Entrevistamos
nesta edição Ricardo Theil,
diretor do IPDI e VP de segurança da Camara-e.net.
>O cyberespaço é seguro?
O cyberespaço é tão seguro quanto
o mundo presencial. O grau de segurança ou insegurança
de determinado ambiente é conseqüência
das medidas que os usuários, presentes neste ambiente,
tomam para se proteger. Devemos procurar adotar, quando
conectados, ferramentas como, por exemplo, a certificação
digital, seja para assinar ou arquivar documentos, ou "devices",
que, por meio da biometria, nos protegem. É importante
que o cyberepaço seja conquistado de forma segura,
bastando para isso que ações preventivas,
corretivas e educativas adequadas sejam tomadas.
>Ao que devemos estar mais atentos?
As principais ameaças hoje são, certamente,
o roubo de identidades e a falsa sensação
de anonimato, que motiva os crimes digitais.
As pessoas não têm noção de
que atos praticados no mundo eletrônico deixam muito
mais pegadas que aquilo que fazemos no mundo presencial.
Ninguém está impune atrás de um computador,
apesar de ser exatamente esta a sensação que
temos, sentados em nossas cadeiras, no conforto de nossas
casas ou escritórios.
Vale ressaltar que a Câmara Brasileira de Comércio
Eletrônico trabalha permanentemente na discussão,
prevenção, criação e divulgação
de políticas de combate a estas ameaças através
do seu Comitê Anti-Fraudes, e que novos problemas
já preocupam: sabotagem digital, terrorismo e guerras
cibernéticas.
>O que governos, empresas e usuários
devem fazer para garantir a segurança no mundo virtual?
Os governos devem criar o marco legal que permita às
pessoas interagir no mundo digital sem restrições,
mas ao mesmo tempo punindo, como no mundo presencial, condutas
que atentem contra os valores protegidos na ordem jurídica.
Nesse sentido, devemos mencionar a ICP-Brasil, o Decreto
10.695, que alterou artigos do Código Penal aumentado
as penas para quem utiliza meios eletrônicos para
cometer crimes e o projeto de lei 84/99 (Dep. Luiz Piauhylino),
já aprovado na Câmara dos Deputados, que tipifica
como crime determinadas condutas, cada vez mais encontradas,
mas que não podem ser punidas por falta das necessárias
disposições penais.
É importante ainda que pessoas e empresas não
facilitem, não hesitando em recorrer a serviços
tais como monitoramento, rastreamento, recuperação
de evidências digitais, computer forensics, etc.
>Qual a atuação do IPDI neste
cenário?
O IPDI - Instituto de Peritos em Tecnologias Digitais e
Telecomunicações é uma empresa especializada
em computer forensics, dissuasão de sabotagem digital,
apuração de crimes e fraudes no mundo cibernético,
monitoramento, rastreamento e recuperação
de dados. Entre seus clientes estão corporações,
instituições públicas e privadas, Ministério
Público Federal e Estadual. A estratégia do
IPDI de sempre oferecer ao mercado as mais modernas e atuais
tecnologias disponíveis foi reforçada através
de sua recente parceria com a WISeKey, empresa suíça
líder em serviços e produtos nas áreas
de certificação digital e biometria. Um destes
produtos é o Passaporte Eletrônico ou e-Passport
que incorpora certificação digital e dados
biométricos.