Informativo Camara-e.net - 09/novembro• 2005
Você está recebendo a newsletter da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico com informações semanais relacionadas à Economia Digital no Brasil e no mundo.

Presença em Tunis

A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico representará as empresas ligadas à Economia Digital no Brasil na Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, entre os dias 16 e 18 de novembro, em Tunis, Tunísia.

O diretor executivo, Cid Torquato, representante da entidade, é membro do CCBI - Coordinating Committee of Business Interlocutors (Comitê de Coordenação dos Interlocutores do Setor Privado), fórum que reúne representantes empresariais de todo o mundo, sob a coordenação do ICC - International Chamber of Commerce (Câmara Internacional de Comércio), com sede em Paris.

Na ocasião, defenderá as posições da entidade quanto à importância da Inclusão Empresarial e da digitalização de processos da micro, pequena e média empresa, como principal vetor para a Inclusão Digital da sociedade e para o crescimento sustentável dos países em desenvolvimento.

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Entrevistamos essa semana Vinicius Wandenkolk, diretor da ZPS Assessoria e Corretagem de Seguros, novo associado da Camara-e.net.

1) Quais são as principais barreiras para o segmento de seguros ser efetivamente inserido na economia digital?

Na realidade, o setor de seguros já está inserido no mundo digital. Ocorre que, no Brasil, a comercialização de apólices tem de ser feita obrigatoriamente através do Corretor de Seguros habilitado pela SUSEP, que é regulador oficial deste mercado.

Portanto, a comercialização de seguros está diretamente vinculada à comunicação entre segurado e corretor, sendo que este último apresenta ao cliente todas as opções de produtos das Companhias de Seguro, seus custos e condições.

É nesse momento que se torna impraticável o processamento da venda on line, pois há diversas etapas documentais que estão presentes apenas no software das Seguradoras, e de uma certa forma não são possíveis de armazenar no site do corretor, pois este opera com diversas Cias. e manter todos os programas funcionando em seu ambiente de sistemas é impraticável.

Em razão disso, o processo de venda acaba ocorrendo digitalmente de forma incompleta, pois a transmissão de custos do corretor para o cliente pode ser on line, mas o fechamento ainda tem de ser na forma documental, ou seja, no papel mesmo.

Nosso Sindicato, o Sincor/SP, avançou bastante neste tópico, tornando-se a 1ª Autoridade Certificadora digital do setor, o que abre imensas perspectivas para que, muito em breve, a comercialização de seguros possa ocorrer integralmente no ambiente eletrônico.

Mesmo assim, hoje em dia a grande maioria das Seguradoras possibilita ao segurado acesso a seus sites, no sentido de efetuar consultas sobre posições de apólices, planos de previdência, etc.

2) Acredita que o setor pode considerar a Internet como principal força de vendas nos próximos anos?

A Internet já é um facilitador importante para a ocorrência de negócios, pois permite, aos segurados e potenciais clientes, realizar diferentes tipos de consultas a produtos, seguradoras, custos, etc, abreviando muito os preâmbulos de negociação necessários para a conclusão dos contratos, e deixando a cargo do corretor ou do consultor apenas a fase de esclarecimento final de dúvidas e do respectivo fechamento.

3) Que desafios se apresentam no que se refere a segurança da informação e controle de riscos?

A questão da segurança da informação atinge todos os segmentos e não poderia ser diferente no mercado segurador. Cada vez mais os seguros de pessoas e empresas exigem avaliações individualizadas e obrigam segurados, corretores e seguradoras trocar uma grande base de informações confidenciais que possibilitam a precificação final das apólices.

É muito natural que estas informações devam ser protegidas da melhor forma possível, seja através de sistemas cada vez mais sofisticados de segurança e de políticas de controle cada vez mais específicas a esta área.

Mesmo o pequeno corretor ou agente de seguros traz dentro de sua atividade a responsabilidade de armazenamento sigiloso dos dados de sua carteira, seja por questões legais junto aos seus segurados ou mesmo como forma de proteção de seu portfólio de clientes.

4) Considera necessária a aliança de entre corretores e seguradoras para o desenvolvimento do comércio eletrônico do setor?

Mais de 80% das corretoras no país podem ser consideradas de pequeno a médio porte, ou seja, sem grandes condições financeiras para implementar investimentos em informática e softwares. Logo, as Seguradoras têm cada vez mais que buscar uma aproximação tecnológica com seus parceiros, fomentando condições ideais para que estes possam operar dentro de um ambiente técnico adequado, tornando-se capazes de maximizar a produção de negócios para aquela Cia. de seguros.

5) Qual é o papel da Camara-e.net neste contexto?


Creio que a Camara-e.net pode se tornar um importante veículo de divulgação de idéias e troca de experiências dentro do setor tecnológico e de seguros, pois através de seus comitês específicos possibilitará uma maior interação entre as oportunidades que surgem neste mercado tão dinâmico e os agentes que fazem parte dele.

Não é um sonho: a venda de seguros via Internet em breve se tornará uma realidade completa, pois as exigências do próprio mercado, associadas ao desenvolvimento de novas tecnologias e de conceitos, fatalmente farão com que qualquer pessoa acesse o site de um corretor especializado e concretize um negócio, sem precisar enviar documentos por fax, sem ter de assinar propostas em papel, etc.

Sempre lembrando que “Seguro tem de ser feito através do profissional especializado, que é o corretor e jamais através de gerentes de bancos, consultores financeiros e outros profissionais que não dominem este negócio tão técnico e específico”.

parcerias

08-11/novembro
Simpósio Segurança em Informática - S J dos Campos.

08-10/novembro
3º Fórum de Certificação Digital.

10-11/novembro
ITS - 3º Encontro de Soluções de Softwares Corporativos.

17/novembro
Workshop - Segurança Corporativa.

24/novembro
Indicadores de Responsabilidade Social nas Empresas Varejistas.

23-25/novembro
FGV - II Seminário Nacional de Tecnologia da Informação e da Comunicação: Desafios e Propostas Estratégicas.


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