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LabSEC e a camara-e.net contribuem para o aprimoramento do e-PING
No dia 24/10, o LabSEC e camara-e.net, acompanharam a audiência pública relativa aos Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico - e-PING. A apresentação da versão 2.9 do documento do e-PING contou com os representantes de cada um dos grupos de trabalho, em geral, seus coordenadores, e dentre eles podemos citar Ednylton Maria Franzosi (MP/SLTI), Leonardo Boselli da Motta (MP/SLTI), Viviane Regina Lemos Bertol (ITI), Linda Soraya Issmael (DSG/CIGEX), Elói Juniti Yamaoka (SERPRO).
A apresentação focou nas mudanças aplicadas ao documento para gerar a versão 2.9. Cada representante relatou sobre o andamento dos trabalhos, das metas para a nova versão. Durante todas as apresentações, evidenciou-se a preferência por tecnologias e formatos abertos e já consolidados, salvo quando não há uma alternativa dessa natureza com qualidade equivalente a uma ferramenta proprietária.
Após a apresentação, a Coordenação abriu espaço para perguntas e considerações, momento no qual, o LabSEC e camara-e.net, posicionaram-se, demonstrando interesse pelo assunto, especialmente por se tratar de segurança da informação, iniciativa de extrema importância para o governo e para a sociedade brasileira.
Houve, também, o interesse na conformidade entre CRNSEC (Central Registral e Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados) e a arquitetura e-PING. A vasta experiência com certificação digital, e os trabalhos em andamento voltados à preservação do documento eletrônico, mostram que o LabSEC e camara-e.net também almejam a evolução e divulgação do e-PING.
A disponibilidade do LabSEC e camara-e.net foi ao encontro dos interesses dos próprios membros da Coordenação que expuseram a dificuldade em conseguir uma equipe disposta a contribuir com os trabalhos, pois se trata de uma atividade voluntária de cada órgão envolvido, acarretando uma carga adicional às atividades exercidas por cada um deles.
A próxima audiência para discussão da arquitetura e-PING, assim como a apresentação da versão 3.0, será realizada na primeira quinzena de dezembro, no SERPRO, Rio de Janeiro, além de ocorrer em outras cinco sucursais do SERPRO.
O LabSEC é responsável pela coordenação do programa e-Conhecimento da camara-e.net que visa mapear e incentivar a pesquisa científica avançada, com foco na economia digital. A participação do LabSEC e camara-e.net contribuirá enormemente com o e-PING, minimizando custos para ambas as partes, que compartilham de um objetivo comum: a padronização e interoperabilidade do governo eletrônico.
Manuel Matos
Presidente
Participe da camara-e.net!
Influencie o presente e o futuro dos negócios eletrônicos
no Brasil!
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Nesta edição, entrevistamos o Deputado Federal Julio Semeghini, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.
1) Comente um pouco sobre sua trajetória no setor de Informática e Telecomunicações.
Minha trajetória iniciou-se na engenharia eletrônica, primeiramente como especialista em produção, com longa experiência nos setores público e privado nas áreas de informática e telecomunicações.
Exerci a função de diretor-presidente da Prodesp, entre 1995 e 1998, comandando a informatização e modernização do Estado, com a implantação do Sistema Estratégico, o projeto Poupatempo, entre outras ações.
Atuei em várias entidades de apoio ao setor de software e de políticas de informática, especialmente como diretor-presidente da SOFTEX, entre 2000 e 2003.
Na Câmara dos Deputados, em meu terceiro mandato, presido a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, e sou membro suplente da Comissão de Finanças e Tributação. Atuei como relator da nova Lei de Informática e do projeto de lei sobre o comércio eletrônico, entre outros.
2) Como relator do Projeto de Lei nº 4.906/01, como está o processo de regulamentação do comércio eletrônico no Brasil?
Esse projeto foi uma das primeiras proposições com o objetivo de estabelecer validade jurídica de documentos firmados por meio eletrônico.
Apesar de ter sido uma proposta avançada para a época, a instituição da ICP-Brasil, que acabou sendo estabelecida pela Medida Provisória nº 2.200-2/2001, ainda não preenche todas as lacunas para a regulamentação do comércio eletrônico no país. O Brasil ainda precisa concluir a construção de uma legislação capaz de apoiar o desenvolvimento desse setor.
3) De que forma o Projeto de Lei 7.316/02 contribui para garantir a segurança das transações eletrônicas?
A ICP-Brasil é regida atualmente pela Medida Provisória nº 2.200-2/2001. Entretanto, aspectos adicionais sobre a infra-estrutura, que estavam há muito demandando regulamentação legal, como responsabilidade civil das prestadoras de serviços de certificação digital, procedimentos para o caso de falência de uma certificadora, validade dos certificados emitidos no exterior, e metodologia de certificação horária (Carimbo de Tempo) só estão contemplados no PL 7.316/2002.
O projeto de lei garante a livre prestação dos serviços sem a necessidade de autorização prévia para a oferta do serviço, desde que a prestadora se enquadre nas regras estabelecidas, uma disposição que tem o objetivo de ampliar a competição nesse mercado.
Dois pontos que não estão contemplados no projeto, e sobre os quais é preciso avançar, no entanto, é o tratamento da atividade de comércio eletrônico e a privacidade do cidadão.
4) Na sua avaliação, qual o impacto do livro e-Desenvolvimento da camara-e.net para a transformação do Brasil em um país digital?
O livro tem o mérito de provocar o debate sobre o setor de comunicação no país e apresenta propostas de solução para o avanço do setor, a partir de experiências e resultados positivos.
A despeito de seu caráter técnico, o espírito da publicação é social. O objetivo maior não é meramente a difusão da informação tecnológica e a promoção do conhecimento, mas sim a popularização das tecnologias para a inclusão social, por meio da adoção de políticas públicas com real impacto na vida do cidadão.
5) Qual a sua percepção sobre a cultura associativa do empresariado brasileiro?
À medida que avança no Brasil, o debate sobre políticas setoriais de desenvolvimento e de desoneração tributária, cada vez mais é necessário que os empresários se agrupem e se organizem para buscar mais informações e apresentarem propostas únicas em benefício de cada setor.
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