Informativo Camara-e.net - 08/dezembro • 2005
Você está recebendo a newsletter da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico com informações semanais relacionadas à Economia Digital no Brasil e no mundo.
Universo das MPMEs

Estudo realizado pela Camara-e.net, durante o ciclo de seminários Comércio Eletrônico para a Micro, Pequena e Média Empresa, em parceria com os Correios, mostra um cenário otimista relativo à conscientização dos empreendedores brasileiros sobre a importância das tecnologias da informação e da digitalização de processos para o desenvolvimento empresarial nos dias de hoje.

Em 2005, foram realizados eventos em oito importantes cidades brasileiras - São Paulo, Campinas, Bauru, Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis e Belém, nos quais os participantes responderam questionário sobre o uso das tecnologias da informação em suas empresas. Além das consultas presenciais, as mesmas perguntas foram enviadas por e-mail à base de contatos da Camara-e.net. No total foram cerca de 8 mil respostas, a partir de um universo de mais de 25 mil entrevistados.

Apenas 14% dos participantes são do setor industrial, sendo a maioria dos setores de serviços e comércio; 46,4% possuem  mais de 10 computadores e 11% mais de 5; 91,3% usam a Internet, sendo que 85,8% com acesso em banda larga; 77% têm website e 45,8% já fazem   algum tipo de comércio eletrônico, que representa, em média, cerca de 13% dos negócios da empresa; 59% fazem compra on-line, principalmente de produtos de limpeza, material de escritório e bens de informática. A Internet é considerada importante para os negócios por quase 90% dos entrevistados, dos quais 60% a consideram fundamental para a produtividade de suas empresas. Contudo, mais de 37% das respostas apontam a falta de informação disponível a quem está começando e a baixa capacitação dos recursos humanos como os principais gargalos para quem quer se digitalizar.
 

Mais detalhes sobre este estudo serão divulgados aos sócios da Camara-e.net e à imprensa, tendo em vista a importância dos dados obtidos.

I DO 2005 - Seminário Internacional de Software e Roda de Negócios, São Paulo.
Datacraft e Camara-e.net convidam para o evento Internetworking e os novos mercados de serviços (São Paulo, 13/DEZ).
Menezes e Lopes Advogados promovem Advocacia e Direito na Era Digital (São Paulo, 15/DEZ).
3º Fórum de Certificação Digital divulga palestras para download.
CDI pede liberação das verbas do FUST.

Entrevistamos esta semana, Djalma Petit, atual Coordenador Adjunto de Negócios da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX). Engenheiro Mecânico pela UnB e Pós-graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela mesma instituição, é membro do Sistema SOFTEX há quase dez anos.

1) Conte-nos um pouco sobre a Softex e suas principais atividades na atualidade.

A SOFTEX, Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro, é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que desenvolve ações de empreendedorismo, capacitação, financiamento e mercado para promover a competitividade da indústria brasileira de software e serviços correlatos.

Na área de capacitação, estamos implementando o projeto MPS.BR, uma iniciativa brasileira, sob nossa coordenação, que visa a Melhoria de Processo do Software Brasileiro em todas as regiões do país, com foco nas pequenas e médias empresas (PMEs). O MPS.BR segue modelos e normas internacionais e está totalmente adequado à realidade brasileira, principalmente em relação ao quesito custo. A meta, até o final de 2006, é ter o MPS.BR implementado em 120 empresas de todo o Brasil, das quais metade com avaliação oficial.

Este ano, também lançamos o Observatório Digital SOFTEX, criado para auxiliar os setores público e privado na tomada de decisões relativas à indústria brasileira de software e serviços correlatos. O Observatório vem realizando ao longo dos últimos meses, pesquisas e levantamentos setoriais sistemáticos com a missão de monitorar este segmeno, que é, tradicionalmente, carente de dados estatísticos confiáveis. O Sistema SOFTEX conta com mais de 1.070 empresas associadas e mantém uma rede de 23 agentes regionais distribuídos em 13 estados brasileiros.

Na área de geração de negócios, o foco está na exportação. Atualmente, desenvolvemos em parceria com a APEX-Brasil - A Agência de Promoção de Exportações e Investimentos, o Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software e Serviços Correlatos, o PSI-SW.

2) Como funciona e quais os objetivos do Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software Brasileiro e Serviços Correlatos?

O Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software e Serviços Correlatos (PSI-SW) é o maior e mais abrangente plano de exportação de software e serviços já implementado no Brasil. Atualmente, mais de 100 empresas de todo o país estão associadas ao PSI-SW, cuja meta é incrementar as exportações e a visibilidade do software brasileiro no exterior, além de construir uma imagem de confiabilidade e competência do setor de TI nacional.

Pela primeira vez estamos adotando uma abordagem segmentada desta indústria, explorando o know-how e o expertise nacional em diversos setores. O PSI-SW foi dividido em dez verticais, denominadas PSVs (Portfolios de Soluções Verticais) que vão balizar as ações deste Projeto Setorial em 2006. São elas bancos/finanças; telecom; gestão empresarial; segurança da informação; e-governement; e-commerce/e-business; educação; saúde; energia e aviação.

3) Que benefícios o PSI-SW oferece às empresas participantes?

O PSI-SW oferece uma série de benefícios às empresas associadas, entre os quais acesso a informações qualificadas sobre os mercados-alvos, assessoria comercial no exterior, participação em feiras e eventos internacionais, apoio na obtenção de financiamento para exportação (pré e pós-embarque) e em questões como registro de marcas e de software, localização, instalação de subsidiárias e aspectos legais. São parceiros da SOFTEX no PSI-SW, além da APEX-Brasil, os Agentes Regionais Softex, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

4) Quais são as expectativas em relação aos Portfólios de Soluções Verticais (PSVs) e em especial ao de e-Business?

A Camara-e.net é nossa parceira na busca de incentivar as exportações nacionais de plataformas e serviços na vertical de e-business, que tem um potencial de negócios estimado em cerca de US$ 300 milhões/ano até o final da década. A entidade coordenará a formulação da estratégia básica, bem como do plano de ação e da formação de um grupo de pelo menos sete empresas. O grupo de companhias participantes receberá apoio nas atividades definidas, em 2006, utilizando-se recursos da APEX para financiar iniciativas de marketing e de vendas no exterior, principalmente.

5) Algum comentário adicional?

Entendo que a organização das empresas integrantes do PSI-SW em verticais de atuação se constitui em uma grande oportunidade para as empresas brasileiras chegarem de forma organizada e focada aos principais mercados internacionais. Independente do porte que elas tenham, elas passam a ter a chance única de ganhar visibilidade no exterior, se beneficiando de todo um processo de aprendizado de comercialização em outros países que a SOFTEX acumulou ao longo dos últimos anos.

No link https://ww2.softex.br/psv/psv_cadastro.php os empresários interessados em integrar as PSVs encontram toda a orientação necessária.

parcerias

13/dezembro
Evento Datacraft Internetworking e os novos mercados de serviços, São Paulo.

13 a 15/dezembro I DO 2005 - Seminário Internacional de Software e Roda de Negócios, São Paulo.

15/dezembro
Seminário Menezes e Lopes Advocacia e Direito na Era Digital.

01 a 03/fevereiro
Contenido Móvil Américas 2006, Miami.


Clique aqui e veja nossa agenda completa!



Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico • Camara-e.net
Rua Novo Horizonte nº 271 • Higienópolis
São Paulo • SP - 01244-020 Tel: (11) 3237 - 1102


 

Cancelar assinatura [x]