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Camara-e.net - 04/novembro
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de Comércio Eletrônico com informações semanais
relacionadas a comércio eletrônico e internet.
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Começa a transição do
Governo FHC para o Governo Lula...
A Câmara Brasileira de Comércio
Eletrônico tem papel fundamental
nesse processo. Nosso principal desafio é
colocar as tecnologias da informação
e os negócios digitais como uma das prioridades
do modelo de desenvolvimento a ser adotado pelo
novo governo.
Nas próximas semanas, faremos reuniões
com sócios da entidade, especialistas
e acadêmicos visando a elaboração
de um documento com cerca de 20 Propostas
para uma Política Nacional de Tecnologia
da Informação e Comércio
Eletrônico, a ser entregue ao
Ministro Pedro Parente e à equipe de
transição na primeira quinzena
de dezembro. Posteriormente, o trabalho será
publicado em forma de cartilha e distribuido
para agentes públicos, formadores de
opinião e imprensa do Brasil e exterior.
Para mais informações, entre em
contato com nossa equipe: (11) 3026-9111 ou
info@camara-e.net.
Seminário
discute possibilidades de parcerias e cooperação
em TI entre o Mercosul e a República
da Coréia.
Sócios
da Camara-e.net tem desconto no Latin America
Business Summit 2002.
Camara-e.net
faz parceria com e-Unlimited. Confira.
Acesse
documentos sobre segurança de dados na
Internet australiana.
Conheça
o posicionamento das principais associações
mundiais sobre Sociedade da Informação/TI/e-commerce.

Com pouco mais de um ano de atividades, a Camara-e.net
se prepara para consolidar seu quadro associativo.
Para debater este e outros assuntos de TI, a
Camara-e.net entrevistou com
exclusividade o Ministro da Casa Civil,
Pedro Parente.
A Camara-e.net é hoje a principal
entidade multi-setorial da Economia Digital
no Brasil. Para o senhor qual a importância
de associar-se a uma Instituição
pioneira como esta?
É muito relevante. O Governo Federal
realizou investimentos da ordem de 5 bilhões
de reais em tecnologia da informação
nos últimos 2 anos. Esses recursos foram
utilizados sistematicamente para ampliar e estimular
o processo de inserção do Brasil
no novo modelo de desenvolvimento baseado na
sociedade da informação, sempre
com foco no cidadão. Os desdobramentos
esperados são a democratização
do acesso à informação,
a universalização na prestação
dos serviços públicos, a proteção
da privacidade individual e a redução
das desigualdades sociais e regionais. No futuro,
espera-se que a sociedade utilize a Tecnologia
da Informação de forma colaborativa,
com a troca de informações gerando
inteligência e contribuindo de forma positiva
para a transformação social. Instituições
como a Câmara Brasileira de Comércio
Eletrônico são estratégicas
e fundamentais para o fortalecimento de mecanismos
de monitoramento da evolução das
iniciativas que fazem uso intensivo de TI no
Brasil, com vistas a traçar e retraçar
continuamente os caminhos desse processo.
Hoje, uma das principais ações
da Camara-e.net tem sido a interlocução
com o Governo a fim de criar bases para a elaboração
de uma Política Nacional de Tecnologia
da Informação e Comércio
Eletrônico. Como o senhor acredita que
é possível ampliar a discussão
deste tema de forma a torná-lo realidade
num curto espaço de tempo?
Um elemento fundamental da política
de governo eletrônico e, mais amplamente,
da própria difusão da sociedade
da informação dentro de nossas
fronteiras, é a garantia de segurança
e privacidade nas transações eletrônicas.
A criação da Infra-estrutura de
Chaves Públicas, a ICP-Brasil, já
permite que hoje se realizem transações
totalmente seguras na Internet. Estabeleceu-se
uma autoridade certificadora raiz, o Instituto
de Tecnologia da Informação (ITI),
que já iniciou o processo de emissão
dos certificados digitais. O Sistema Brasileiro
de Pagamentos se utiliza dessa infra-estrutura
para realizar as transações acima
de 5 mil reais em tempo real.
Mas é preciso consolidar a legislação
sobre negócios eletrônicos. Há
a necessidade de alterar a atual lei que trata
sobre as licitações, para adaptá-la
ao processo de compra pela Internet e conferir
maior agilidade às compras governamentais.
Além disso, questões como a privacidade
das informações do cidadão,
os crimes de informática e a regulamentação
do comércio eletrônico, não
foram tratadas pela medida provisória
editada no ano passado, quando da criação
da ICP-Brasil.
O comércio, a indústria, os governos
estaduais e municipais e toda a rede de computadores
que envolvem o cidadão precisam de alternativas
mais seguras para transitar e negociar pela
Internet. O país pode dar um salto na
convergência e integração
da gestão administrativa, com a maior
amplitude dos procedimentos de assinatura digital
e mensagens eletrônicas dentro do executivo.
Penso que poderíamos ter uma estrutura
permanente de governo, como existe em outros
países, que cuide em tempo integral desse
novo ambiente econômico. O Estado brasileiro
esteve presente para assegurar o ambiente adequado
ao florescimento de transações
eletrônicas, não só em função
da ICP-Brasil, mas da própria participação
em debates sobre o tema, alguns deles promovidos
pela Camara-e.net.
O e-Gov brasileiro já é
reconhecido como um dos mais avançados
do mundo, o Senhor acredita que até o
final deste ano o Governo atingirá ainda
a meta inicial de 100% em sua oferta de serviços
on-line?
O inventário de serviços terminado
em 2001 nos mostrou que apenas 28% dos serviços
e informações que o governo presta
à sociedade ainda não estão
disponíveis na Internet. Constatamos,
num levantamento de ações de Governo
Eletrônico realizado em junho deste ano,
que cerca de 600 novos projetos entraram ou
entrarão no ar até o final de
2002.
Todos os novos serviços estarão
reunidos num único portal, no endereço
www.e.gov.br . Esse portal já possui
cerca de 950 serviços e 11.000 grupos
de informações do governo federal
e cerca de 750 serviços e 10.000 grupos
de informação dos governos estaduais
e municipais. Ainda não podemos afirmar
que 100% dos serviços estarão
ofertados até o fim deste ano, mas chegaremos
bem próximos da meta estabelecida.
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