O entrevistado desta semana é Vagner Fernandes,
gerente de e-commerce da Gimba, empresa que recentemente
passou a fazer parte do quadro associativo da Camara-e.net.
Que medidas poderiam ser tomadas no âmbito governamental
e/ou regulatório para incentivar o crescimento do
setor no país?
A ausência de regras e leis específicas
para as relações comerciais eletrônicas
e a divulgação precária daquelas já
existentes são um entrave na aderência do mercado
consumidor aos negócios on-line. O estabelecimento
de regras e leis voltadas às questões relacionadas
à proteção dos consumidores nas relações
eletrônicas é urgente e fundamental. Os temas
relacionados com segurança, privacidade e tantos
outros que podem ser ou parecer em algum momento utópicos,
merecem atenção. Na mesma proporção,
a questão da Inclusão Digital merece atenção,
tanto a corporativa quanto a pessoal, somando-se também
os aspectos sócio-econômicos e culturais que
vêm se modificando ao longo do tempo e que devem ser
acelerados por iniciativas governamentais e da sociedade
organizada.
Como o senhor vê a aderência do mercado
corporativo brasileiro aos marketplaces on line?
Eu tenho notado a crescente tendência do
mercado corporativo e seus diferentes setores de adotarem
junto a seus fornecedores soluções diversas
de relacionamento eletrônico, que, em suas concepções,
atendem às necessidades mútuas. Neste sentido,
eu acredito nas relações eletrônicas
entre empresas com interesses comuns.
A Gimba, por ser um distribuidor de materiais de escritório
e suprimentos de informática, tem o privilégio
de se relacionar com todos os diferentes setores do mercado
corporativo, uma vez que nenhum deles sobrevive sem este
tipo de produto. Nós conquistamos a liderança
do nosso mercado zelando por bons produtos e serviços
e, principalmente, fazendo uso de muita tecnologia, buscando
atender à necessidade de colaboração
eletrônica demandada por nossos clientes, sejam elas
por meio de marketplaces ou por meio de e-mails e, por que
não, FAX?
Neste cenário os marketplaces podem ser considerados
mais um meio eletrônico de relacionamento comercial
e a aderência a ele é feita na medida em que
existam interesses mútuos entres as partes envolvidas
nesta relação. Não vejo os marketplaces
como forma significativa de relacionamento eletrônico,
mas sim como mais uma de suas forma que ganha destaque e
importância em função do alto nível
tecnológico e estratégico conquistado nos
últimos anos.
Quais são as expectativas da Gimba em relação
à Camara-e.net? O que motivou a sua entrada como
sócio?
A Gimba começou a atuar no segmento de Varejo On-line
no final de 2003, quando já havia conquistado a liderança
e o reconhecimento nacional na distribuição
de materiais de escritório e informática para
o mercado corporativo. A meta atual da empresa é
atingir e consolidar a posição de líder
no Varejo On Line e para tanto está diversificando
o mix de seus produtos. Nada disso seria possível
sem os processos eletrônicos de venda adotados pela
Gimba e, principalmente, por seus clientes.
A empresa ingressou na Camara-e.net com
o objetivo participar ativamente da formatação
de regras e leis para as relações comerciais
eletrônicas e colaborar para o crescimento do mercado
e da formalização da Economia Digital.
Algum comentário adicional?
Nada é construído em um país
sem a colaboração ativa de toda a sociedade,
cada qual interferindo em seu universo de relacionamentos
das formas que lhe forem possíveis. A Gimba cumprirá
o seu papel nesta construção.
