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Informativo Camara-e.net -
05/maio
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de Comércio Eletrônico com informações semanais
relacionadas à Economia Digital no Brasil
e no mundo. Caso não queira mais recebê-la,
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Nesta quarta-feira, a Câmara
Brasileira de Comércio Eletrônico
comemora dois anos de muito trabalho e grandes
conquistas.
Nossos mais de 160 sócios
são a principal força da entidade.
É com o investimento e o trabalho voluntário
de nossos sócios que conduzimos ações
político-institucionais em diversas áreas,
como:
- Movimento e-Brasil - Tecnologia
da Informação para o Desenvolvimento:
formulação e proposição
de políticas públicas e regulatórias
para o setor;
- Monitoramento parlamentar;
- Coalizão pela Livre Escolha
de Software;
- Comitê de Varejo On-Line:
90% do mercado;
- Cúpula Mundial da Sociedade
da Informação;
- Inclusão Empresarial;
- Índices da Economia Digital:
VOL e B2Bol;
- Networking, eventos, seminários,
portal e publicações.
A Camara-e.net é, hoje, o principal motor institucional do desenvolvimento da Economia Digital no Brasil.
Faça parte deste seleto
grupo... E venha comemorar conosco (clique
aqui).
Camara-e.net completa 2 anos de atividades e promove encontro
nesta quarta feira dia 07 de maio no Centro Britânico à partir das 19h
na Rua Ferreira de Araújo 741 – Pinheiros.
Camara-e.net traz especialista americano em propriedade intelectual
Confira as apresentações do evento "Índices e Métricas da Economia Digital".
Camara-e.net
organizará premiação para
a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação.

Nossa entrevistada desta semana é
com Paula Santos, CEO da Vesta
Technologies e Coordenadora do Comitê
de Governo Eletrônico da Camara-e.net.
Quais os principais temas
tratados pelo Comitê Especial de Governo
Eletrônico?
Estaremos tratando de quatro
tópicos principais, a seguir: a reavaliação
da política de governo eletrônico
do Brasil, as melhores práticas de governo
eletrônico do mundo e como estas práticas
podem ser implementadas no Brasil, a exportação
de softwares nacionais de governo eletrônico
para outros países e, por fim, um tópico
polêmico mas importantíssimo que
e o Estado como parceiro tecnológico
e não como competidor na área
da tecnologia da informação. Estes
temas serão tratados em curto prazo (seis
meses) mas com a adesão de empresas sócias
ao Comitê de Governo Eletrônico
trabalharemos em conjunto na definição
de outras prioridades para o setor.
Como analisa o cenário
do governo eletrônico no Brasil?
A obrigação de
qualquer governo é servir ao cidadão.
Porém, até pouco tempo atrás,
oferecer serviços públicos eficientes
se constituía em um problema sem solução.
Agora, surge uma resposta para o dilema das
organizações públicas,
que necessitam melhorar a oferta de serviços
e ao mesmo tempo respeitar os orçamentos
apertados. Trata-se do e-Government.
A utilização
da Internet como ferramenta para os negócios
chega à atividade governamental para
oferecer saltos de qualidade e transparência,
introduzindo uma nova forma de trabalho, sustentada
pela tecnologia e imprimindo a agilidade tão
necessária para a otimização
dos processos da administração
pública. Soluções de alta
tecnologia aumentam a comunicação,
facilitam os serviços, cortam custos
e asseguram um novo patamar de eficiência
e satisfação dos contribuintes.
O governo eletrônico
vai muito além de vender licenças
públicas pela internet, por exemplo.
Podemos afirmar que o conceito de e-government
é uma das iniciativas de transformação
de uma sociedade industrial para a sociedade
da informação. E a informação
é o fator estratégico para a construção
deste novo modelo de gestão pública,
o governo eletrônico, que permite que
o cidadão faça, por exemplo, o
licenciamento do veículo pela internet,
ou então, pague impostos e obtenha alvarás,
entre outros serviços básicos
providos pelo setor público.
