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"Não existirá economia digital sem que antes exista a cidadania digital."
Manuel Matos
Transcorridos quatro anos de destacada atuação na geração e difusão de conhecimento de vanguarda no que se refere ao fomento das tecnologias da informação, a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, reafirma seu compromisso de atuar como a inteligência e voz da Economia Digital no Brasil.
Conscientes dos desafios que o futuro apresenta, estamos convictos de que o desenvolvimento sustentado do setor depende, sobretudo, da ampliação do uso da identidade digital, que garante segurança tecnológica e validade jurídica às operações on-line, além de configurar a Internet, finalmente, como uma rede de indivíduos e não de computadores.
O Brasil possui um eficiente arcabouço normativo e jurídico que contribui para o crescimento do uso de identidades digitais como mecanismo de transparência, proteção e eficiência, entretanto o tema ainda é pouco difundido.
Neste sentido, pretendemos multiplicar esforços na conscientização da sociedade em relação ao uso de assinaturas digitais, a partir da articulação de ações voltadas à ampliação e consolidação da cidadania digital no país.
Acreditamos que os esforços na consolidação do ambiente eletrônico seguro são comuns a todos, porém é responsabilidade fundamental da Camara e.net colaborar para que a economia digital brasileira se estabeleça entre as mais importantes do mundo.
No próximo ano, portanto, nossa missão é tornar sólida a percepção em torno da importância da certificação digital e da autenticação segura para o amadurecimento e crescimento dos negócios eletrônicos no país.
A Camara-e.net deseja a todos um Feliz Natal e que em 2006 possamos, juntos, iniciar uma era digital segura e democrática.
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Nesta semana, nosso entrevistado é Cid Torquato, diretor executivo da Camara-e.net.
1) Como avalia a atuação da Camara-e.net em 2005?
Embora seja difícil medir seu impacto com precisão, é impossível dissociar o desenvolvimento dos negócios eletrônicos no Brasil do trabalho associativo realizado pela Camara-e.net. Além de ser a mais importante associação empresarial multi-setorial da Economia Digital no Brasil e América Latina,somos os maiores geradores e difusores de conhecimento de vanguarda sobre a digitalização de processos empresariais. Nosso trabalho tem sido fonte para a crescente cobertura da imprensa nacional e internacional, bem como referência na formulação de políticas públicas, regulatórias e de mercado. Temos cumprido nossa missão.
2) Qual foi a principal conquista?
Segurança On-line é a principal bandeira da Camara-e.net. Temos que priorizar as ações visando o desenvolvimento e a segurança do que eu chamo de Ecossistema Digital. Nesse sentido, universalizar o uso de certificação digital é o melhor caminho para minimizarmos o crescente potencial de ilícitos eletrônicos. Se todo o mundo tivesse o seu certificado digital, o cyberspace seria infinitamente mais seguro. Hoje, a Camara-e.net lidera estas discussões no país.
3) Por que participar de fóruns e negociações internacionais, como a
Cúpula Mundial?
Entendemos que, no mundo globalizado, é exatamente dessas instâncias multi-laterais que emanam as principais tendências em termos de políticas públicas e regulatórias em nível global, para depois, em grande medida, serem absorvidas pelas governos nacionais. Temos que participar pró-ativamente desses processos para podermos também influenciá-los. Além da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, somos presença de destaque nos mais importantes fóruns internacionais sobre tecnologias da informação e negócios eletrônicos.
4) E no Brasil?
Os negócios eletrônicos estão em acelerada expansão. Em 2005, foram entre 40 e 50% maiores que no ano passado. Mas podem e devem crescer ainda mais. Para tanto, temos que aprovar políticas públicas, regulatórias e de mercado, que garantam segurança tecnológica, comercial e logística à Economia Digital. Em abril, organizaremos a segunda edição do movimento e-Brasil: Tecnologia da Informação para o Desenvolvimento, cuja agenda é discutir, formular e propor caminhos para o país.
Pensando bem, muitos já criaram e divulgaram seus projetos de e-Países, como Coréia, México, Irlanda, Chile entre outros. Na verdade, a época do "e-" parece que está passando. Já foi lançado o u-Korea, de ubiquitous, que pressupõe tecnologia por toda parte. Talvez seja o caso de mudarmos o conceito do movimento para d-Brasil, ou Brasil Digital, queimando etapas passadas e criando uma nova dimensão sobre como formular políticas tecnológicas.
5) Quais são as perspectivas para o próximo ano?
Com a guerra de preços entre provedores de acesso banda larga, a base de assinantes deve se aproximar dos 10 milhões em 2006, impactando mais de 25 milhões, em um universo de 40 milhões de usuários. Em 2007, as transações de produtos e serviços, bem como o P2P (peer to peer, ou operações diretas entre internautas) movimentarão algo em torno de R$ 30 bilhões em dois anos, quando o B2B já será de algo em torno dos R$ 600 bilhões. A digitalização generalizada de processos pessoais, empresariais, comerciais e governamentais é absolutamente inexorável. Temos que agilizar a implementação da infra-estrutura regulatória específica e dos padrões de segurança on-line para que não se tornem gargalos ao desenvolvimento de toda a sociedade. Estamos ajudando a formatar a vanguarda da economia, no Brasil e no mundo.
6) O que muda?
Em 2006, sob a presidência de Manuel Matos (Via Internet), a Camara-e.net consolidará o trabalho que vem realizando nos últimos quatro anos. Dobraremos o número de membros de nosso quadro associativo, estreitaremos a interlocução com as principais instâncias governamentais nos três níveis, promoveremos o uso de certificação digital e fortaleceremos a Economia Digital no Brasil. Nesse cenário, também atuaremos no fomento das exportações de know-how, plataformas e serviços de e-business, na trilha do que várias empresas brasileiras já vêm fazendo com sucesso. Se tudo caminhar de acordo com nosso planejamento, o Brasil será um dos países mais seguros do mundo para os negócios eletrônicos nos próximos três anos. Estou bastante entusiasmado com os desafios e as perspectivas futuras. Grande 2006 para todos!
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