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16ª edição do Relatório WebShoppers
O número registrado no balanço dos primeiros seis meses de 2007, para o faturamento da Economia Digital no Brasil, foi de R$ 2,6 bilhões (não estão inclusas as vendas de passagens aéreas, automóveis e leilão virtual), ou seja, R$ 100 milhões acima do esperado. Um crescimento calculado em 49% quando comparado ao ano de 2006.
De acordo com a pesquisa de comércio eletrônico realizada pela e-bit, é possível observar que três fatores foram os grandes responsáveis por essa alta. O maior volume de vendas – 45% acima do resultado de 2006 – impulsionado pela entrada de novos e-consumidores (em dezembro de 2006, no Brasil, cerca de 7 milhões de pessoas já tinham experimentado a comodidade de comprar sem sair de casa, hoje já são mais de 8 milhões de pessoas que fizeram pelo menos uma compra pela rede). Além disso, o aumento da freqüência de compras por “usuários” mais experientes aliado à escolha de produtos com maior valor agregado nos carrinhos dos e-consumidores, colaborou e muito para o crescimento. Para se ter idéia, somente em maio desse ano, cerca de 11% das pessoas responderam que realizaram mais de dez compras nos últimos seis meses.
Estas e outras informações, como os resultados da pesquisa especial sobre “Hábitos e Tendências do Consumo Online”, fazem parte da 16ª edição do Relatório WebShoppers, a ser divulgado no dia 10 de agosto. Trata-se de estudo semestral, realizado pela área de imprensa da e-bit, que conta com a parceria da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).
Participe da camara-e.net! Influencie o presente e o futuro dos negócios eletrônicos no Brasil!
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“Entrevistamos o Deputado Federal, Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia do DF e Coordenador do Comitê Especial de Governo Eletrônico da camara-e.net Izalci Lucas.
"Nosso objetivo é transformar o Distrito Federal na Capital da Tecnologia e do Conhecimento” Sec Izalci Lucas
1. Qual será o papel do Comitê de Governo Eletrônico na indução da Economia Digital?
O conceito de Governo Eletrônico foi desenvolvido para melhorar a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação com o objetivo de fornecer ou tornar disponíveis informações, serviços ou produtos a partir de órgãos públicos, através de meio eletrônico. Portanto, estamos abrindo um espaço importante em Brasília para discutir, com os diversos setores da economia, inclusive o empresarial, os planos, programas, políticas e ações de governança para o uso correto do Governo Eletrônico e ainda atender e interagir a população com o Governo Local.
2. Quais são as ações da Secretaria de Ciência e Tecnologia do GDF voltadas ao fomento da Economia Digital?
A Secretaria tem diversos projetos voltados a aplicação da tecnologia, inclusive com seu “braço” executivo da FAPDF – Fundação de Apoio a Pesquisa, que investe fortemente em pesquisas científicas de fomento a ciência. Só como exemplo, este ano estão sendo avaliados quase 500 projetos em pesquisa. O novo Governo definiu um novo modelo de gestão por projetos. Nesse contexto, o Governador definiu 23 Projetos Estruturadores no DF, sendo um deles o Parque Capital Digital, sob gestão da Ciência e Tecnologia. Esse projeto vai trazer para Brasília grandes empresas de alta tecnologia avançada para geração do conhecimento, com aumento do emprego e renda no DF. Isso sem falar nos Parques de Semi-Condutores e Biotecnologia, cujos projetos já estão em andamento. No contexto da economia digital, está em fase bastante adiantada a implantação do Acesso Público Internet sem Fio (Brasília 100% Wireless), que irá propiciar a toda comunidade de Brasília, inclusive o empresarial, fazer negócios pela Internet. Do lado da capacitação do cidadão, estamos implantando o DF DIGITAL em todas as Cidades, que são Redes Comunitárias Digitais para Inclusão Digital (cursos de informática) e Inclusão Social (Ensino Profissionalizantes), além de cursos preparatórios para supletivos e à distância. No lado da educação, estamos promovendo uma verdadeira revolução silenciosa do conhecimento, com o projeto de informatização das escolas, começando com a capacitação dos professores e entrega de um Notebook para cada professor.
3. Como o GDF está inovando no âmbito dos serviços públicos que podem ser prestados por meios eletrônicos?
O novo governo do GDF vem fazendo uma plena revisão dos serviços que vinham sendo prestados pela extinta CODEPLAN, que era a empresa responsável por todos os projetos de tecnologia de Brasília. Com a descentralização dos serviços de TIC, cada órgão do GDF vem modernizando seus processos e identificando que tecnologias poderão ser implantadas. A Secretaria, em parceria com diversos setores, inclusive o acadêmico, está apoiando os projetos que necessitam da melhor infra-estrutura tecnológica para prestar o melhor serviço eletrônico ao cidadão. Entendemos que a base para o fornecimento de melhores serviços, adequados às necessidades dos cidadãos e dos negócios, a custos mais baixos, é a existência de uma infra-estrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) que se preste como alicerce para a criação desses serviços de todas as Secretarias do novo governo moderno do GDF, integrado e eficiente, o qual exige sistemas igualmente modernos, integrados e interoperáveis, trabalhando de forma íntegra, segura e coerente em todo o setor público. Nesse contexto, a interoperabilidade de tecnologia, processos, informação e dados é condição vital para o provimento de serviços de qualidade, tornando-se premissa para governo local, como fundamento para os conceitos de governo eletrônico, o e-gov. A interoperabilidade permite racionalizar investimentos em TIC, por meio do compartilhamento, reúso e intercâmbio de recursos tecnológicos, que sãos os pressupostos do e-PING (padrão de interoperabilidade de sistemas).
