1 - Como nasceu a Cartilha do e-Consumidor?
A idéia surgiu em uma das reuniões do Comitê Jurídico
da Camara-e.net, em meados de 2004. Como o foco seria o consumidor,
o trabalho de discussão e confecção do documento
foi repassado ao Sub-Comitê de Relações de Consumo.
2 - Qual o seu objetivo principal?
O pricipal objetivo desta Cartilha é conscientizar a população,
imprensa e órgãos de proteção ao consumidor
que comprar pela internet é uma experiência amplamente
positiva, cheia de comodidades e benesses, que é uma prática
segura - talvez até mais que a utilização do
comércio tradicional - mas que requer a tomada de algumas
cautelas básicas. Essas cautelas não demandam um conhecimento
aprofundado de computação, internet ou do que quer
que seja. A esmagadora maioria dos casos de compras mal sucedidas
pela internet contaram com a contribuição involuntária
do próprio comprador, que foi incauto.
3 - Que resultados espera obter com esta iniciativa?
Fazendo barulho em torno da necessidade de se tomar
essas cautelas, as pessoas vão comprar com maior segurança,
vão comprar mais coisas e vão comprar outras vezes.
Além disso, não poderão mais tarde alegar
que desconheciam o que todo "homem médio" deveria
saber.
Há também um outro resultado, indireto e que
reputo extremamente salutar: uma cartilha como essa serve também
como uma diretriz de "melhores práticas" para
os players do e-commerce. A Camara-e.net já editou um excelente documento sobre melhores práticas, exclusivo para os varejistas on-line, mas na medida em que se verifica que a grande massa de consumidores exige cada vez mais dos fornecedores, eles terão que melhorar seus serviços, sob pena de morrerem à míngua.
4 - O que falta ser feito para melhor conscientizar o internauta
e o consumidor sobre a economia digital?
Que os sites divulgassem a Cartilha já seria um ótimo
começo. Vamos estudar uma forma de referir os sites que fazem
divulgação dela com um selo de "Site amigo do
e-consumidor". No mais, é extremamente importante que
os associados - que têm interesse direto na conscientização
a que você se referiu - se envolvam no dia-a-dia de nossa entidade.
Outra medida que acho importante tomarmos: fazer barulho em torno
das experiências positivas dos nossos consumidores.
A mídia
gosta de noticiar a exceção, que é a má experiência,
e formam-se, com isso, mitos de insegurança. Precisamos, portanto,
individualmente quando for o caso e institucionalmente, como a Camara-e.net
faz ao divulgar os números de crescimento do e-commerce, chamar
a atenção das pessoas para as experiências positivas.
Note que só mencionei coisas que a iniciativa privada pode
fazer. Medidas públicas e atuação da imprensa
devem ser trabalhadas também, mas se a iniciativa privada
não der os pontapés iniciais, ninguém dará.
5 - Como está estruturada a Cartilha?
A Cartilha do e-Consumidor divide-se em duas sessões: "Comprando em uma loja
virtual" e "Comprando em um site de compra e venda".
Algumas dicas são comuns a ambas as sessões, mas há pontos
específicos que são melhor detalhados separando-se
os dois modelos. O linguajar é bem acessível e sem
tecnicalidades.