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Primavera Digital
Saudamos a entrada da primavera com notícias interessantes
de nossas atividades internacionais para as próximas
semanas, com profundos reflexos no plano nacional.
Mercosul - SGT13
Com o apoio da Camara-e.net, a próxima
reunião do SGT-13 (Subgrupo de Trabalho
do Mercosul sobre Comércio Eletrônico) será
realizada no Rio Othon, Rio de Janeiro, nos dias 28 e 29
de setembro. No dia 27, previamente à reunião,
será organizado o I
Seminário Mercosul sobre Certificação
Digital, com a participação dos
principais atores da região. Esses eventos têm
a coordenação da Secretaria de Tecnologia
Industrial, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior.
América Latina - MPMEs e TICs
Com organização da Camara-e.net,
o I Fórum
Latino-Americano de Negócios Eletrônicos,
será realizado em São Paulo, entre os dias
02 e 05 de novembro, reunindo os agentes públicos,
associativos e empresariais do continente, bem como representantes
de diversas empresas e organizações internacionais.
O foco do evento é o desenvolvimento das MPMEs através
do uso intensivo das TICs.
A participação da Camara-e.net
nestas e outras iniciativas tem como objetivo criar oportunidades
para nossos Sócios,
que além de ampliarem seus networks profissionais
e empresariais, podem influenciar o presente e o futuro
da Economia Digital no Brasil e no mundo.

Acesse o site Camara-e.net Móvel:
WAP: www.camara-e.net/wap
PDA: www.camara-e.net/pda
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Entrevistamos
esta semana Youssef Mourad, diretor de
marketing e novos negócios da Future Way.
Qual o cenário dos e-Books no mundo?
O cenário é promissor. Desde que o primeiro
e-book foi lançado nos Estados Unidos em 1998, houve
uma corrida das empresas de tecnologia, tanto de hardware
quanto de software, para firmar uma posição
num mercado que traça um caminho sem volta. Prova
disso é a quantidade de equipamentos e formatos disponíveis.
As primeiras iniciativas, como a do pioneiro Rocket e-book,
envolviam fabricantes do hardware que ofereciam títulos
em formatos fechados, dedicados exclusivamente aos equipamentos
comercializados. Hoje se percebe que esse nicho despertou
a atenção e investimentos de gigantes do software
como a Microsoft e a Adobe, que lançaram versões
de readers que permitem a leitura de e-books em HandHelds
ou PocketPCs. Esse movimento tem refletido bons negócios
para o setor editorial. São inúmeros os exemplos
de grandes editoras que apostaram na duplicação
de seus canais de distribuição por custos
expressivamente inferiores.
Quais são as perspectivas de crescimento desse mercado
no Brasil?
No Brasil o conceito de e-books ainda é pouco difundido.
Existe um movimento por parte de algumas editoras, porém
a resposta dos leitores ainda é incipiente. É
importante observar, que a leitura de e-books no Brasil
está mais desassociada dos dispositivos físicos
do que no resto do mundo. A presença de e-books (hardware)
por aqui é emblemática. Por isso a leitura
dos livros eletrônicos ocorre principalmente em computadores.
Acredito que em breve, o processo de convergência
que atravessamos irá expandir consideravelmente o
leque de opções em termos de interface. Celulares
e televisores serão meios eficientes para massificar
a leitura digital. Imagine se num hospital, um paciente
imobilizado, em recuperação, puder acompanhar
as páginas de uma publicação impressa
sendo folheadas virtualmente na TV do quarto.
Como a Future Way está se preparando para esse mercado?
A Future Way está há mais de dois anos investindo
no desenvolvimento de uma solução revolucionária
para a apresentação de publicações
impressas em meios eletrônicos. Pensamos em viabilizar
uma plataforma capaz de resolver da melhor forma os problemas
e transtornos da leitura on-line por dois pontos de vista:
do leitor e das editoras ou empresas produtoras de algum
tipo de publicação. No primeiro caso, partimos
do desconforto causado por barras de rolagem enormes em
páginas de conteúdo. A diagramação
blocada que molda a maioria das páginas na Internet
torna a leitura de grandes volumes de texto extremamente
maçante. Pensando nisso, nossa tecnologia, Digital
Pages, permite que o leitor tenha uma experiência
de navegação rica em look and feel, já
que as interações são animadas para
simular o manuseio de páginas de papel.
A plataforma contempla, também, um mecanismo de busca
altamente complexo, capaz de varrer todo o acervo de uma
editora e apresentar resultados logicamente ordenados com
links diretos para as páginas que apresentem as palavras
pesquisadas.
Além disso, o acesso à uma publicação
não depende do download de um arquivo ou da instalação
de um plugin específico. O browser apresenta as páginas
e baixa os dados simultaneamente, ou seja, existe uma tecnologia
de streamming por trás da solução.
Finalmente, vale ressaltar o suporte que nosso cliente tem
para mensurar o nível de interesse dos leitores pela
publicação. Todas as interações
são registradas em um módulo de relatórios
concebido sob premissas de CRM (Customer Relationship Management)
possibilitando a triagem de dados por parâmetros estrategicamente
definidos.
Tudo isso respaldado por uma equipe altamente especializada,
com habilidade de resposta para extrair o máximo
da plataforma para qualquer formato de publicação.
Qual é o maior diferencial da Future Way nesse mercado?
O pioneirismo. Lançamos a semente do Conceito
Digital Pages, contemplando o apelo de folhear páginas
como se o leitor estivesse com a publicação
na mão quando não se tinha notícias
da viabilidade desse recurso. Há dois anos a versão
digital da revista Living News da construtora Gafisa está
no ar. A partir daí não paramos de desenvolver
a plataforma que hoje apresenta vários diferenciais
conforme mencionado acima.
Como você vê o papel da Camara-e.net no mercado
de e-Books?
Estamos vivenciando a era do conhecimento. A revolução
digital impacta nossas vidas nos âmbitos cultural,
social e econômico. Diante desse contexto, questionar
ou respaldar inovações tecnológicas
demanda muita profissionalização e responsabilidade.
É nesse ponto que o papel de uma entidade como a
Camara-e.net é determinante. Seu
pioneirismo, ao implementar a versão digital do e-Brasil
como early adopter da plataforma Digital Pages, homologa
esse conceito como uma alternativa factível para
a quebra do paradigma da segregação dos meios
para determinados tipos de conteúdo. É um
exemplo notório de que a democratização
da informação é um processo que tem
nos canais eletrônicos aliados muito potenciais. Não
só pela logística que é exponencialmente
facilitada, mas também pela inteligência proporcionada
por sistemas capazes de reconhecer peculiaridades, antecipar
necessidades e até corrigir falhas em tempo real.
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