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Informativo Camara-e.net -
03/junho
Você está recebendo a newsletter da Câmara
Brasileira de Comércio Eletrônico com informações
semanais relacionadas à Economia Digital no Brasil e no
mundo.

A Câmara
Brasileira de Comércio Eletrônico, no
cumprimento de suas atribuições estatutárias, trabalha
para que a sociedade brasileira, em conjunto, formule
uma abrangente Política Nacional de Tecnologia da
Informação, que contemple a inter-relação entre
políticas públicas
quanto à indústria
e aos negócios, inclusive exportações, em
hardware, software, componentes e devices, de
governo eletrônico, inclusão digital, economia digital e
a participação nacional na Sociedade Global da
Informação.
Nossas políticas públicas e
regulatórias, acreditamos, devem ser pautadas pelos
princípios da isonomia e da não intervenção, evitando-se
abusos de poder, seja econômico, político ou
governamental.
É por isso que apoioamos a
Coalizão pela Livre Escolha de
Software, que tenta evitar que nossos
governantes legislem em benefício deste ou daquele
sistema, plataforma ou modelo de comercialização ou
licenciamento de
software, em detrimento de outros.
Vemos,
contudo, com preocupação,
o fato de
agentes
governamentais realizarem campanha
pública pela adoção do Software Aberto no âmbito do
Governo. Isso se dá, de
forma extemporânea, sem que antes tenha havido uma ampla
consulta ao mercado, às empresas e aos usuários, sem que
se apresente um plano, programa ou proposta de política,
ampla, abrangente, para as tecnologias da informação e
comunicação no Brasil.
Quem, afinal, quer que o
Governo Brasileiro adote o Software Aberto? Quais,
então, seriam suas verdadeiras vantagens em relação ao
Software Comercial? Onde elas existem e onde são ainda
apenas promessas? Onde estão os estudos comparativos?
Onde está o consenso para que o Governo levante essa
bandeira de confronto contra a maioria das empresas
desenvolvedoras do país, que operam sob o sistema de
licenciamento de Software Comercial?
Estas são
algumas das questões que a Câmara Brasileira de
Comércio Eletrônico, representando seus mais de
160 sócios, está trabalhando para ver respondidas.
Apóie-nos nesta importante
missão!

