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Universo das MPMEs
Estudo realizado pela Camara-e.net, durante o ciclo de seminários Comércio Eletrônico para a Micro, Pequena e Média Empresa, em parceria com os Correios, mostra um cenário otimista relativo à conscientização dos empreendedores brasileiros sobre a importância das tecnologias da informação e da digitalização de processos para o desenvolvimento empresarial nos dias de hoje.
Em 2005, foram realizados eventos em oito importantes cidades brasileiras - São Paulo, Campinas, Bauru, Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis e Belém, nos quais os participantes responderam questionário sobre o uso das tecnologias da informação em suas empresas. Além das consultas presenciais, as mesmas perguntas foram enviadas por e-mail à base de contatos da Camara-e.net. No total foram cerca de 8 mil respostas, a partir de um universo de mais de 25 mil entrevistados.
Apenas 14% dos participantes são do setor industrial, sendo a maioria dos setores de serviços e comércio; 46,4% possuem mais de 10 computadores e 11% mais de 5; 91,3% usam a Internet, sendo que 85,8% com acesso em banda larga; 77% têm website e 45,8% já fazem algum tipo de comércio eletrônico, que representa, em média, cerca de 13% dos negócios da empresa; 59% fazem compra on-line, principalmente de produtos de limpeza, material de escritório e bens de informática. A Internet é considerada importante para os negócios por quase 90% dos entrevistados, dos quais 60% a consideram fundamental para a produtividade de suas empresas. Contudo, mais de 37% das respostas apontam a falta de informação disponível a quem está começando e a baixa capacitação dos recursos humanos como os principais gargalos para quem quer se digitalizar.
Mais detalhes sobre este estudo serão divulgados aos sócios da Camara-e.net e à imprensa, tendo em vista a importância dos dados obtidos.
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Entrevistamos esta semana, Djalma Petit, atual Coordenador Adjunto de Negócios da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX). Engenheiro Mecânico pela UnB e Pós-graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela mesma instituição, é membro do Sistema SOFTEX há quase dez anos.
1) Conte-nos um pouco sobre a Softex e suas principais atividades na atualidade.
A SOFTEX, Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro, é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que desenvolve ações de empreendedorismo, capacitação, financiamento e mercado para promover a competitividade da indústria brasileira de software e serviços correlatos.
Na área de capacitação, estamos implementando o projeto MPS.BR, uma iniciativa brasileira, sob nossa coordenação, que visa a Melhoria de Processo do Software Brasileiro em todas as regiões do país, com foco nas pequenas e médias empresas (PMEs). O MPS.BR segue modelos e normas internacionais e está totalmente adequado à realidade brasileira, principalmente em relação ao quesito custo. A meta, até o final de 2006, é ter o MPS.BR implementado em 120 empresas de todo o Brasil, das quais metade com avaliação oficial.
Este ano, também lançamos o Observatório Digital SOFTEX, criado para auxiliar os setores público e privado na tomada de decisões relativas à indústria brasileira de software e serviços correlatos. O Observatório vem realizando ao longo dos últimos meses, pesquisas e levantamentos setoriais sistemáticos com a missão de monitorar este segmeno, que é, tradicionalmente, carente de dados estatísticos confiáveis. O Sistema SOFTEX conta com mais de 1.070 empresas associadas e mantém uma rede de 23 agentes regionais distribuídos em 13 estados brasileiros.
Na área de geração de negócios, o foco está na exportação. Atualmente, desenvolvemos em parceria com a APEX-Brasil - A Agência de Promoção de Exportações e Investimentos, o Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software e Serviços Correlatos, o PSI-SW.
2) Como funciona e quais os objetivos do Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software Brasileiro e Serviços Correlatos?
O Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software e Serviços Correlatos (PSI-SW) é o maior e mais abrangente plano de exportação de software e serviços já implementado no Brasil. Atualmente, mais de 100 empresas de todo o país estão associadas ao PSI-SW, cuja meta é incrementar as exportações e a visibilidade do software brasileiro no exterior, além de construir uma imagem de confiabilidade e competência do setor de TI nacional.
Pela primeira vez estamos adotando uma abordagem segmentada desta indústria, explorando o know-how e o expertise nacional em diversos setores. O PSI-SW foi dividido em dez verticais, denominadas PSVs (Portfolios de Soluções Verticais) que vão balizar as ações deste Projeto Setorial em 2006. São elas bancos/finanças; telecom; gestão empresarial; segurança da informação; e-governement; e-commerce/e-business; educação; saúde; energia e aviação.
3) Que benefícios o PSI-SW oferece às empresas participantes?
O PSI-SW oferece uma série de benefícios às empresas associadas, entre os quais acesso a informações qualificadas sobre os mercados-alvos, assessoria comercial no exterior, participação em feiras e eventos internacionais, apoio na obtenção de financiamento para exportação (pré e pós-embarque) e em questões como registro de marcas e de software, localização, instalação de subsidiárias e aspectos legais. São parceiros da SOFTEX no PSI-SW, além da APEX-Brasil, os Agentes Regionais Softex, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
4) Quais são as expectativas em relação aos Portfólios de Soluções Verticais (PSVs) e em especial ao de e-Business?
A Camara-e.net é nossa parceira na busca de incentivar as exportações nacionais de plataformas e serviços na vertical de e-business, que tem um potencial de negócios estimado em cerca de US$ 300 milhões/ano até o final da década. A entidade coordenará a formulação da estratégia básica, bem como do plano de ação e da formação de um grupo de pelo menos sete empresas. O grupo de companhias participantes receberá apoio nas atividades definidas, em 2006, utilizando-se recursos da APEX para financiar iniciativas de marketing e de vendas no exterior, principalmente.
5) Algum comentário adicional?
Entendo que a organização das empresas integrantes do PSI-SW em verticais de atuação se constitui em uma grande oportunidade para as empresas brasileiras chegarem de forma organizada e focada aos principais mercados internacionais. Independente do porte que elas tenham, elas passam a ter a chance única de ganhar visibilidade no exterior, se beneficiando de todo um processo de aprendizado de comercialização em outros países que a SOFTEX acumulou ao longo dos últimos anos.
No link https://ww2.softex.br/psv/psv_cadastro.php os empresários interessados em integrar as PSVs encontram toda a orientação necessária.
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