Informativo Camara-e.net -23/fevereiro
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semanais relacionadas à Economia Digital no Brasil e no mundo.


Casa Camara-e.net

Visando ampliar nossas atividades, a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, mudou-se para uma nova sede, com mais espaço e capacidade, para a realização de reuniões, pequenos seminários e eventos.

Batizada de Casa Camara-e.net, ela oferece estrutura para um atendimento de balcão para a micro, pequena e média empresa, com o intuito de ajudá-las a ingressar no comércio eletrônico.

Cid Torquato, diretor executivo, ressalta a importância dessa mudança para a entidade. "A mudança de sede marca o processo contínuo de renovação e atualização da entidade".

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Governo de São Paulo e representantes de entidades de TIC assinam protocolo de intenções.

Comércio Eletrônico brasileiro cresceu 47% em 2004.

Banco Mundial oferece US$ 100 mil para vencedor do Development Gateway Award.

Confira o índice de inflação na internet do mês de fevereiro/2005.

Camara-e.net apóia Marketing Show (São Paulo, 30-31/Março) .

FIESP e Governo do Estado de São Paulo assinam protocolo de intenções.

E-Consulting e Camara-e.net divulgam Índice do Varejo Online de janeiro no Brasil.





Nesta semana, nosso entrevistado é Silvio Sakata, da Diretoria de Soluções Eletrônicas para a micro, pequena e média empresa do Banco do Brasil.

Como avaliar a importância da participação da Micro, Pequena e Média Empresa - MPME na economia de um país?

A importância se reflete pelos números de empresas formais no Brasil, de um total de 4,6 milhões, 99% são Micro e Pequenas Empresas, que movimentam ao ano mais de 300 bilhões reais, empregam mais de 14 milhões de pessoas com carteira assinada e representam 28% do PIB. Dessa forma, a socialização completa desse mercado na economia significa transformar o Brasil num país de primeiro mundo.

Quais incentivos vêm sendo realizados, no âmbito público e privado, para que esta participação se torne cada vez mais importante?

O cenário atual de reforma tributária e fiscal com propostas de unificação de alíquotas e alteração de recolhimento de impostos para a Micro, Pequena e Média Empresa - MPME (projeto de Lei que o executivo encaminhou ao Congresso Nacional) já um avanço importante no que eu chamo de Governança Pública. Este modelo, na verdade, já foi muito trabalhado no Governo passado e está sendo reformulado, ou seja, está acontecendo a priorização de ações; isto é muito bom, pois este movimento cria um ambiente propício aos debates, sobretudo com a participação de entidades com missão de apoiar as MPMEs, a exemplo do Sebrae, CNDL, FIESP, Cooperativas, Associações, etc. O Banco do Brasil também está inserido neste contexto, não só participando ativamente do Fórum da Micro, Pequena e Média Empresas, sob coordenação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC, mas sobretudo com apoio e fomento das linhas de crédito do Banco do Brasil (BB Giro) e financiamento (Proger) com recursos do FAT, que possuem juros mais acessíveis às MPMEs. Ressalto também a parceira com o Governo Federal de Inclusão Digital das MPMEs, com doação de máquinas para Telecentros, implantação de seus Pólos de Desenvolvimento Sustentável (DRS) com agentes comunitários, participação no projeto de cadastramento de pré-empresas (projeto de lei comentado acima) e a bancarização das MPMEs.

Do lado privado, os movimentos estão "linkados", ou seja, estamos observando motivações importantes de grandes empresas, sobretudo da área de Tecnologia da Informação e Comunicação - TIC, tais como MicroSoft, IBM, SUN, SID, SAMSUNG, Empresas de Telecom, entre outras, investindo em soluções para MPME e com projetos de apoio dos Telecentros, Associações, Arranjos Produtivos, Cooperativas, etc.

Todos esses movimentos convergem para o desenvolvimento sustentado das MPMEs.

Para o Banco do Brasil, qual a importância do comércio eletrônico para as MPMEs?

Muito alta, pois está inserido no Plano Estratégico do BB o aumento de clientes usuários dos canais de auto-atendimento eletrônico Internet, tanto para correntistas pessoas físicas, como também pessoas jurídicas - banco móvel com total comodidade, segurança e redução de custos para os clientes e para o banco. E as MPMEs representam uma base significativa de usuários da solução eletrônica de auto-atendimento do Banco, mediante o seu Gerenciador Financeiro. Só para se ter uma idéia, conseguimos alcançar uma base de 500 mil clientes MPME do Gerenciador Financeiro em 2004 (maior base interligada de rede online bancária de auto-atendimento empresa na América latina), atingindo a posição de 2º lugar no "ranking" de números de transações bancárias de canais alternativos do BB.

Assim, eu definiria que houve três ondas para uso dos canais eletrônicos no BB - 1ª onda - massificação dos terminais de auto-atendimento em agências; 2ª onda - uso intensivo da Internet e Gerenciador Financeiro (rede WEB), Cartão Crédito e Débito e agora, mais recentemente, a 3ª onda - banco móvel (Mobile banking) e e-commerce (balcão de negócios no Portal do BB - Internacional, Agronegócios e e-licitações).

Nessa medida, quais esforços estão sendo feitos? E quais são os projetos para 2005?

Com a criação institucional da Diretoria de Micro e Pequenas Empresas no BB em 2004, há uma série de orientações estratégias de relacionamento para este mercado, transformando-o em foco de negócios. Obviamente que todo este movimento não é só do BB, pois há diversas ações, como disse anteriormente, de Governança Pública, fazendo com que todo o mercado dê atenção especial às MPMEs. Talvez no BB, pela sua própria vocação de fomento ao desenvolvimento social do país, as ações sejam mais visíveis, e aí podemos citar as parcerias com o BNDES.

