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MPMEs e TICs
É com imenso prazer que damos ciência sobre
o seminário Fórum Latino-Americano
de Negócios Eletrônicos, sobre o tema
Uso das Tecnologias de Informação
e Comunicação como Alavanca às Exportações
das Pequenas e Médias Empresas (veja
programa preliminar), a ser realizado no Brasil,
de 02 a 05 de novembro de 2004, em local a ser confirmado
nos próximos dias.
O evento é uma iniciativa do ITC
- International Trade Centre (UNCTAD/WTO),
com apoio do Ministério
do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio, e realização
da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico,
e reunirá importantes especialistas internacionais
dos setores público, privado e institucional.
O objetivo do seminário é gerar e difundir
conhecimento de vanguarda sobre o fortalecimento das pequenas
e médias empresas como base para o desenvolvimento
sustentável dos mercados e das exportações
latino-americanas. Entre as principais temáticas
a serem abordadas entre os países participantes destacam-se
aquelas relativas a barreiras ao comércio exterior,
seguros, direito eletrônico, financiamentos, meios
de pagamento e perspectivas do comércio eletrônico
na América Latina e no mundo.
Os resultados serão apresentados no âmbito
da Cúpula
Mundial da Sociedade da Informação,
cujo processo preparatório já está
em curso.
Gostaríamos de contar com todo o apoio possível
para o pleno sucesso desta importante iniciativa. Não
hesite em contribuir com seus comentários sobre a
programação, potenciais palestrantes e indicações
de possíveis participantes em geral.
Temos certeza que este será um evento regional,
com grandes reflexos globais.
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Nosso entrevistado desta semana é César
Groh, diretor de tecnologia da Saraiva.com.
Como o senhor e a Saraiva.com vêem a questão
do Spam na atualidade?
A Saraiva.com não compactua com a prática
do Spam, da qual também somos vítimas enquanto
usuários de e-mail, e acreditamos que torna-se extremamente
necessário adotar medidas que ajudem os usuários
de modo geral a filtrar o joio do trigo, ou seja, separar
as mensagens de empresas idôneas, enviadas com a sua
autorização, daquelas que têm origem
incerta, com conteúdo não solicitado. Existe
uma base muito grande de usuários que gosta de receber
e-mails promocionais, pois querem aproveitar oportunidades
de ocasião, ser alertados sobre novidades, ofertas
relâmpago, notícias, etc.. Por isto, as empresas
virtuais devem tratar este ativo com respeito, evitando
abusar da ferramenta, e jamais repassar adiante suas listas
de e-mail. Além disso, os e-mails enviados devem
ser atraentes, interessantes, condizentes, carregar rapidamente
e, sobretudo, encaminhados apenas a quem os solicitar.
Como acham que a questão tem que ser tratada? Como
podemos inibir essa prática?
Na Saraiva.com acreditamos, sem a menor sombra de dúvida,
que faz-se necessário um respaldo jurídico
para ajudar a coibir a prática do Spam e, principalmente,
do seu rival mais nocivo, o Scam, de maneira a punir os
responsáveis. Reconhecemos as dificuldades envolvidas,
já que a maioria destes criminosos estabelece-se
em países como Paraguai, Paquistão, Vietnã,
etc.. Isto requer um esforço internacional e a ONU
ou a Polinter poderiam levantar esta bandeira. Mas, enquanto
não existem medidas 100% efetivas contra o Spam ou
o Scam, a prevenção ainda é o melhor
remédio: não abrir mensagens não solicitadas
e de remetentes desconhecidos, desligar a opção
de aviso automático de leitura de e-mails e separar
o e-mail particular do empresarial são sempre soluções
bem-vindas, apesar de paliativas. Do lado comercial, a Saraiva.com
tem a preocupação de assegurar a autenticidade
de suas mensagens, permitindo aos seus clientes discernir
entre mensagens originárias da Saraiva.com de outras
provenientes de praticantes de Spams e Scams, enviadas em
seu nome. Por isso, investimos no desenvolvimento de uma
ferramenta de autenticação de e-mails enviados,
já em vigor desde junho, onde o cliente recebe e-mails
da Saraiva.com juntamente com uma "chancela" que
atesta a autenticidade do mesmo.