Participe do
Mês da Socidade da Informação no Rio de
Janeiro.
Camara-e.net participará do I Fórum
e-Comércio no Rio Grande do Sul.
Craig Mundie, VP de Políticas e
Estratégias da Microsoft, participa de almoço da
Camara-e.net dia 16 de junho no Centro
Britânico.
A entrevista de hoje é
com o VP de Exportação da Camara-e.net, Gérson
Schmitt, presidente do
Paradigma, sócia fundadora de nossa
entidade.
1) O que pretende fazer
à frente do Comitê de Exportações da
Camara-e.net?
A principal missão na
coordenação desse comitê é promover ações que aumentem
significativamente as exportações de software
brasileiro. Não há mais tempo para longos discursos e
ensaios. É necessário identificar e implementar ações
práticas que possam ter seus resultados mensurados ano a
ano.
2) Qual a relação
entre a Camara-e.net e o projeto
Next?
O NEXT surgiu a
partir de um Grupo de empresas que esteve presente no
BrazilTech 2002, promovido pelo ITS e Câmara-e.net. No
retorno dessa missão, decidimos que essa não seria mais
uma missão de investigação, mas sim o primeiro passo
para nos organizarmos através de uma estratégia
diferenciada para desenvolver um canal de exportação.
Como atuo como VP de Exportação da Câmara e no Comitê
Executivo do NEXT, tenho a oportunidade de sincronizar e
complementar o esforço exportador da indústria
brasileira de software nos dois movimentos, também em
sintonia com a proposta do e-Brasil (Ensaio sobre
diretrizes para setor de TI e comércio eletrônico,
coordenado pela FGV e Câmare-e.net).
3) O que falta para o Brasil aumentar suas
exportações de software e de tecnologia da
informação?
Falta quase tudo! Temos soluções
e talento, mas o mundo globalizado é vencido por ações
de marketing e posicionamento de mercado. Temos sido
muito ruins nessa área. A imagem do Brasil no exterior
continua associada a carnaval, café, futebol, florestas
e mais recentemente criminalidade. Não temos tradição
nem experiência em exportação de tecnologia. É preciso
investir em imagem, capacitação empresarial e
qualificação/certificação de produtos e serviços para
sermos reconhecidos no mercado
externo.
4) Como você vê a
atuação do governo nesse sentido?
Não há uma
política clara, consistente, nem tão pouco inovadora
para desenvolver um modelo brasileiro para formar uma
indústria de software exportadora. Apesar de grande
comprador, o Estado em muito concorre com a iniciativa
privada, eliminando preciosa oportunidade de criação e
aperfeiçoamento de empresas de médio e grande porte, com
competitividade internacional e soluções testadas e
referenciadas no mercado interno. Praticamente todas
empresas públicas, estados e principais municípios, além
de outros organismos dos demais poderes, têm verdadeiras
empresas de tecnologia que jamais exportarão uma linha
de software e dificultam o crescimento do segmento
privado. Não temos um Estado parceiro, temos um Estado
híbrido, por vezes canibal. Faltam políticas claras como
aquelas propostas no documento e-Brasil, que precisam
ser detalhadas com os empresários e governo, a quatro
mãos..
5) Qual a sua opinião sobre a
Sociedade Softex?
O Sofitex, o BNDES, a CACEX
e Apex desejam colaborar com esse processo e possuem
recursos e experiência - mesmo quando adquirida com
experiências sucedidas. Precisamos unirmos a essas
entidades para falarmos em coro, buscando o mesmo
objetivo. Não é aceitável apenas criticarmos que o que
já foi feito não alcançou o resultado esperado. E o que
fizemos nós empresários? Podemos juntos brigar por novas
políticas como draw back tecnológico, "performance bond
fund" para dar garantia de qualidade a nossos clientes
no exterior, recursos para financiar negócios e o
desenvolvimento de novos canais de exportação como o
NEXT, compilação, organização e disponibilização de
informações referentes a indústria de software,
exportação, mercados externos, casos de sucesso e muitas
outras ações e medidas que possam vir a compor uma nova
política de desenvolvimento e apoio a uma indústria
brasileira de software exportadora.
Faltará soja
no futuro para pagar o crescimento do atual déficit da
balança comercial de software que já supera US$ 1,0
bilhão. Nosso mercado interno de US$ 8,0 bilhões cada
vez mais será assediado pelo mercado internacional. Nós
queremos inverter esse processo, mas precisamos ser
considerados como parte da solução e não do problema.
Não esperamos bons resultados de um congresso e governo
que pouco conhecem do assunto. Reivindicamos espaço, voz
e voto, para não sermos mero coadjuvantes como fomos dos
frustrantes resultados das últimas duas
décadas.
6) O que
sua empresa vem fazendo nesse
cenário?
Com quatro anos de
existência e três de presença no mercado de e-commerce,
a Paradigma (www.pta.com.br) celebra sua história de
sucesso com cerca de US$ 7 milhões em vendas, com a
consolidação de seu negócio presente em cerca de 40
diferentes projetos, nos diversos segmentos de comércio
eletrônico. Não apenas em 2002, mas em todo esse
período, a NASDAQ despencou, os investimentos em TI
ficaram mais restritivos e seletivos, levando muitas
empresas e plataformas a reduzirem presença ou deixarem
o segmento de comércio eletrônico no Brasil. Em 2002 a
empresa assegurou um crescimento superior a 100%,
passando a faturar mais de R$ 8,0 milhões, apoiada na
experiência em negócios e processos transacionais de sua
equipe, numa estratégia eficaz de produtização, adequado
posicionamento de marketing e muito esforço comercial. A
liderança de mercado confirmou-se com o “market share”
da ordem de 60% no segmento de G2B - portais de compras
públicas eletrônicas. Esse reconhecimento também foi
registrado pelos prêmios que vem sendo conferidos por
respeitadas entidades como ADVB, FENASOFT, FINEP,
E-MANAGER, B2B MAGAZINE, IDG-Computer World , INTEL
BUSINESS NETWORK e o prêmio mundial da MICROSOFT
CORPORATION, “E-Commerce Solution of The Year”, recebido
na Califórnia/EUA, em 2001. A plataforma Paradigma WBC –
Web Business Center, é hoje a mais completa e flexível
plataforma internacional de comércio eletrônico,
atendendo os mercados de e-Gov (G2B – Govern to
Business), empresas (B2B – Business to Business),
consumidores (B2C – Business to Consumer) e mercado
financeiro e de capitais (FCM – Financial & Capital
Markets). Com essa abrangência e flexibilidade, já
atendeu mais de 40 projetos em doze diferentes setores
econômicos, com “time to market” imbatível (60 a 120
dias), preços competitivos e aderência superior a 80% as
necessidades dos clientes. Clientes e usuários
importantes como Correios, Tractbel, TCO (Vivo),
Pararede (de Portugal), BM&F, BOVESPA, UNIMED
Brasil, Camargo Correa, Governos de São Paulo e
Pernambuco, municípios como Jundiaí, São Bernardo, Santo
André, São José dos Campos, Florianópolis, Itajaí, São
Luis/MA, SEBRAE, FIESC, Interchange, Metrô de SP e Banco
Real, entre muitos outros, demonstram a vertiginosa
trajetória da Paradigma na liderança do mercado de
e-business no Brasil. O desafio agora e continuar
crescendo e alcançar um melhor posicionamento no mercado
externo.

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