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Informativo
Camara-e.net - 05/agosto
Você está recebendo a newsletter da Câmara Brasileira de
Comércio Eletrônico com informações semanais
relacionadas à Economia Digital no Brasil e
no mundo.

Na semana passada, a B2B Magazine, com apoio da Camara-e.net, organizou importante reunião entre Sérgio Amadeu, presidente do ITI - Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (Casa Civil), e trinta representantes das principais empresas de software e TI em atuação no país, como a anfitriã Intersystems, CPM, Datasul, Itautec, Microsiga, Microsoft, Paradigma, Politec, Red Hat, Stefanini, Sun, Vesta, IBM, Conectiva, Procwork e Cobra.
Em pauta: o futuro da indústria nacional de software.
Os empresários, pediram informações sobre o que esperar do Governo Lula em termos de políticas públicas voltadas à indústria de TI, com particular atenção às compras governamentais de software. Apresentaram receio quanto à manifestada preferência do atual governo ao software de código fonte aberto, sendo que a esmagadora maioria das empresas desenvolvedoras nacionais trabalham sob o modelo de licença de software proprietário.
Por sua vez, o presidente do ITI, nosso entrevistado deste Informativo Camara-e.net, reafirmou o seu compromisso em promover o chamado Software Aberto, do qual é a principal voz no Governo Lula. Porém, insistiu que ele e outros agentes governamentais têm interesse em debater com o empresariado este e outras assuntos de relevância na formulação de políticas públicas para o progresso das TICs no Brasil.
O principal resultado da reunião foi ter aberto um importante canal de interlocução entre empresas de software e governo. O próximo passo será a elaboração, por parte dos empresários participantes, de um documento com suas dúvidas e sugestões, para servir como pauta e base metodológica para novas reuniões.
B2B Magazine e Camara-e.net coordenaram esse processo. Informe-se!

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Ferreira da Silva e Daniella Dias Ramos
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O Informativo Camara-e.net traz esta semana uma entrevista com Sérgio Amadeu da Silveira, presidente do ITI -Instituto Nacional da Tecnologia da Informação, vinculado à Casa Civil da Presidência da República. Autor do livro "Exclusão Digital: A Miséria na Era da Informação" e professor licenciado da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, Amadeu tem a responsabilidade de presidir o órgão técnico responsável pela ICP Brasil, raíz da certificação digital no Brasil.
Quais são os
principais objetivos do I Fórum de Certificação
Digital, Privacidade e Segurança?
O objetivo central do I Fórum
de Certificação Digital, Privacidade
e Segurança é reunir opiniões
e construir consensos mínimos sobre aspectos
de extrema importância que envolvem esses
temas. A idéia é estabelecer alguns
parâmetros acerca de pontos como a validade
jurídica de documentos digitais, a privacidade
na ICP-Brasil (Infra-Estrutura de Chaves Públicas)
e a viabilidade econômica da certificação
digital. Trata-se de um grande desafio, pois
existem tópicos dentro do Fórum
que estão sendo discutidos em âmbito
governamental pela primeira vez no mundo, caso
da garantia da privacidade na troca de dados
e do capítulo que trata de crimes, provas
e contraprovas na ICP.
A primeira etapa do Fórum,
que é virtual, já está
em andamento. De início, foram estabelecidas
11 subtemas, com um moderador para cada uma
delas. A função dos moderadores
é consolidar e avaliar as posições
apresentadas por especialistas e estudiosos,
cujos artigos serão publicados no site
do ITI (www.iti.br). Na primeira rodada, já
foram disponibilizados 38 artigos para subsidiar
os debates.
O Fórum será
concluído numa segunda etapa presencial,
marcada para os dias 7, 8 e 9 de outubro, em
evento que reunirá representantes do
governo, da sociedade civil, do empresariado
e das universidades na cidade de Brasília.
Qual a importância
da Certificação Digital para a
Sociedade Brasileira?
Garantir segurança nas
transações realizadas por meio
eletrônico tem sido um dos grandes desafios
do mundo moderno. Com a certificação
digital, o ambiente de troca de informações
por via eletrônica se torna mais seguro:
os agentes emissores das mensagens que trafegam
na rede passam a ser claramente identificados
e a integridade dos documentos eletrônicos
pode ser checada por quem os recebe.
O certificado digital possibilita,
por exemplo, que um documento eletrônico
seja assinado digitalmente, inclusive com validade
legal, o que dá garantia para as transações
pela Internet. Até agora, documentos
que trafegavam por esse meio tinham que ser
impressos e assinados para terem validade jurídica.
O processo, porém, não
é importante só para o comércio
eletrônico e para o fluxo de informações
dentro do governo. Em uma sociedade em rede,
a certificação digital é
essencial à cidadania. A defesa e a garantia
da privacidade passam pela popularização
dos certificados digitais.
Por que o setor de
TI é estratégico para o Brasil?
O que falta formular e institucionalizar em
termos de políticas públicas para
o desenvolvimento do setor no Brasil?
Porque o desenvolvimento social
e econômico, nos dias de hoje, depende
da Tecnologia da Informação. Um
País que não dá a devida
importância que esse setor merece, fatalmente
não será capaz de se inserir de
forma autônoma no mundo globalizado. O
desenvolvimento de TI, hoje, é uma atividade
de muito valor agregado.
O governo está tomando
várias iniciativas para que o Brasil
seja um grande desenvolvedor nessa área.
O que falta é a implementação
do conjunto de medidas que já estão
em curso, dentro da nova política de
governo eletrônico. A Rede Brasil de Tecnologia,
lançada recentemente pelo Ministério
de Ciência e Tecnologia, já foi
um passo importante. Também será
relevante a abertura de linhas de crédito
para micro e pequenas empresas que produzem
softwares abertos e não-proprietários.
O que o governo Lula
e o ITI estão fazendo na direção
de uma Política Nacional de Tecnologia
da Informação?
O Comitê Executivo do
Governo Eletrônico, presidido pelo Ministro
da Casa Civil, José Dirceu, criou oito
câmaras técnicas para a coordenação
das políticas que abrangem esse setor
na administração do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva.
O ITI ficou com a coordenação
da Câmara de Implementação
de Software Livre, que conta com a participação
de representantes de 30 ministérios e
já teve quatro reuniões.
O governo quer romper a dispersão
interna na área de Tecnologia da Informação
e incentivar a constante inovação
tecnológica do setor no Brasil, levando-se
em conta o potencial do País no cenário
mundial. Nesse sentido, é fundamental
que o grande poder de compra do Estado esteja
vinculado à estratégia de desenvolvimento
tecnológico nacional, buscando a redução
de gastos com pagamento de licenças de
softwares utilizados no ambiente governamental.
Todo o conjunto de políticas tem como
base a elevação da inclusão
digital como política pública
essencial ao governo eletrônico, em consonância
com as diretrizes do Poder Executivo.
Em termos práticos,
o ITI já realizou, na capital federal,
a I Rodada de Compartilhamento de Software Livre
na Administração Pública,
que contou com a apresentação
de 13 iniciativas de desenvolvimento de programas
abertos e não-proprietários utilizados
dentro da estrutura do poder público.
Além disso, a Imprensa Nacional, a Radiobrás
e o próprio ITI têm em andamento
projetos de migração de seus respectivos
sistemas para softwares livres. Além
disso, estamos dando um salto para o futuro
ao iniciar o desenvolvimento de uma plataforma
criptográfica em código aberto,
plenamente auditável.

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