no desenvolvimento de nossos produtos e na
realização de nossos negócios.