Nesse sentido, há diversos projetos de relevância que iremos desenvolver em 2005, com uso intensivo da TIC, os quais encontram-se amparados no guarda-chuva do Programa de Inclusão Digital do Governo - Software de Gestão Empresarial MPME, integrando nosso Gerenciador Financeiro com as linhas de crédito para Informatização MPME, Balcão de Negócios MPME no Portal BB e a participação mais intensiva da Diretoria nos APL (Arranjos produtivos Locais), através do Micro-Crédito e novos produtos e integração com os Pólos de Desenvolvimento Sustentável (integração de cadeias produtivas informais no Brasil).

Como a Camara-e.net pode contribuir neste processo?

Entendemos que a Camara-e.net é um Fórum adequado para debates e interação com representantes do setor, tanto privado como público, com enfoque do uso da TIC.

Entretanto, é importante, sobretudo o engajamento do setor financeiro (de onde vem os créditos e financiamentos) e da telefônia (de onde vem a TIC). É preciso criar um modelo integrado de soluções para as MPMEs (há muitas soluções, e boas, porém, fragmentadas no Brasil).

Em outras palavras, enxergamos que o maior desafio da inclusão das MPMEs no mercado Internet ainda é a cultura, além dos custos. Portanto, a Camara-e.net, por ter uma visão de TIC, pode propor um movimento global de inclusão digital dentro da visão acima, envolvendo órgão de classe, agentes de mudanças (especialistas de renome da área) e o Sebrae.

Algum comentário adicional?

Sim, eu costumo dizer sempre que a criança tem que dar os primeiros passos para chegar à lua. Eu sou de uma geração que viu os grandes movimentos de informática no brasil, desde a geração de chips (década de 70) até os grandes PC atuais, passando pela linguagem de baixo nível, até as linguagens modernas (as chamadas interfaces aplicativas com usuários). Executivo móvel atual? Puxa vida, quem diria isso a 20 anos atrás. Quando falávamos em padrão de protocolo de rede TCP-IP na década de 90, ninguém acreditava.

A grande inovação hoje, além dos novos modelos tecnológicos, obviamente (as pesquisas avançaram muito), são apenas formas de como as pessoas vêem e acessam as informações. A chamada sociedade de consumo atual quer "comodidade", "rapidez" e "visual" ou são "instigadas" a usar novo visual, ou porque o vizinho está usando ou algum amigo ou parente comentou, ou porque a empresa tal começou a usar nova tecnologia. Mas, a essência continua a mesma, ou seja, foram apenas grandes retoques avançados na interface final (a base é a mesma) e são "pessoas" que estão utilizando ou precisando das informações, baseado nas suas emoções, sentimentos, amor, ambição, bem-estar, decisão, etc.

O que quero dizer com isso? Que não adiantar termos uma infinidade de soluções de TIC se as próprias pessoas não vêem ou sentem a utilidade ou ninguém ensinou a elas o que aquele produto mudaria em suas vidas. Veja, estamos falando essencialmente das MPMEs no mundo digital, pois nota-se sobremaneira um movimento na sociedade de inúmeras pessoas, sobretudo aquelas de maior poder aquisitivo, não estarem interessadas em saber se o produto vai agregar ou não alguma coisa à sua vida ou negócios, mesmo pagando um custo alto, o que importa é estar na onda.

Assim, o desafio é mostrar/ensinar ao pequeno ou médio empresário como ele pode ganhar com a TIC (como ?? também estamos pesquisando e formulando soluções/respostas). Temos que quebrar o paradigma do mercado de ser apenas mercantilista, na visão ganha x perde ou perdex ganha. Ou ganhamos todos ou não ganhamos. Quer ver um exemplo, não adianta o micro empresário achar que colocando um computador e algumas aplicações na internet vai resolver os problemas do seu negócio. Pode até resolver algumas questões organizacionais (arquivos, controle, acesso eletrônico, internet, etc.), momentaneamente, mas com o tempo ele vai perceber que se as empresas vizinhas, seus clientes, seus parceiros e aliados, seus fornecedores, seu contador, seus processos, etc, não estiverem alinhados, todos perderão. Desafio é incluir digitalmente o conjunto das MPMEs, de maneira que façam negócios integrados (não estamos falando de fazer os mesmos negócios, pois tem que haver competitividade) sob risco de somente algumas MPMEs estarem incluídos digitalmente e excluídos ao mesmo tempo.

(Ressaltamos que as considerações, visões e comentários aqui ponderados, apesar do caráter institucional, refletem a opinião do Colaborador Silvio Sakata, e não do Banco do Brasil).



24/fevereiro
Seminário IDG: Gestão de orçamentos e investimentos em TI.

28/fevereiro, 07 e 08/março
Instituto de Tecnologia de Software de São Paulo (ITS), promove curso sobre Exportação de Software e Serviços de TI: Implicações Legais.

01/março
O que fazer para transformar seu WEBsite numa fonte geradora de negócios.

01 e 04/março
Telexpo 2005, Expo Center Norte, São Paulo.

02/março
Café COM Internet São Paulo - Raio-x do e-commerce. Quem é quem na mente do e-consumidor.

16/março
Conferência Latino-Americana Ahciet Movil Wireless 2005, Nova Orleans.

16 e 17/março
PPP - Parceria Público Privada - Como estruturar e implementar.

17/março
Seminário IDG : Caos da informação.

21/março
Prêmio InRio 2004 - Assespro-RJ.

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