O e-government no Brasil já
é uma realidade, permitindo a conexão
eletrônica entre administrações
públicas, cidadãos e organizações
e abrange os três níveis do conceito
de governo eletrônico, que chamamos de
G2G, G2B e G2C, ou melhor, de Administração
Pública para Administração
Pública (G2G), da Administração
Pública para o mundo dos Negócios
(G2B), e finalmente, da Administração
Pública para o Cidadão (G2C).
O primeiro passo das iniciativas
de governo eletrônico, onde estão
os processos de colaboração entre
diferentes órgãos dos governos
federal, estaduais e municipais, compreende
o G2G (Government to Government).
O G2B (Government to Business),
segundo passo das iniciativas de governo eletrônico,
compreende ações como a transferência
para a internet de grande parte dos processos
de compras dos governos, através de grandes
portais que concentram suas transações.
Hoje, já temos como
exemplificar esta iniciativa com casos de grande
sucesso e resultados positivos, como um grande
número de prefeituras automatizando on-line
os seus processos de compras como as prefeituras
de São Paulo, Bahia, Paraná e
modelos inovadores como CidadeCompras, portal
de compras municipais. Este último, oferecido
pela Confederação Nacional dos
Municípios para um potencial de mais
de 5.000 municípios, oferecerá
agilidade e transparência, além
de redução de custos, controle
de acesso e segurança nas transações.
Um fato interessante está na contratação
coletiva do Portal de Compras, que permite a
redução de custos para os municípios
em até 95%, além de suportar a
integração com o ComprasNet (Portal
de compras do Governo Federal). Mais um ponto
para o Brasil que começa também
a integrar governo federal e municípios.
Iniciativas do governo brasileiro,
como o ComprasNet, viraram referência
internacional na área de e-government,
já tendo recebido diversos prêmios,
como o selo de Boa Prática de Governança
Eletrônica, conferido pela Comunidade
Econômica Européia, e o Prêmio
Hélio Beltrão, oferecido pelo
Ministério da Administração.
Já o G2C (Government
to Citizen) tem exemplos muito positivos que
facilitam a vida do cidadão, como serviços
de licenciamento de veículos e pagamento
de IPVA, a facilidade de registro de Boletins
de Ocorrência via Web oferecida pela Secretaria
de Segurança Pública de São
Paulo e, mais recentemente, a possibilidade
do contribuinte pagar impostos através
do Receitanet, site da Receita Federal. Nesse
estágio de e-Gov, o cidadão começa
a interagir cada vez mais com o governo passando
a ter acesso às facilidades oferecidas
pela tecnologia. É o caminho da transparência
e agilidade!
Exemplos como os citados aqui,
mostram que o Brasil realmente está no
caminho certo quando falamos em Governo Eletrônico.
Prova disso, além do reconhecimento internacional,
vem do crescente investimento do governo em
TI e sua preocupação com a exclusão
digital. Para 2003, podemos listar uma média
de 45 projetos que fazem parte da lista de prioridades
do governo.
Tudo isso demonstra claramente
que o processo de Governo Eletrônico no
Brasil, embora ainda no início, já
é muito avançado em relação
aos outros países, inclusive do chamado
primeiro mundo, sendo elogiado e usado como
referência em congressos e estudos internacionais.
É um caminho rápido, avançado
e sem volta, que em breve significará
para o cidadão brasileiro uma interação
muito grande com o poder público. Ponto
para nós.
Como está o
processo do governo eletrônico na América
Latina?
A América Latina possui
vários estágios de desenvolvimento
de e-Government dependendo de qual país
dirigimos a nossa atenção. Por
exemplo, o México depois do Brasil é
o país com maior avanço nesta
área. O México além de
ter iniciativas em produção para
todo o ciclo Administração-Empresa-Cidadão-Administração
possui um avançado fundo de investimentos
do Banco de Desenvolvimento e do Banco Mundial
para colocar todos os serviços de atendimento
ao cidadão e a empresas na Internet.
O Instituto de Tecnologia de Monterrey e o Monterrey
Tech com apoio do governo mexicano lançou
a “Universidade do Futuro” através
da Internet com o programa de Distance Learning
que oferece doutorados e MBAs a 43 mil estudantes
em 84 sites institucionais.
