Nesta semana entrevistamos o Prof. Jacques Gelman,
vice-diretor administrativo da FGV-EAESP e coordenador do
Programa
FGV-EAESP de Responsabilidade Social no Varejo,
que encerra este mês as inscrições para
seu prêmio a empresas e entidades varejistas do país.
Como o Programa FGV-EAESP de Responsabilidade Social
no Varejo pretende estimular o engajamento do setor privado
na prática socialmente responsável?
Temos consciência de que o varejista pratica "responsabilidade
social", principalmente como pessoa física,
e o nosso intuito com a Escola é fazer com que o
varejista tenha consciência da responsabilidade social
de sua empresa, ou seja, que a empresa seja socialmente
responsável. O Programa FGV-EAESP de Responsabilidade
Social no Varejo 2004 é uma conseqüência
de uma atividade que em 2003 denominou-se apenas "1º
Prêmio FGV-EAESP de Responsabilidade Social no Varejo",
que visava estimular as empresas varejistas a nos contar
o que vinham fazendo nesta área. Com a transformação
do Prêmio em Programa, o objetivo aumentou e passou
a ser o de mobilizar, capacitar, reconhecer e disseminar
as práticas de responsabilidade social no varejo
brasileiro. Para tanto, o Programa em 2004 está dividido
em 4 atividades: cursos de Responsabilidade Social no Varejo;
publicação do livro "Responsabilidade
Social no Varejo: conceitos, estratégias e casos
no Brasil", já lançado em abril pela
Editora Saraiva; criação de um banco de práticas
(eletrônico) com os principais projetos de responsabilidade
social no varejo brasileiro e a segunda edição
do Prêmio FGV-EAESP de Responsabilidade Social no
Varejo.
Fale sobre o 2º Prêmio FGV-EAESP de
Responsabilidade Social no Varejo.
O grande objetivo do Prêmio é estimular as
empresas varejistas a compartilharem suas iniciativas sociais,
além de reconhecer e premiar as melhores. Em 2003,
o Prêmio foi um sucesso! Tivemos a satisfação
de receber 147 projetos de todas regiões do país,
dos mais diferentes setores e portes do varejo. Neste ano,
as inscrições estão abertas até
o dia 23 de julho. Para participar do Prêmio, o varejista
deve descrever o seu projeto de responsabilidade social
iniciado até dezembro de 2003 e enviar à FGV-EAESP.
Os projetos passarão por uma avaliação
que compreende várias etapas, entre elas, o julgamento
por um Comitê Técnico formado por 26 entidades
de reconhecida atuação na área de responsabilidade
social empresarial. O regulamento completo, o roteiro e
a ficha de inscrição podem ser acessados pelo
site.
Qual tem sido a resposta do varejo brasileiro quanto
a esse tema?
Felizmente já está acontecendo um processo
de conscientização da necessidade do empresário
participar da solução dos problemas brasileiros.
A cada dia a sociedade vem cobrando mais das empresas, quanto
à sua participação no desenvolvimento
da comunidade. O potencial para atuação social
do varejo é enorme; principalmente por sua capilaridade
na sociedade, ele é um fantástico elemento
influenciador em sua comunidade. As práticas que
vimos descobrindo durante os últimos anos, desde
o pequeno até o grande varejista, dos mais diferentes
setores, como por exemplo, supermercados, farmácias,
lojas de eletrodomésticos, padarias, são surpreendentes
e atingem os mais diversos públicos, entre eles funcionários,
fornecedores e a comunidade onde se inserem.
De que modo as associações, a exemplo
das Camara-e.net, podem contribuir nesse processo?
As associações têm o grande poder de
servir como mola propulsora para o desenvolvimento da responsabilidade
social em setores específicos. Seja por meio de projetos
internos ou de estímulo aos projetos das empresas
associadas, as associações têm o papel
de atuar como multiplicadoras da responsabilidade social.
Ao estimular que as empresas do seu relacionamento participem
de um prêmio de responsabilidade social no varejo,
as associações já estão praticando
uma forma de disseminação de valores socialmente
responsáveis.
E quanto ao varejo on-line? Como tem sido sua participação
nessa área?
No ano passado, poucas empresas que atuam unicamente no
varejo on-line participaram do Prêmio. No entanto
este ano, com o apoio da Camara-e.net,
pretendemos sensibilizar tais empresas a nos contar o que
têm feito pelo nosso país. Temos certeza que
poderemos estimular mais empresas a adotar projetos similares
de forma a agregar valor para seus negócios e para
a sociedade em geral.