Opt-in ou opt-out, esta é a questão?
Desde sua origem em 1998, a Saraiva.com tem dado aos seus
clientes a liberdade de escolha entre receber ou não
mensagens promocionais. Consideramos isto como sendo uma
boa prática, pois demonstra preocupação
em não aborrecê-los inadvertidamente, além
de constituir boas maneiras. Atualmente, a grande maioria
dos e-mails de empresas sérias fazem uso correto
deste dispositivo, ao passo que os Spammers valem-se muitas
vezes do opt-out para validar um endereço de e-mail
obtido por combinações aleatórias ou
em listas vendidas por terceiros. Mas, é uma forma
de disciplinar o envio de e-mail nas empresas sérias
e deve ser incentivado. Na Saraiva.com, tanto o opt-in como
o opt-out são fornecidos no cadastro dos clientes
e o opt-out consta ainda em todos os e-mails enviados. Não
oferecer ao seu cliente uma opção para receber
ou cancelar a assinatura de e-mails é tratá-lo
com desrespeito.
O que a Saraiva.com está fazendo contra o
Spam?
Primeiramente, só enviamos e-mails aos clientes que
autorizam seu envio. Além disso, a Saraiva.com está
"carimbando" suas mensagens de e-mail com um autenticador,
uma espécie de selo, onde um código cadastrado
pelo próprio usuário é exibido nas
mensagens. Outra medida tomada, foi a adoção
das recomendações do Código de Ética
Anti-Spam da Camara-e.net, permitindo ao
nosso cliente que, ainda que nos tenha autorizado a enviar-lhe
mensagens, possa também filtrar seu conteúdo
pela classificação mencionada no assunto das
mesmas. Estamos agregando valor à ferramenta e dando
maior tranqüilidade aos clientes, pois eles sabem e
confiam que a Saraiva.com não cede suas listas de
e-mail a terceiros por considerar esta prática pouco
ética. Temos muito cuidado com as informações
que nos são depositadas sob confiança pelo
nosso bem mais valioso: nossos clientes.
Algo mais que queira comentar ou responder?
Como vítimas do Spam nós só podemos
lamentar sua existência, o que é realmente
uma pena, dado que o e-mail é uma excelente ferramenta
e deveria ser usado com cautela, disciplina e muita responsabilidade.
Nós, da Saraiva.com, acreditamos que nossos clientes
são importantes demais para serem aborrecidos insistentemente
com mensagens não solicitadas. Por isso, procuramos
utilizar o e-mail com total parcimônia, tratando-o
com o devido valor e respeito, evitando que a ferramenta
caia em descrédito, ou seja banalizada. Todavia,
a não ser que a tecnologia de e-mails mude bastante,
não vejo como as empresas poderão se ver livres
dos Spams num curto prazo. Buscar respaldo na legislação,
para punir os praticantes, sem dúvida é fundamental.
Igualmente Importante, é a definição
do que é um Spam, pois alguns portais acreditam que
o simples fato de uma empresa idônea entregar-lhes
um e-mail para uma grande relação de destinatários
já caracteriza spam. A criação de listas
negras de domínios spammers podem ser uma saída,
mas requer uma administração complicada e
os critérios para se incluir ou retirar empresas
desta lista devem ser claros e sua administração
tem que ser altamente imparcial. Não vejo iniciativas
que impliquem na cobrança pelas mensagens como algo
viável, a não ser como modelo de negócios
que funcionaria como um cartório autenticador de
mensagens, algo que já vem sendo explorado comercialmente
há algum tempo. Além do mais, a Internet proporciona
um alto grau de liberdade aos indivíduos que dela
fazem uso, e seria uma pena todos terem que ser penalizados
por causa do estrago, ainda que grande, provocado por usuários
mal-intencionados e impunes.
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