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World Summit Award
A Associação de Mídia Interativa e a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico selecionaram os oito vencedores da etapa brasileira do World Summit Award, prêmio internacional cuja fase final será em novembro, na Tunísia, no âmbito da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação.
O objetivo do WSA, criado em 2003, durante o processo preparatório à primeira fase da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação (CMSI), é identificar e promover projetos, de todo o mundo, que fazem uso das tecnologias da informação e comunicação no desenvolvimento de novos conteúdos e aplicações multimídia, com ênfase na diminuição da exclusão digital.
Entre mais de 400 projetos nacionais inscritos, em oito categorias, destacaram-se:
e-Learning: programa E-Blocks (Positivo Informática) – www.positivo.com.br;
e-Culture: portal do Instituto Itaú Cultural – www.itaucultural.org.br;
e-Science: portal da FAPESP – www.fapesp.br;
e-Government: portal do Governo do Estado de São Paulo – www.saopaulo.sp.gov.br;
e-Health: portal do Centro de Diagnóstico Fleury – www.fleury.com.br;
e-Business: portal CorreiosNet Shopping – http://shopping.correios.com.br;
e-Entertainment: jogo educacional “Bellatrix e o Palácio do Tempo” (Fundação Telefônica) – www.museudotelefone.org.br/bellatrix;
e-Inclusion: projeto Piraí Digital (Prefeitura Municipal de Piraí/RJ) – www.pirai.rj.gov.br.
Além disso, o diretor executivo da Camara-e.net, Cid Torquato, que já atuava como representante da premiação no Brasil, foi convidado a integrar o Grande Júri Internacional do World Summit Award, que se reunirá em Bahrain, nos Emirados Árabes Unidos, entre 03 e 10 de setembro, quando serão escolhidos os vencedores mundiais.
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Entrevistamos esta semana, Daniel Domeneghetti,
Diretor de Estratégia e Marketing da E-Consulting e Vice-Presidente de
Estratégias da Camara-e.net, que nos fala sobre as métricas como vetores de
desenvolvimento de uma nação.
1. Qual a importância das Métricas para um País?
Primeiro, acho louvável se trabalhar na consolidação de números no país, principalmente se contarmos um modelo comercial tão novo, como o Comércio Eletrônico, que engloba transações entre os vários agentes econômicos (empresas, cidadãos, governos etc).
Entendo também que o governo tem participação fundamental na pavimentação desses números, até porque é interessado nisso. Acredito que essa tarefa deve ser tripartite: das empresas envolvidas e impactadas, das associações (ONGs) que as suportam e do governo. Acreditamos que o Brasil tem condições de gerar conhecimento nacional, per si, sem precisar recorrer mais às chamadas "estimativas por regra de 3" que empresas internacionais adotam para estimar o mercado nacional a partir do americano.
Por fim, precisamos definir as métricas que interessam ao país, que vetorizam nosso desenvolvimento alinhado à nossa estratégia como nação.
2. Qual a importância do estabelecimento de métricas para os negócios?
Não existe mais possibilidade de se tomar decisões fundamentadas, inclusive de investimentos e migração de recursos, tanto em micro-economia como em macro-economia, sem estar cercado de números confiáveis, mesmo que estimados.
Métricas são condição básica, e não diferencial, para o entendimento do ambiente sócio-econômico e de negócios em que determinado agente econômico escolhe competir, seja ele um profissional, uma empresa ou um país. Portanto, não entendo como se pode pensar em competir e se diferenciar com sucesso sem conhecer as métricas inerentes ao universo que escolhe para competir.
3. Como a Camara-e.net e a E-Consulting vem trabalhando neste sentido?
A E-Consulting, única empresa de consultoria estratégica 100% nacional, tem trabalhado diariamente em seus três centros de conhecimento (Strategy Research Center de Estratégia, TechLab de TEcnologia e XPLab de Comunicação) na construção de métricas para diversos setores e atividades.
Assim, geramos métricas setoriais para mais de vinte e cinco setores e indústrias da economia, para várias áreas de atividade profissional, bem como para a Economia Digital. E é nessa seara que trabalhamos com a Camara-e.net, produzindo indicadores para o Varejo Online (VOL), aberto em bens de consumo, leilões, turismo e automóveis; para o B2B (B2BOL), aberto em e-marketplaces e empresas, por segmento de indústria; para Publicidade Online (PubOl); além de Mobile (Tecnologias Móveis), Telecom, TV Digital, Banda Larga, Acesso a Internet e Inclusão, Infra-Estrutura, Hardware, Software, CRM, ERP, BI, E-Learning, KM, dentre outros. Este ano, estamos criando também os indicadores de Governo Eletrônico, Fraudes, Segurança e E-Finance.
4.
Em que consiste a parceria com o MDIC para criar uma "cesta" de índices?
Criamos o Boletim da Economia Digital, um projeto do MDIC em parceria com a Camara-e.net e com realização da E-Consulting Corp. Hoje, já temos associados ao projeto mais de 100 agentes, entre empresas, associações, institutos, ONGs, Academia, profissionais e pesquisadores, Governo e órgãos governamentais. Será o instrumento oficial de métricas da Economia Digital no país, válido para o Brasil e também para o exterior.
O Boletim terá periodicidade mensal e lançamento previsto da edição inaugural para Agosto.
Este Boletim será utilizado como fonte oficial no Brasil para análise e monitoramento dos mercados de Internet (Uso e Transações), Tecnologia da Informação, Telecom, Mídia e Infra-Estrutura. Serão atualizados mais de trinta indicadores diferentes.
Os indicadores que comporão o Boletim serão provenientes das mais confiáveis
e reconhecidadas fontes de pesquisas, estudos e análises, que, obviamente, serão citadas sempre que referenciadas.
5. Qual a relação entre métricas e conhecimento?
Estamos na “Era do Conhecimento” e a informação de qualidade é base para isso. Portanto, métricas - ou informação de qualidade - são fundamentais para que possamos trabalhar a inteligência competitiva de nossas empresas e do próprio Brasil.
Métricas ajudam a pensar, conceituar, analisar, formular, mas não formulam. Conhecimento é a informação beneficiada, tratada, adequada à uma finalidade. Portanto, conhecimento é informação de valor, útil, armazenável, replicável, ensinável, disseminável. E quem souber captar, tratar, aplicar e reproduzir conhecimento mais inteligentemente terá mais condições de se diferenciar, competir com sucesso, gerar valor aos seus stakeholders.
6. Qual o valor empresarial do conhecimento?
Estamos na "Era do Conhecimento", ou a evolução da sociedade do ativo tangível (bens, capital, recursos etc), pautada pela lógica contábil de Pareto, para a lógica do ativo intangível (marca, P&D, modelo de negócios, fidelidade de cleintes, capital intelectual etc), que ainda carece de uma lógica de mensuração e quantificação de valor amplamente aceita.
O fato é que ainda hoje, mesmo sem matemática capaz de precificar esses ativos (portanto definir claramente o valor do conhecimento), atualmente eles são os grandes formadores de valor e diferenciação dos indivíduos, empresas e países. E o conhecimento é a base deste novo paradigma.
Em outras palavras, se produtos e serviços são cada vez menos diferenciais, por serem facilmente imitáveis, então o intangível passa a ser o que faz uma empresa ser mais bem-sucedida do que a outra.
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