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Brasil no WCIT
Pela primeira vez, o Brasil marcou presença no WCIT 2006 - World Congress on Information Technology (01-05/MAI - Austin, Texas), com a participação de uma delegação de alto nível, liderada por Renata Sanches (APEX-Brasil) e Gláucia Chiliatto (Softex).
A missão foi organizada no âmbito do Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software Brasileiro e Serviços Correlatos (PSI-SW), por Softex e APEX-Brasil, com apoio da Camara-e.net.
Institucionalmente, o principal objetivo foi divulgar o conceito e a marca Brazil IT, que visa consolidar o país como provedor internacional de software e tecnologia da informação. Para os participantes, o evento representou uma grande oportunidade de contatos e negócios com lideranças do setor tecnológico de mais de 60 países do mundo.
Também participaram da delegação brasileira: Américo Bernardes (UFOP-MG), Antonio Moreira e Corey Rhodes (Stefanini), Antônio Francisco Júnior (Atonus), Ernesto Haberkorn (Microsiga/Assespro), Fátima Bayma (FGV-RJ), Leyla Galetto (Grupo Foco), Maximilian Gorissen (CompuStream), Robert Janssen (Via Fórum), Rosana Melo (Sebrae), Rusty O'Bryan (ASM LLC), Sergio Cabral (Idea Valley), Ticiana Verneck (Editora Padrão), Valter Cegal (AMD) e Cid Torquato, representando nossa entidade.
Confira as fotos.
Para mais informações sobre esta e outras atividades, acesse www.camara-e.net.
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Entrevistamos esta semana Fábio Vargas, Gerente Geral de E-Commerce da Videolar.com.
1) Como avalia a trajetória do comércio eletrônico no Brasil nos últimos anos?
Subindo como o lançamento de um foguete da Nasa, os números da 13ª Edição do Web Shoppers apontam para um crescimento de 355% em 4 anos. Poucas são as atividades que crescem neste patamar. Em 2005 atingimos R$ 2,5 bilhões, e a previsão de 2006 chega aos R$ 3,9 bilhões, com crescimento de 56% em relação ao ano de 2005.
2) Quais foram os maiores avanços e os principais obstáculos nesse percurso?
O número de Internautas considerados e-Consumidores é um avanço e uma oportunidade. Podemos dizer que o copo está meio cheio. Em 2005 atingimos a marca de 4,7 milhões de E-consumidores, quase o dobro em 2 anos (eram 2,5 milhões em 2003), porém ainda somos cerca de 40% do total de Internautas, contra 60% de países como os EUA. Os obstáculos a meu ver, estão ligados a uma falsa percepção de insegurança, pois a possibilidade de fraudes no mundo físico são superiores quando comparadas ao mundo virtual. Entregamos nosso cartão ao frentista de posto que o leva para outro local, longe de nossas vistas, sendo passível de toda e qualquer fraude. No mundo virtual todas as lojas tradicionais têm muitos recursos de segurança, como criptografia, "firewall", entre outros cuidados. Precisamos informar sobre as práticas de segurança na rede, ajudando o consumidor a tomar as precauções necessárias, sem afugentá-lo da compra pela Internet. A mídia é um grande agente para nos ajudar a provocar esta mudança de cultura.
3) Como anda o mercado de CDs e DVDs?
Diferentemente do que pensam as pessoas, este mercado continua em plena expansão, representando cerca de 19% a 21% das compras do comércio eletrônico em 2005. O gênero também foi líder em todas as datas comemorativas de 2005, com sua participação variando de 19% a 24%. O mercado de DVDs cresce mais do que o mercado de CDs devido a novidade da tecnologia, bem como o crescimento de usuários de DVD pelo Brasil, sendo que os DVDs de shows alavancam estes números. A pirataria, embora venha se alastrando, atua preferencialmente em camadas da sociedade que não têm poder de compra e já não eram atendidas anteriormente pelo mercado legal. Os downloads pagos estão virando uma realidade no mundo com o Ipod e, no Brasil, com o Imusica, mas ainda são um parcela muito pequena do mercado, tanto mundial como brasileiro.
4) Quais são os maiores atrativos para se comprar na Videolar.com?
A Videolar.com é "O Especialista em Áudio e Vídeo" e, portanto, é onde você encontra um amplo catálogo de produtos com preços que estão dentro da média de mercado. Porém, nosso grande diferencial se dá através de nossa política de frete grátis para todo o Brasil, nas compras acima de R$99,90, válido para qualquer produto de nosso acervo, e parcelamento em dez vezes sem juros, com parcela mínima de R$ 20,00.
5) Quais são suas expectativas em relação à Camara-e.net?
A participação cada vez maior da Camara-e.net nos representando e nos agregando para defender pontos de interesse mútuos no setor, tem trazido inúmeros benefícios para todo o mercado virtual. Acredito que, nos próximos anos, com a continuidade do crescimento deste mercado, seu papel será cada vez mais relevante para o setor.
6) Algo mais que queira acrescentar?
O Brasil é imenso, com dimensões territoriais enormes, e uma distribuição de renda desigual. Isto faz com que haja uma tendência à centralização de pontos de vendas e à exclusão de grandes massas do consumo, simplesmente pela falta de pontos de venda para atendê-las. A Internet e o Comércio Eletrônico ocupam este espaço, e podem socializar o acesso aos bens de consumo. Uma prova disto é que, se analisarmos o perfil do e-Consumidor, notamos que, a cada ano, ele vem se interiorizando.
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