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Cresce o Varejo On-Line
Em parceria com a E-Consulting,
a Camara-e.net
acaba de divulgar novas pesquisas sobre o crescimento das
vendas pela Internet no Brasil.
Trata-se do
VOL - Índice do Varejo On-Line, que
acompanha mensalmente a evolução do mercado
e o desempenho das principais lojas eletrônicas do
país.
Os números voltam a surpreender. Por exemplo, em
maio deste ano o índice apresentou crescimento de
quase 40% em relação ao mesmo período
de 2003, ultrapassando os R$ 500 milhões (considerando
a somatória das vendas eletrônicas de bens
de consumo, automóveis e turismo).
Contudo, esta movimentação está concentrada
em um número restrito de lojas, sendo que, segundo
nossas estimativas, há mais de 3 mil empresas, micro,
pequenas e médias, que já possuem venda de
produtos pela Internet.
Nosso desafio, como entidade, para os próximos tempos,
é fortalecer as e-MPMEs e aumentar sua participação
no mercado.
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Esta semana entrevistamos Wellington Brigante,
Gerente de TI da Camargo Corrêa Cimentos.
A Camargo Corrêa está presente em diversos
setores da economia, em qual deles o comércio eletrônico
tem se desenvolvido mais rapidamente?
Realmente, o Grupo Camargo Corrêa tem forte atuação
nos setores de Engenharia e Construção, Cimento,
Calçados, Têxtil, Gestão Ambiental,
Silício, Concessões e Participações,
entre outros. Desses setores, o Grupo se faz presente com
iniciativas de comércio eletrônico no Cimento,
Calçados e Têxtil, porém, é no
Cimento, através da Camargo Corrêa Cimentos,
que o Grupo tem seu maior destaque e participação.
A Camargo Corrêa Cimentos iniciou seu comércio
eletrônico em 2000, utilizando tecnologia SAP, com
o objetivo de disponibilizar também o canal internet
para o atendimento a pedidos de seus clientes, ou seja,
revendas e distribuidores.
Atualmente, a internet (e-commerce) é o principal
canal de venda de cimentos e derivados aos clientes, chegando
ao final de 2003 com a expressiva marca de 56% do faturamento
total da Camargo Corrêa Cimentos sendo feito pela
internet, marca essa ainda com possibilidades de aumento.
Com essa marca atingida somos benchmarking em e-commerce
nos setores de Construção Civil e Cimento
e também uma das empresas nacionais com maior volume
de transações via internet.
Qual é a perspectiva de crescimento deste
setor em 2004?
O ano de 2004 ainda apresenta sinais de retração
e espera, com a retomada do crescimento econômico
a nível nacional ocorrendo de maneira lenta. Como
os setores de Construção Civil e Cimento também
representam termômetros da situação
econômica do país, esperamos uma retomada lenta
de crescimento até o término de 2004.
Como o senhor vê a participação
do setor privado na formulação de políticas
públicas e regulatórias para o desenvolvimento
das TICs e do Comércio Eletrônico no país?
Em termos de comércio eletrônico no país,
não há dúvidas que o B2B (business-to-business)
tem um peso expressivo. Como essa relação
envolve principalmente empresas privadas, é fundamental
que possamos ter a oportunidade de participar também
da formulação de políticas públicas
e regulatórias, pois, só assim, teremos condições
de cada vez mais ampliar a utilização dos
meios eletrônicos como viabilizadores e facilitadores
da concretização de transações
comerciais entre as empresas.
De que modo as associações empresariais
como a Camara-e.net podem contribuir nesse processo?
Perante os orgãos públicos, dificilmente as
empresas privadas, por sí só, conseguiriam
ser ouvidas e expressar suas necessidades de regulamentação
para um uso melhor e mais seguro dos meios eletrônicos
para as suas transações comerciais. Assim,
associações como a Camara-e.net,
passam a ter um papel essencial, pois atuando junto aos
órgãos públicos como pólo aglutinador
e representativo das empresas usuárias dos meios
eletrônicos, possibilitam que suas empresas associadas
também se façam representadas e alinhadas
com os movimentos e iniciativas que envolvem os requisitos
e componentes da cadeia de comércio eletrônico
entre empresas.
Algum comentário adicional?
Nós, da Camargo Corrêa Cimentos, vemos a Camara-e.net
com expectativas muito boas e positivas, pois, além
da sua importância, peso e representatividade já
citados, a vemos também como fórum de discussão
entre as empresas, estas mesmo com especifidades e naturezas
de negócios distintos ou até em determinados
casos concorrentes, atuando de maneira ética e sinérgica
entre sí, possibilitando troca de experiências,
melhores práticas, discussões e iniciativas
que possibilitem as empresas associadas melhor usufruirem
dos meios eletrônicos, ampliando o resultado de seus
negócios.

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