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Comitê Gestor da Internet no Brasil
A Camara-e.net, entendendo a importância
da instituição e a seriedade do processo eleitoral,
desempenhou papel importante nas eleições
para representante do Comitê
Gestor da Internet no Brasil.
Nos inscrevemos e lançamos candidatura própria
no seguimento Setor Empresarial Usuário.
Contudo, no final, empenhamos nosso voto, através
de consulta interna aos conselheiros e quadro associativo,
ao candidato Cassio
Vecchiatti, presidente da Associação
Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações
da Rede Internet (Abranet).
Para conquistar o cargo, o empresário e líder
associativo contou ainda com o apoio das Confederações
da Indústria (CNI)
e do Comércio (CNC),
da Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (Fiesp),
do Centro das Indústrias do Estado de São
Paulo (Ciesp)
e da Sociedade dos Usuários de Informática
e Telecomunicações (Sucesu).
"A presença da Abranet no
Comitê é resultado das ações
conjuntas com o meio empresarial e sociedade, para o desenvolvimento
da Internet no país", diz Vecchiatti.
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O entrevistado desta semana é Fernando Loureiro,
Diretor de Comunicação e Assuntos Corporativos
da Dell e Vice-Presidente da Camara-e.net.
Qual a importância do uso das TIC's como ferramental
de desenvolvimento econômico?
O mundo atual está cada vez mais globalizado,
interconectado e interdependente. O uso das TIC's, que aumenta
a competitividade e a qualidade de produtos e serviços,
deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar
um item básico no desenvolvimento econômico.
De que modo a ampliação da capacidade produtiva
da indústria nacional de TI pode ser implementada
e incentivada pelo setor governamental?
Com a desoneração do custo na cadeia produtiva
já que este setor é marcado pela manutenção
da escala e volume.
Qual o potencial do Brasil se transformar em uma importante
plataforma de produção e exportação
de computadores e serviços de informática
no âmbito da América Latina?
Potencial existe, porém há vários
obstáculos, entre eles a tributação
no processo produtivo. Outra questão que deve ser
levada em conta é que na América Latina os
volumes são baixos. Deve-se olhar o mercado mais
ampliado. Mas só chegamos a este objetivo revendo
antigas políticas setoriais. No setor de hardware,
a Lei de TI como ela é hoje define um processo produtivo
diferente do usado em qualquer planta no mundo, o que incorre
em custos e, consequentemente, dificulta a exportação.
Quais seriam os resultados e benefícios esperados
frente à aplicação das políticas
de incentivo ao desenvolvimento das TIC's?
Depende de quais seriam estes incentivos para mensurar
resultados. Hoje, efetivamente, eles não existem
como forma de reduzir custos e aumentar a produtividade.
Os incentivos atuais criam complexidade no processo produtivo
e levam o setor perder espaço rapidamente para outros
países que estão atraindo investimentos para
esta área de forma mais inteligente.
Como o setor privado e as associações representativas,
como a Camara-e.net, podem contribuir neste processo?
Fundamental ao processo, a participação
do setor privado e assim, na proposição, composição
e articulação de políticas públicas
junto ao governo para implementação de ações
que permitam competitividade do setor. Entidas horizontais
que conseguem reunir empresas líderes de diferentes
setores e que ao mesmo tempo, sejam usuárias de produtos
e serviços de TIC's e dependam destes para serem
competitivas, como é o caso da Camara-e.net,
é ainda mais relevante.

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