Informativo Camara-e.net - 26/maio
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semanais relacionadas à Economia Digital no Brasil e no mundo.


Interdependência

Este foi o tema central da palestra do presidente Bill Clinton no seminário de lançamento do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), no sábado, 22 de maio, em São Paulo.

A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, representada pelo diretor executivo, Cid Torquato, teve a honra de participar desse importante evento, tanto na coletiva de imprensa, em nome da B2B Magazine, como para a apresentação do ex-presidente norte-americano.

Em sintonia com os demais ex-mandatários presentes, Clinton defendeu a democracia, o multilateralismo e a necessidade da sociedade se organizar e participar do processo de governança. Ele também insistiu na idéia de que a interdependência exige o diálogo e o direito como principais agentes para fortalecer o pacto social.

A Camara-e.net propôs uma parceria ao iFHC quanto à discussão de questões relativas a políticas públicas para as TICs e a Economia Digital no Brasil.



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Nesta semana, nossa entrevista é com Patrícia Peck, especialista em Direito Digital, que participou de curso na Coréia, proporcionado pela Development Gateway Foundation-Korea Training Center, por indicação da Camara-e.net.

Como foi a experiência de participar do curso de e-Business Model and Strategy na Coréia?


Fiquei impressionada e surpresa com o que vi na Coréia. Alem de o curso ser muito bom, muito bem organizado e estruturado, fizemos visitas a empresas como Samsung, LG Philips, LG CNS, e-Sang Network, CJ Mall, entre outras. Foi possível ter uma visão real do quanto não apenas a tecnologia está avançada na Coréia e em toda e-Asia, como chamam, como também em termos educacionais, pois há uma participação considerável do Governo no desenvolvimento da cultura digital e de sociedade da informação entre os coreanos, com incentivos para comprar online, ter banda larga gratuita, ter wap-bank, entre outros.

O que já existe e o que pode ser feito na questão da integração Brasil-Coréia na área de tecnologia?

Apesar de o Brasil ser visto como uma potência, não estamos na prioridade de pauta de integração tecnológica. O foco atual da Coréia é a integração com a Ásia, principalmente China, Singapura e Japão e com a Comunidade Européia. Tivemos acesso ao projeto chamado e-Asia, que é a construção de um meta-mercado de E2G (empresa-governo) e B2B (empresa-empresa), através do qual todo o credenciamento de exportação e importação, transações entre empresas e governo dos países participantes passam por uma estrutura central de bancos de dados, que não apenas autentica, como garante a segurança e privacidade dos dados, interpreta a adequação do policy mercantil perante as legislações dos países envolvidos de modo automático e viabiliza crédito financeiro e seguro. Há 7 mercados para serem montados assim e estão na Europa, na Ásia, no Canadá, nos EUA, no Oriente Médio, mas não há nenhum representando a América Latina. Aí há uma oportunidade para o Brasil assumir esta frente e ser o Meta Mercado da região. Tive a impressão que se não nos posicionarmos, o México irá assumir esta posição.

Qual a importância de iniciativas como esta da Camara-e.net, no sentido de desenvolver parcerias entre organizações do mundo todo e contribuir para o compartilhamento de informações importantes do setor de TI e Comércio Eletrônico?

A Camara-e.net tem um papel de suma importância, por ser a única entidade brasileira capacitada a representar os interesses das empresas e governo, frente as questões de competição tecnológica na Sociedade Digital que estamos criando. É muito importante ter uma entidade como interface junto a outros países para questões de TI e da sociedade da informação. A maior parte dos países que participaram do curso, 13 no total, enviaram representantes de governo, devido à prioridade da pauta de sua inclusão digital. Se não tivermos cuidado e atenção constantes, perderemos esta corrida, a nova corrida do ouro, onde o ouro são Dados. Além disso, corremos o risco de ficar para trás na disputa do mercado mundial de software; tive a oportunidade de ver, que na Coréia, isso é tema de estratégia de Estado. O PhD Inuk Chung disse em nosso curso, que a Coréia investe em tecnologia por não possuir recursos naturais, pois se nesse mercado não se promover o crescimento econômico, isso não acontecerá de nenhuma outra forma. Temo que o Brasil, pelo excesso de divisas naturais, acabe deixando de lado esse importante mercado, que é o grande gerador de postos de trabalho e insumos neste novo século.

Algum comentário final?

Gostaria de levantar a questão do Direito Digital, já que sem o devido tratamento legal, auto-regulamentação e leis destinadas ao fomento de TI, não estaremos aptos a competir com esses novos gigantes, renascidos dentro de uma política educacional severa, com Leis sobre Segurança dos dados e Privacidade. Imagine o cenário com a tendência do que chamam lá de U-Computing, ou seja, "ubiquitous technology", do latim "transparente", e as redes Wi-Fi, onde tudo está conectado! Estas questões assumem relevância máxima e tornam-se estratégicas pra o desenvolvimento sustentável do Brasil Digital. Se a maior riqueza, hoje, está em ativos intangíveis (marca, bancos de dados, softwares, tecnologias), é primordial que o Brasil adote uma postura séria frente à regulamentação destas questões. Não há como expandir o consumo online, sem uma atuação forte para coibir as fraudes eletrônicas, o mau uso dos dados captados na Internet, da própria tecnologia do email, que gera o SPAM, e assim por diante. As empresas são responsáveis por este processo, e pela formação do usuário em uma cultura de segurança de informação. Das 50 maiores economias do mundo, 30 são empresas. Portanto, quer seja na Política Eletrônica Corporativa ou nas interfaces gráficas com uso de selos de segurança e privacidade, há muito o que fazer dentro de casa. Precisamos exigir a criação de uma identidade digital única, com certificação, para que realmente seja quebrada a barreira do medo que paira sobre o desenvolvimento da economia digital. Isso vale para atender às questões de e-Gov, que ganha com declarações de IR por Internet, e também do mercado financeiro, que se beneficia com a redução de custos operacionais pelo uso de canais eletrônicos. Não basta ter projetos de inclusão digital, é preciso investir em educação digital.

 



24 a 26/maio
The 10th GCC e-Government & Telecom Forum

25 a 27/maio
Sterling Commerce Global Customer Conference 2004

24 e 25/maio
CNASI Brasília

25/maio

2º Seigov - Migrando para o Software Livre com Segurança

25 a 27/maio
The Net World Order: Developing World Opportunities, NY

26/maio
Acrobat Conference 2004

26 e 27/maio
Inteligência Organizacional Brasília

31/maio
Convite Especial para a Abertura Solene da BrasilShop 2004

27/maio
Café da Manhã Sobre 6-Sigma em Serviços

26 a 28/maio
1º Seminário Internacional Arranjos Produtivos Locais

22 a 29/maio
Semana da Inclusão Digital

2 a 4/junho
IV CONGRESO ANDINO DE DERECHO INFORMATICO

3/junho
Antispam Forum (Buenos Aires)


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