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Informativo Camara-e.net -
15/Maio
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 Nesta quarta-feira, 15 de maio, Ministro-chefe da
Casa Civil, Pedro Parente, recebe em audiência uma
delegação da Câmara Brasileira de Comércio
Eletrônico. O objetivo de nossa visita é convidar a
Casa Civil para, juntamente com a Camara-e.net, liderar
a elaboração de uma Política Nacional de Tecnologia da
Informação e Comércio Eletrônico, com a participação de
outros ministérios, entidades, ONGs, academia, agências
governamentais e grupos de cidadãos/consumidores. A
iniciativa é fundamental, visto que a temática tem que
ser tratada de forma estratégica e infraestrutural, para
maximizar o potencial de desenvolvimento de mercado e de
aumento de produtividade e competitividade oferecidos
pelas tecnologias da informação, minimizando os efeitos
da exclusão digital dos cidadãos e das empresas.
A elaboração de uma Política Nacional de
Tecnologia da Informação e Comércio Eletrônico é uma
prioridade para a Camara-e.net.



A
entrevista desta semana é com Fernando de la
Riva, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da
Concrete Solutions e Coordenador do Comitê de
Documentação Eletrônica da
Camara-e.net. Qual é o objetivo do Comitê
de Documentação Eletrônica da Camara-e.net? O
Comitê trabalha para definir padrões de documentos e
transações digitais. O objetivo é gerar um padrão de
documentos digitais, adaptado à realidade local e
legitimado pela Camara-e.net, para serem utilizados em
iniciativas de integração B2B no Brasil, aumentando
assim a competitividade de toda a cadeia de valor
envolvida no processo. Essa linguagem comum tem que ser
adaptada à realidade nacional e ser compatível com os
padrões internacionais. O
que o comitê já produziu de concreto? O Comitê
está produzindo um material, que será divulgado no
próximo mês, divulgando três padrões: Nota Fiscal,
Pedidos e Declaração de Importação. Por serem
compatíveis com um dos principais padrões utilizados
internacionalmente, OAG, eles devem preservar o
investimento do empresário, pela expectativa de
durabilidade.No caso da Nota Fiscal, o trabalho do
Comitê produziu uma sugestão em andamento para extensão
no padrão atualmente utilizado nos EUA. Como a
legislação brasileira tem exigências específicas, o
Consórcio está em vias de incorporar especificações ao
padrão atualmente em uso, contemplado assim as
transações comuns dentro de um novo padrão. Como é
a decisão a respeito da adoção de um ou outro padrão de
comunicação? Após detectada uma oportunidade de
negócios dentro de um setor, é formado um consórcio com
um ou mais representantes técnicos e de negócio. O
consórcio produz um diagnóstico (sempre atualizado)
agregando padrões de troca de informação digital às
melhores práticas de troca de informação de negócio
intra e extra corporação, para que todas as empresas do
setor utilizem o mesmo padrão. O Comitê está focado
em disseminar, de forma descentralizada, vários pequenos
consórcios de padronização. Dessa forma, estamos
alterando a forma pela qual o desenvolvimento da
Tecnologia da Informação gera valor. Estamos rompendo a
barreira da falta de integração. Existem outras
sinergias e iniciativas locais como o trabalho do ECR
(Eficient consumer response) e do comitê de Certificação
Digital. O que muda na comunicação entre empresas
espalhadas por diversos países, com o advento da
internet? A internet quebrou o paradigma segundo
o processo de troca de informação ficava subordinado ora
ao alcance, ora ao valor intrínseco. Ao contrário de uma
panfletagem, por exemplo, que divulgava um conteúdo não
dirigido à um grande número de pessoas, ou de um call
center, que atendia personalizadamente poucos usuários,
a internet possibilita o atendimento com grande valor
intrínseco porém a baixo custo.
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