A cidade de Bogotá através
do Prefeito Enrique Penalosa baniu qualquer
carro privado das ruas de Bogotá por
um dia, entre 6:30 da manha a 7:30 da noite
no dia 24 de Fevereiro de 2000 com a intenção
de reduzir a poluição e o transito
pesado na região. Este exemplo nada teria
a ver com governo eletrônico se não
fosse a Internet. Através da Internet
o Governo Colombiano interagiu com o fórum
Frances EcoPlan para obter toda a expertise
e assistência técnica necessária
para colocar webcams em toda a cidade. Este
exemplo de sucesso serviu de exemplo para várias
outras cidades ao redor do mundo, como a cidade
de Praga que sugeriu a formação
de um Car-free day baseado no modelo de Bogotá.
Na Argentina, o governo eletrônico
esta fazendo com que a comunidade participe
do trabalho da polícia, colhendo informações
e inteligência para a prevenção
de crimes, publicando na Internet fotografias
de pessoas desaparecidas, alem de um site seguro
com e-mail para que se possa reportar crimes
e suspeitos.
A Bolívia, Colômbia,
Chile, Jamaica, Venezuela e vários países
do Caribe já possuem projetos piloto
para Compras Governamentais e Arrecadação
de tributos on-line.
O Brasil serve de referência
a vários países da América
Latina na implantação de governo
eletrônico. A maioria dos países
aprende com o Brasil as melhores práticas
em governo eletrônico, as mudanças
em legislação e acompanham atentamente
todos os casos de sucesso em nosso país.
Mas, o fato relevante a comentar é que
a grande maioria dos países da América
Latina já possui investimentos financeiros
de entidades internacionais para promover mudanças
a favor da transparência, agilidade e
conveniência das informações
e modernização em todas as frentes
de serviços voltados à comunidade
e às empresas.
O que a sua empresa
está fazendo neste cenário?
Inegavelmente o progresso da
VESTA na América Latina com sua plataforma
de Compras Governamentais e Arrecadação
de tributos on-line ganha impulso em warp speed
na conquista de novos clientes e novos mercados.
Em 2001, o Governo Federal Brasileiro padronizou
a plataforma de leilões (pregão
eletrônico) através do Comprasnet,
utilizando a plataforma VESTA eGov Compras.
A partir daí, fechamos três outros
grandes contratos para e-Procurement e Pregão
para governos federais na América Latina.
Um desses países é o Governo da
Bolívia que disponibilizará a
plataforma da VESTA para as 340 municipalidades
do país até o final de 2003. O
Governo Boliviano já integrou as cidades
de La Paz e Cochabamba aos seus sistemas legados.
Os outros dois paises que vendemos nossa solução,
estão em projeto piloto e lançaram
sistemas para produção a partir
do segundo semestre deste ano. Somente com a
plataforma de Compras temos cinco países
na América Latina e dois outros na Europa
como potenciais compradores. Somos líderes
neste segmento de mercado.
A VESTA apóia o governo
eletrônico brasileiro nos maiores projetos
já desenvolvidos no país. No ano
de 2000 e todos os anos a seguir, o Serpro –
empresa de TI do Governo Federal – faz
uso da parceria com a VESTA, utilizando nossa
tecnologia de pagamentos on-line para o Gateway
de arrecadação do ReceitaNet (pagamento
do Imposto de Renda pela Internet) e da Procuradoria
Geral da Fazenda.
A VESTA também em parceria
com a UNISYS foi a responsável por desenhar
a arquitetura da urna eletrônica brasileira
utilizada nas ultimas eleições
no Brasil. Esta plataforma hoje está
sendo comercializada para oito paises diferentes
e dois estados americanos. No Paraguai, as eleições
acontecem em breve, na Argentina o primeiro
turno já é dentro de um mês,
no ano que vem serão os EUA o próximo
cliente em potencial, ou seja, onde há
governo, com certeza a VESTA estará lá
atrás de um bom negócio.
Além de todas as iniciativas
acima, a VESTA também participa de várias
entidades de classe para promover as melhores
políticas e práticas em governo
eletrônico, além de contribuições
em eventos internacionais como consultoria especializada
neste segmento.

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