4. Qual tem sido a contribuição do sistema de compras on-line do GDF para a evolução do e-commerce na região?
O novo governo do GDF está fazendo a sua parte, regulando o uso intensivo dos meios eletrônicos para dar segurança e transparência em seus processos de compras. Inclusive, estamos estudando a implantação da Certificação Digital na FAPDF para dar maior segurança aos processos de intermediação em transações eletrônicas com a sociedade, governo e fornecedores. Acreditamos que dessa maneira é possível construir um canal eletrônico e seguro com o setor produtivo do DF, fomentando o ambiente de comércio eletrônico empresarial. Inclusive, pretendemos levar uma proposta ao Governador para o desenvolvimento de um grande portal de compras, integrando bases de informações e serviços do Registro de Preços de diversos órgãos, a exemplo do BRB (compras de computadores), ComprasNet do Governo Federal e outros. Dessa forma, estaremos integrando ações de transparência em serviços eletrônicos e permitindo que a sociedade acompanhe e participe da aplicação e utilização dos recursos públicos do Governo Local, e, ao mesmo tempo, abrindo oportunidades de novos negócios eletrônicos com o mercado local.
5. Como o senhor vê a camara-e.net no atual cenário político-empresarial brasileiro?
A camara-e.net é, pela própria missão e essência de sua vocação, um grande aliado da sociedade no fomento do mercado de negócios eletrônicos, envolvendo diversos atores, sejam eles governamentais, privados ou terceiro setor. Assim, a camara-e.net não pode e, não deve, estar vinculada a nenhum interesse político, ou seja, seus dirigentes devem estar atentos tão somente às necessidades de transformar o Brasil competitivo, do ponto de vista da sua economia, e para atingir essa modernidade é preciso aprimorar os conceitos de aplicação de TIC e romper muitos paradigmas que dificultam o uso correto da ciência e tecnologia como instrumento fundamental de crescimento no mercado globalizado. Nesse contexto, o cenário empresarial é bastante favorável a presença da camara-e.net; é só olharmos a taxa de crescimento do comércio eletrônico no Brasil. Em 2006, houve um crescimento de 76% no comércio eletrônico em relação a 2005. O faturamento das empresas em 2006 chegou a R$ 4,4 bilhões. Só no primeiro trimestre de 2007, o faturamento cresceu 53% em relação a 2006. O otimismo do comércio virtual se deve a uma aposta de que o número de adeptos do comércio eletrônico deve aumentar este ano. Pela estimativa do e-bit, a quantidade de clientes dos sites deve chegar a 9,7 milhões, 40% a mais que em 2006. Para Guasti, a expansão do total de consumidores é uma conseqüência do aumento de computadores no país e do programas de inclusão digital do governo. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), este mercado deve continuar a crescer por conta da redução de PIS e Cofins para computadores de até R$ 4 mil e pela queda do dólar. A associação calcula que serão comercializados 10 milhões de computadores este ano contra 8,3 milhões vendidos em 2006. Nesse tocante, Brasília é privilegiada, pois o percentual de acesso a Internet chegou a 41% o que coloca a cidade no ranking de acesso. O percentual de pessoas que compraram pela Internet também é o mais alto do país (9,16%).
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parcerias |
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10/agosto
Seminário: Soluções de Governo Baseadas em Documentos Eletrônicos Assinados Digitalmente, no TCU em Brasília.
16/agosto
Seminário GV - Tecnologia da Informação no Varejo, São Paulo.
17/agosto
Ciclo de Seminários Comércio Eletrônico para a Micro, Pequena e Média Empresa, Cuiabá (MT).
23/agosto
Ciclo de Seminários Comércio Eletrônico para Micro, Pequena e Média Empresa, Goiânia (GO).
23/agosto
E-Commerce - 2ª Edição - Estratégias de sucesso para vencer no mercado de vendas on-line, São Paulo.
29/agosto
3º Seminário de Mobilidade Corporativa, São Paulo.
29 a 31/agosto
C4 2007 - Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor, São Paulo.
04 e 05/setembro
Conarec 2007, São Paulo.
11/setembro
Ciclo de Seminários Comércio Eletrônico para Micro, Pequena e Média Empresa, Belém (PA).
13/setembro
Ciclo de Seminários Comércio Eletrônico para a Micro, Pequena e Média Empresa, Manaus (AM).
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