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FEBEM - Responsabilidade de Todos
O TACRIM - Tribunal de Alçada
Criminal do Estado de São Paulo - representado
por seu presidente, Dr. José Renato Nalini e a Câmara
Brasileira de Comércio Eletrônico,
representada por seu diretor executivo, Cid Torquato, realizarão
reunião, no próximo dia 21 de outubro de 2004,
com o intuito de discutir estratégias de apoio ao
trabalho que o Secretário de Justiça e Defesa
da Cidadania, Alexandre de Moraes, desenvolverá junto
à FEBEM, no momento em que assume
a presidência da instituição.
O problema do menor em São Paulo é uma questão
que supera as atribuições do Governo, para
converter-se em tema da responsabilidade social de toda
a comunidade. Enquanto não for encarado como tema
de relevante interesse comum, não haverá alternativa
de enfrentamento eficaz, nem perspectiva de futuro favorável
para as presentes e futuras gerações.
Participará desta reunião, o Dr. Jacob
Pinheiro Goldberg, doutor em psicologia, advogado,
assistente social, poeta e escritor, apontado pela mídia
internacional como uma das eminências mundiais em
saúde mental, que, em uma breve palestra, tratará
da temática sobre a Psicologia do Medo.
Estão convidadas entidades e pessoas que, com sua
capacidade de influenciar ações e opiniões,
sejam protagonistas essenciais desta discussão de
cidadãos interessados num futuro melhor.

Acesse o site Camara-e.net Móvel:
WAP: www.camara-e.net/wap
PDA: www.camara-e.net/pda
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O entrevistado desta semana é Stelleo Tolda,
diretor-presidente do MercadoLivre.com no Brasil.
Como andam os negócios dos leilões virtuais
e marketplaces no Brasil?
O segmento de compras e vendas pela Internet é bastante
confundido no Brasil como sendo de “leilões
virtuais”. No entanto, a atividade dos sites de compra
e venda, ou marketplaces, difere daquela realizada pelos
leiloeiros – profissão, inclusive, regulamentada
no País.
O MercadoLivre.com não reconhece a nomenclatura “site
de leilões”, já que sua proposta não
é promover leilões online, mas possibilitar
o comércio eletrônico a milhares de internautas.
Atualmente, 86% dos produtos vendidos por meio do MercadoLivre.com
são transacionados com preço fixo, na chamada
compra imediata. Os 14% restantes são negociados
em uma modalidade em que o vendedor não estabelece
o preço final, deixando que o próprio mercado
o faça.
Em relação aos negócios dos marketplaces
no Brasil, o modelo é um dos que mais cresceu na
Web, desde sua criação. Acredito que este
êxito se deve principalmente ao fato de que os marketplaces
tiram proveito daquilo que a Internet tem de mais poderoso:
a conectividade entre pessoas e, neste caso, entre pessoas
que estão interessadas em fazer negócio.
Atualmente, o MercadoLivre.com é a oitava URL mais
acessada no país, o que mostra o interesse das pessoas
no modelo dos marketplaces. Em agosto, tivemos 201 milhões
de page views, 3 milhões de unique visitors e mais
de 716 mil anúncios. São quase 3 milhões
de usuários registrados no Brasil e mais de 5 milhões
na América Latina, movimentando nada menos do que
US$ 270 milhões em 2003 (no continente).
Quais as perspectivas de crescimento para os próximos
anos?
O mercado está em crescimento e as possibilidades
de expansão são enormes. Analisando apenas
a penetração da Internet no Brasil, já
temos um panorama do espaço a ser explorado: atualmente,
15% da população tem acesso à Web e,
neste grupo, somente 15% já faz compras ou efetua
vendas online. Acredito termos ao menos de cinco a 10 anos
de crescimento pela frente.
Como dito, em 2003 foram movimentados US$ 270 milhões
pelo MercadoLivre.com em toda a América Latina. Este
valor representa quase o dobro do registrado no ano anterior
– US$ 140 milhões – e estamos bastante
otimistas em relação aos resultados para este
ano.
Mais uma vez, aponto a capacidade de unir pessoas afastadas
geograficamente como uma das maiores molas propulsoras do
negócio. Os sites de compra e venda aproximam partes
pré-dispostas a comprar e a vender e um de seus maiores
diferenciais é a rede criada: todos os pontos são
interligados e podem se comunicar, diferentemente de uma
rede de varejo com atuação online, em que
uma única empresa faz a comunicação
com as outras partes.
Como anda o setor nos Estados Unidos e no mundo?
O segmento de marketplaces foi criado nos Estados Unidos
e adotado em praticamente todo o mundo. Um exemplo de como
está a expansão do setor em seu país
de origem é o precursor do modelo, o eBay. O site
apresentou US$ 190 milhões de lucro no segundo trimestre
do ano fiscal de 2004, o que representa cerca de 78% de
crescimento em relação ao mesmo período
do ano anterior.
Exportado para 27 países, o eBay é hoje o
primeiro site de comércio eletrônico entre
muitos. Seu modelo de negócio foi incorporado por
diferentes culturas, já que em todo o mundo existem
pessoas interessadas em comprar e vender.
Além da característica de negociar - comum
em todas as culturas e intrínseca ao ser humano –
os marketplaces têm flexibilidade para se adaptar
aos diferentes mercados. Nos Estados Unidos e na Alemanha,
por exemplo, os produtos colecionáveis são
muito vendidos, enquanto que os franceses utilizam a Web
para comprar e vender vinhos.
Quais são as políticas do MercadoLivre.com
para evitar fraudes e outros ilícitos praticados
na rede?
Justamente por ser um marketplace, os negócios do
MercadoLivre.com dependem diretamente do êxito de
seus usuários, tanto vendedores quanto compradores.
Assim, um ambiente saudável e legal é indispensável
para o nosso sucesso e a companhia mantém um relacionamento
de cooperação com as autoridades, associações
representantes da indústria, entidades e empresas
detentoras de marcas.
Entre as políticas adotadas pela companhia estão
a educação constante dos usuários por
meio de ações focadas e de procedimentos implementados
no site (como o sistema de qualificações da
contraparte, por exemplo); o uso de tecnologias avançadas
de segurança; o apoio de uma equipe totalmente dedicada
para investigação e segurança, que
faz o monitoramento do site sete dias por semana; a instituição
do Programa de Proteção ao Comprador (PPC),
que bonifica o comprador lesado em condições
extraordinárias; a criação do sistema
de pagamentos que evita fraude, MercadoPago; e a criação
do Programa de Proteção à Propriedade
Intelectual (PPPI), para defender o direito de propriedade
intelectual de terceiros e pelo qual os parceiros membros
têm um canal aberto de comunicação com
a empresa.
Na sua opinião, qual a maior contribuição
do MercadoLivre.com para o desenvolvimento da Economia Digital
no Brasil?
Ao aproximar vendedores e compradores separados
geograficamente, o MercadoLivre.com ajuda a tornar os mercados
mais eficientes e, conseqüentemente, a aquecer a economia
local. Com uma plataforma de custos acessíveis a
pequenas e médias empresas, o site torna-se uma boa
opção para estes empresários expandirem
seus negócios por meio da Internet, alcançando
públicos até então inacessíveis.
Atualmente, cerca de 5 mil pessoas têm o MercadoLivre.com
como única ou principal fonte de renda no Brasil.
A plataforma passa a ser mais uma geradora de negócios
e de empregos, oferecendo baixos custos de operação
e manutenção a pequenos e médios empresários,
que não teriam condições de criar e
manter um site de comércio eletrônico próprio.
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