 |
e-Business para Exportação
A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico acaba de firmar convênio com a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), no âmbito do Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software Brasileiro e Serviços Correlatos (PSI-SW), que prevê o agrupamento de empresas em mercados verticais de atuação, denominados Portfolios de Soluções Verticais (PSVs).
A Camara-e.net coordenará a formulação de Estratégia Básica e Plano de Ação para a exportação de Plataformas e Serviços de e-Business.
O processo também envolve a formação de um grupo, de pelo menos sete empresas, que, em 2006, receberá recursos da APEX - Agência de Promoção de Exportações e Investimentos para financiar seus esforços de marketing e vendas no exterior.
A primeira reunião de trabalho será realizada nesta sexta-feira, 14 de outubro, com a presença do consultor José Cusnir, da Softex, bem como de representantes das empresas Paradigma, Buscapé, SuperBid, Dotz.com, Comprova.com, Mercado Eletrônico, Via Internet, Braspag, RTD Santos, Spring Wireless, Serasa, CTIS e Brisa, entre outras, todas elas já fazendo negócios ou com grande potencial de exportações.
Para mais informações, entrar em contato pelo e-mail info@camara-e.net.
|
|
|
 |
|
 |
Entrevistamos esta semana Karina Konen, gerente comercial do BuscaPé, associada da Camara-e.net, que participa, em conjunto com os Correios e o Sebrae, do Ciclo de Seminários Comércio Eletrônico para a Micro, Pequena e Média Empresa.
Cada vez mais os consumidores estão utilizando a Internet como veículo de formação da decisão de compra, optando por realizar a transação em outro canal. Que informações têm a respeito?
Vejo a internet como o conceito de multicanal, isto é, mais como um meio para facilitar a compra do que concretizá-la on-line. Estima-se que de cada real gasto na rede, outros sete sejam gastos em lojas físicas a partir de consultas em sites. Muitas vezes, o consumidor aparece nas lojas com as páginas impressas da internet. Vivenciamos cases parecidos com várias empresas que anunciam no BuscaPé e a concretização da venda, em sua maioria, não se realiza no meio on-line e sim com uma visita no próprio estabelecimento, televendas e catálogo. É crescente o número de pessoas que pesquisam e comparam na internet antes de adquirir qualquer produto ou serviço. A praticidade e agilidade são as vantagens de se utilizar a internet para auxiliar na decisão de compra, além da economia de tempo de não ter que andar de loja em loja, filas, trânsito, etc. Com apenas alguns cliques, você já navegou por centenas de empresas com sugestões de preços e produtos. Uma pesquisa da Júpiter Research mostrou que 52% dos internautas americanos utilizam a web somente para pesquisa de preços, concretizando a venda no comércio convencional, acredito que esse número seja bem maior no Brasil, em torno de 90% dos internautas, visto que os EUA já possuem uma cultura de compra por catálogo consolidada há mais tempo. Um outro dado interessante, desta vez divulgada pela Doubleclick nos EUA, mostra que, pelo simples fato de você possuir um site com o catálogo de seus produtos ou serviços, já alavanca as suas vendas em 43% no estabelecimento físico e 6% no catálogo impresso, comprovando a influencia da Web no mundo físico. Um case interessante que fizemos no BuscaPé foi com o Sam’s Club do grupo Wall Mart. Divulgamos algumas ofertas na busca como geladeira, televisão entre outros produtos e, para o usuário adquirir aquela oferta, era necessário se associar ao Sam’s.O usuário interessado era direcionado a um hot site para fazer seu cadastro e solicitar o seu cartão Sam’s. Em posse do cartão, ele visitava a loja física e fechava a compra. Mesmo com uma logística complexa, de acordo com o Sam’s, foi a campanha que gerou o melhor ROI (retorno sobre investimento) e ainda provamos que realmente não é necessário possuir a loja virtual para estar na internet e aumentar as vendas.
Nesse sentido, quais são as expectativas para o Natal 2005?
