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SPED
Será lançado pela Receita Federal, ainda este ano, o projeto-piloto do SPED – Sistema Público de Escrituração Digital. O programa, cuja plataforma está sendo desenvolvida pelo Serpro, tem como objetivo promover a atuação integrada dos fiscos federal, estaduais e, futuramente, municipais, mediante a padronização e racionalização das informações e o acesso compartilhado à escrituração digital de contribuintes por pessoas legalmente autorizadas. Prevê a substituição da emissão de livros e documentos contábeis e fiscais em papel por documentos eletrônicos com Certificação Digital padrão ICP-Brasil, garantindo assim a sua autoria, integridade e validade jurídica.
Trata-se, sem dúvida, de mais um importante avanço no desenvolvimento da Economia Digital no país.
Nesse sentido, a Camara-e.net, por meio de seu Comitê de Documentação Eletrônica, coordenado por Ludovino Lopes (Menezes e Lopes Advogados), assume o compromisso de contribuir para a ampla discussão e enderaçamento desta importante questão, contribuindo com a visão do setor privado e dos sócios da entidade como um todo.
A viabilização do SPED confirma o Brasil na vanguarda das discussões e ações globais sobre a digitalização documental.
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Entrevistamos esta semana Andréa Boudeville, CEO da Paradigma.
1) Como a Paradigma vê o e-business ganhando espaço dentro das corporações?
As empresas estão participando de um cenário cada vez mais competitivo, onde os modelos de relacionamento eletrônico estão se desenvolvendo e sendo absorvidos em alta velocidade pelas vantagens competitivas que podem agregar aos negócios. As soluções trazem uma série de benefícios diretos, dando maior agilidade aos processos, com menores custos e maior capilarização nos relacionamentos, apoiada na integração entre diferentes etapas e players da cadeia de valor.
2) Quais são os segmentos do mercado que, em sua percepção, estão mais desenvolvidos no uso de soluções de e-business?
Alguns segmentos já conseguiram verificar o real valor das soluções de e-business e vêm se destacando na utilização desse tipo de tecnologia, mas nenhum de forma plena. Além da indústria automobilística, berço dos processos de colaborative commerce, podemos destacar também o governo e algumas outras verticais da indústria. Outros setores como os segmentos de energia, mercado de capitais e varejo estão, cada vez mais, conhecendo os benefícios que essas soluções proporcionam e devem investir muito nos próximos anos. Por exemplo, entre 2004 e 2005, o segmento de energia passou por um processo de regulamentação para a negociação de energia e transacionou dezenas de bilhões de dólares entre compra e venda desse commoditie via soluções de e-business.
3) Os leilões de energia estão entre as maiores operações de B2B do mundo. Como a Paradigma se posiciona nesse segmento?
A história e a experiência Paradigma no mercado de energia elétrica remonta a 2001, época em que o Brasil vivia uma crise no abastecimento de energia elétrica. Em 2001 iniciaram-se as primeiras negociações eletrônicas na forma de e-bookbuilding e ambiente de bolsa. Após esse período, o governo brasileiro vem realizando estudos e aperfeiçoando modelos que resultaram no Mercado Livre de energia para grandes compradores e formatou os leilões para aproximar a oferta e o abastecimento da demanda de forma mais rápida, segura e trazendo mais previsibilidade aos necessários investimentos de longo prazo no setor. Para atingir esse novo mercado, a Paradigma desenvolveu uma plataforma especializada em negociação de energia (WBC Energy) - solução que oferece um conjunto de modalidades transacionais e funcionalidades de gestão dos negócios para o mercado de energia elétrica. A solução oferece modelos diferentes para cada tipo de “player” do setor, respeitando as complexidades sistemáticas e as necessidades de cada participante. Desde então a empresa opera oito entre cada dez leilões realizados no país. Entre os clientes estão a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável por viabilizar as transações de compra e venda de energia elétrica entre os agentes do mercado, Tractebel Energia, Grupo EDP – Enertrade, GCS Energia, Albrás / Grupo Vale do Rio Doce, CPFL Energia, Enecel Energia, Guaraniana e Mineração Onça Puma. A Paradigma já intermediou a negociação de mais de 20.000 Mwmédios envolvendo valores da ordem de R$ 150 bilhões.
4) Quais são os planos da Paradigma para ampliar sua participação em projetos de e-business no Brasil?
A Paradigma já implementou mais de 70 projetos em 14 diferentes segmentos e foi a primeira do setor a oferecer soluções de comércio eletrônico no exterior. Atualmente, a empresa está investindo continuamente em pesquisas e desenvolvimento para que ocorra o lançamento de pelo menos duas novas soluções ainda este ano: Gestão de Portfólio e uma nova versão de sua solução de Business Inteligence. Na sua plataforma principal, devem ser lançadas a versão Paradigma WBC 6.0 e uma solução voltada para o setor sucro-alcooleiro destinada à comercialização e gestão financeira no atendimento de energia.
5) Como a Camara-e.net pode colaborar para a conscientização do gestor para a ampliação dessas iniciativas?
A Camara-e.net tem um importante papel de utilizar seu espaço e credibilidade para conscientização das empresas e sociedade dos benefícios trazidos pela tecnologia da informação aplicada a negócios. Ao disponibilizar informações, pesquisas, eventos e artigos sobre soluções, empresas e cases de sucesso, a entidade está contribuindo para difundir uma nova cultura, que só colabora para que o mercado brasileiro se desenvolva cada vez mais.
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