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Cresce o quadro associativo da Camara-e.net
É ponto pacífico que o setor privado
deve se organizar em torno de suas associações
e entidades, aparelhando-as e fortalecendo-as, para que
possam participar da discussão, formulação
e defesa das mais diversas políticas públicas,
regulatórias e de mercado que lhes interessam e afetam.
No universo das TICs, a Camara-e.net, representando
cerca de 160 empresas líderes, dos principais setores,
vem crescendo e fortalecendo sua posição como
a principal entidade da Economia Digital no Brasil e América
Latina.
Nesse sentido, temos a honra de comunicar ao mercado a adesão
de 10 importantes empresas. São elas: Areco,
Brant & Associados,
Camargo
Correa Cimentos, Comprova.com,
Gimba,
Gol
Linhas Aéreas Inteligentes, IBOPE
NetRatings, Mercado
Livre, Panashop
e Superbid.
Nosso próximo passo será a criação
do Comitê Especial da e-MPME, cujo
objetivo será agregar ao quadro associativo da Camara-e.net
as micro, pequenas e médias empresas que já
contam com operações de varejo on-line, um
universo estimado em mais de 3,5 mil potenciais associados.
Associe-se e participe da Camara-e.net. Influencie
o presente e o futuro da Economia Digital no Brasil.
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Nesta entrevista exclusiva à Camara-e.net,
o Ministro Edson Carvalho Vidigal,
presidente do STJ,
da Corte Especial e do Conselho de Justiça Federal,
fala da reforma do judiciário e do uso das Tecnologias
da Informação e Comunicação
(TICs).
De que forma as Tecnologias da Informação
e Comunicação (TICs) podem ajudar na modernização
do Judiciário no intuito de democratizar o acesso
a informações e serviços?
As Tecnologias da Informação e Comunicação
(TICs) se interpenetram nos computadores e nas telecomunicações,
não havendo distinção hoje entre uma
mesa de edição de TV digital e um computador.
Assim, os recursos disponibilizados pelo mundo digital são
criados, como documento digital certificado e com presunção
de validade legal. Cenas geradas em uma corte judicial e
disseminadas on-line e em tempo real como um todo integrado,
desde a geração e disseminação
de acórdãos até a disseminação
urbi et orbe da notícia, ou documento, em texto ou
em meio audiovisual para diferentes público e com
diferentes finalidades, podem ser usados profissionalmente
por um advogado ou uma ONG ou simplesmente obtidos como
notícia.
O STJ atualmente preocupa-se com a discussão
sobre problemas e necessidades de políticas públicas
de incentivo à Tecnologia da Informação
e avanços da área?
Esta é uma preocupação recente no STJ
e no Judiciário. No grande salto qualitativo que
deu o Sistema Eleitoral Brasileiro, por exemplo, ao qual
pude dar minha colaboração como deputado federal,
essa preocupação não esteve presente,
bem como a preocupação de planejar a longo
prazo e não apenas para cada eleição
que se segue. Hoje nos preocupamos com os dois fatores:
gerar e incentivar a geração de tecnologias
nativas, criando riqueza e emprego, e planeja plurianualmente,
aumentando a presença geográfica da Justiça
e apoiando-se em tecnologias que serão consolidadas
para conquistar a almejada agilidade e transparência
do Judiciário.
A demora no andamento dos processos é uma
das causas de desprestígio do Poder Judiciário
perante a sociedade. Neste sentido, como o senhor avalia
o fomento ao uso dos meios eletrônicos, tais como
a adoção da certificação digital,
para combater a morosidade das ações do judiciário?
Esta solução já está
implementada em alto nível de exigência tecnológica
e legal no Brasil, no Poder Executivo. Faremos ainda este
semestre a extensão dos benefícios deste recurso
no STJ
e no sistema de Tribunais Federais do CJF,
em parceria com entidades não lucrativas, como a
OAB
e o CNPq,
bem como com entidades e profissionais com experiência
em realização de projetos de alta complexidade
de exigências legais e técnicas.
A inclusão digital é um instrumento
eficaz na distribuição da Justiça?
Sem que o público tenha acesso franco e
barato ao que se planeja disponibilizar por meios eletrônicos,
o objetivo se frustra por ser elaborado com visão
elitista, fechada em si. Para levar ao povo a informação
documental dos resultados do trabalho dos Tribunais existe
um sub-programa no Programa de Modernização
do Judiciário, voltado para as telecomunicações
seguras e baratas para o usuário final. Há
também, grande empenho na, construção
de parcerias, dentre outras, com bancos oficiais, ECT,
instituições de pesquisa aplicada em Minas,
Pernambuco e Santa Catarina, além da elaboração
de redes de computadores mais baratos que os comerciais
"general pourpose" operando sob sistemas operacionais
e software aplicativos abertos e não proprietários.
A questão da segurança da informação
é normalmente discutida sob o ponto de vista da segurança
pública. Com a expansão dos serviços
e do comércio via internet, na sua opinião,
qual caminho deveremos seguir: adotamos os mesmos padrões
do mundo real , ou criamos novos para o mundo virtual?
No Brasil, sabidamente, estamos complementando
o que falta para proteger os atores e os contratos, para
que o mundo do comércio eletrônico, por exemplo,
continue a prosperar. No caso, a legislação
de defesa do consumidor está sendo complementada
no Congresso, ao invés de se fazer toda uma legislação
nova, como optou a Alemanha, e que está atrasando
a inserção no mundo digital na União
Européia. Um projeto de lei está no Congresso
para consolidar e substituir a MP 2200, que implantou a
Certificação Digital no Executivo. Esta lei
se inspira no roteiro recomendado pela UNCTAD,
da ONU, aceita e praticada mundialmente. Propusemos que
o Comitê
Gestor da Internet no Brasil (CGIbr) tenha membros natos
de outros poderes, além do Executivo, para que o
sistema de certificação seja só a partir
de ICP-Brasil,
com menos custos e mais segurança para todos. Esperamos
que este substitutivo seja acatado.
Como podemos intensificar este debate?
Usando, como foi analisado antes, os meios eletrônicos,
como "chats", que são debates dinâmicos
e permanentes, além de seminários e meios
convencionais. Oferecendo também igual oportunidade
para que diferentes vertentes de opinião, mais arrojadas
ou mais conservadoras, se aproximem mais e mais e construam,
ao mesmo tempo, uma solução democrática
e não medíocre.
Algum comentário adicional?
Temos bolsões de resistência, previsíveis
e lícitos, que devem ser respeitados, mas que devem
abrir as mentes para práticas já existentes,
como os Juizados Especiais e outras que estamos descobrindo
Brasil afora, com apoio do Ministério
da Justiça. E entendam que não seria possível
manter a sociedade indigente de resultados mais ágeis
e transparentes da operação dos Tribunais,
até porque os meios de comunicação
ressaltam cotidianamente estes fatos, aumentando a pressão
sobre os mais refratários. Melhor, então,
postura menos reacionária e o uso intenso de Universidades
e centros de aperfeiçoamento de Magistrados e serventuários
para nos reciclar, para nos antecipar e abraçar os
novos tempos do Judiciário, passando de reclamado
a líder do processo de mudança.
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