Nossa meta é mais que dobrar o número de unique visitors no BuscaPé. Conseguimos lançar algumas novidades exclusivas que facilitam muito a vida do consumidor, uma delas é o Alerta de preços, que avisa o consumidor quando um produto atinge o preço desejado. Mas o mais interessante é que, as vendas nas lojas on-line e a influencia dessas nas filiais off-line, que divulgam conosco vão mais que dobrar as suas vendas, pois o usuário da internet está cada vez mais maduro, aumentando a taxa de conversão em vendas. Existe também o crescimento do ticket médio para aquelas pessoas que já compraram pela internet no ano passado e a venda foi bem sucedida, incentivando-o a comprar novamente um produto ou serviço de maior valor. A grande sensação para esse final de ano são os mp3 players e ipod.
Em termos de varejo on-line, o que o Brasil pode ensinar ao mundo?
O Brasil, em termos de varejo on-line tem crescido muito nos últimos tempos. O nosso ticket médio é um dos maiores do mundo, ultrapassando os U$120,00. O usuário brasileiro gosta de praticidade e percebeu rapidamente as vantagens de utilizar a web em suas compras, no conforto de casa ou no trabalho. O BuscaPé começou trabalhando apenas com as lojas virtuais. Hoje, somos o único site na América Latina que compara preços de lojas de rua e virtuais ao mesmo tempo. Incluímos diversos diferenciais, como página de endereços, telefones de cada filial além de mapas para facilitar a vida do usuário, exemplo de nosso potencial crescimento em mostrar nossa capacidade de criar novas ferramentas para auxiliar o usuário de internet. Vimos diversas pesquisas que apontavam a influência da internet nas lojas de rua e nos perguntamos: Por que não colocar as lojas de rua também? Corremos atrás e agora já podemos colher os frutos dos resultados: até que grandes varejistas que ainda nem possuem site vem nos procurar para divulgar suas ofertas.
O que as pequenas empresas devem fazer para transmitir confiança ao consumidor?
Muitas empresas tinham este receio:“como vou concorrer com os grandes varejistas? Os consumidores nunca ouviram falar no nome da minha empresa...” Isso realmente acontece na internet. Os consumidores devem comprar somente nas lojas que possuem alguns requisitos básicos para efetuar a compra on-line, tais como: possuir certificação de segurança, principalmente na página em que você colocará seus dados pessoais, eventualmente até do cartão de crédito; possuir uma política de privacidade; a empresa deve ter também uma política de troca definida de forma clara. Além desses requisitos, é interessante observar quais as formas de pagamento porque, geralmente, os documentos exigidos pelas operadoras de cartão de crédito já podem provar que a empresa é idônea. Pensando em auxiliar o consumidor na hora de decidir em qual empresa efetuar sua compra e também em diminuir a distância entre empresas pequenas e grandes, o BuscaPé, em parceria com a Camara-e.net, desenvolveu o Selo Empresa Reconhecida, que analisa 27 critérios necessários e premia ou não a loja com o Selo.
Como tem sido a recepção ao Selo Empresa Reconhecida?
O Selo Empresa Reconhecida foi lançado a pouco mais de 2 meses e os resultados foram surpreendentes. Já são mais de 127 empresas reconhecidas com o Selo, muitas já o ostentam com orgulho nas páginas de seu site e até mesmo nas vitrines das lojas físicas. Os consumidores aprovaram a iniciativa e um reflexo disso é o aumento na taxa de cliques e conversão das lojas que possuem o Selo em relação as que não possuem.
Algum tema que gostaria de abordar ou algum comentário adicional?
Desenvolvemos novas ferramentas para os consumidores a fim de reforçar sua maneira de compra pelo BuscaPé. Uma delas foi o alerta de preços, já tinha citado acima, que pode ser recebido por e-mail ou através de SMS no seu celular. Inclusive, o celular também poderá ser usado para comparar preços, desenvolvemos um sistema em que o consumidor, enviando uma mensagem de SMS com o nome do produto, receberá uma resposta com o nome da empresa e os dados para contato com o melhor preço do BuscaPé. Além disso, o BuscaPé está expandindo suas operações na América Latina, estamos por enquanto na Argentina, Chile e México e encontramos uma excelente receptividade desses mercados, estamos conseguindo exportar a tecnologia brasileira para outros países do continente.
|
| |
|
|
|
 |