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Informativo Camara-e.net - 10/fevereiro
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recebendo a newsletter da Câmara Brasileira de
Comércio Eletrônico com informações semanais
relacionadas a comércio eletrônico e internet. Caso não
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A Câmara Brasileira
de Comércio Eletrônico
começou o ano de 2003 liderando vários
projetos de extrema relevância para a
Economia Digital no país. Estamos trabalhando
em distintas frentes, formulando políticas
públicas através do movimento
e-Brasil, monitorando a atividade parlamentar,
liderando a Coalizão pela Livre Escolha
de Software, promovendo exportações
brasileiras, participando de fóruns internacionais
de negociações e colaborando com
o Governo Federal em seu principal programa,
o Fome Zero (veja notas abaixo).
Esse trabalho vem recebendo
o reconhecimento das principais empresas do
país, que estão aderindo à
nossa entidade para também participar
do processo, estratégico, de influenciar
o presente e o futuro do comércio eletrônico
no Brasil.
Nas últimas semanas
recebemos a adesão de pesos pesados como
Banco do Brasil, BSA - Business Software Alliance,
Buscapé, Caixa Econômica Federal,
Invent, Sony Brasil, Unimed Confesp, Yahoo!
Brasil, SAP do Brasil, Real Networks, InvestNews
e CRK Informatica, que fortalecem nosso quadro
associativo, hoje composto por 150 sócios
(veja
lista completa).
Junte-se a vanguarda
da Economia Digital do Brasil!
Camara-e.net
lança projeto e-Brasil.
IndiaSoft
2003 se realizará entre 20 e 22 de fevereiro.
Camara-e.net
pede espaço na Internet por Fome Zero.
Camara-e.net
, ITS e Kotra organizam missão comercial para Coréia em
fevereiro.
A Camara-e.net e o Departamento
de Comércio dos EUA organizam uma delegação
brasileira para visitar a CeBIT. Veja como participar.

A entrevista desta edição
é com Tadao Takahashi,
Coordenador do Programa Sociedade da Informação
e criador e ex-Diretor Geral da Rede Nacional
de Pesquisa (RNP), que foi a origem da Internet
brasileira.
O que podemos entender
por “Sociedade da Informação”?
O termo “Sociedade da Informação”,
hoje, designa e qualifica a sociedade que se
imagina que está sendo criada no mundo
(e obviamente em cada país), sob o impacto
da utilização intensiva de Tecnologias
da Informação e Comunicação
(TICs) em todas as atividades, públicas
e privadas, coletivas e individuais, profissionais
e familiares. Há muitos “clichês”
acerca das características fundamentais
de tal sociedade, tais como o alcance global
e o caráter instantâneo da comunicação,
a capacidade espantosa de geração
e processamento de informações,
o potencial de novos serviços públicos
baseados em transações em tempo
real, etc. Todos esses clichês são
justificados. O que talvez valha a pena acrescentar
é o fato de que essa nova sociedade inevitavelmente
chega a cada pessoa, em cada país, mais
cedo ou mais tarde, e de forma mais organizada
ou menos organizada, com vencedores e perdedores.
De modo que o grande desafio de cada país
face ao fenômeno global da Sociedade da
Informação não é
o de decidir se o país quer ou não
uma Sociedade da Informação, posto
que ela está se formando ao redor de
todos nós, desejemos ou não. O
desafio é o de se estruturar e se planejar
para se beneficiar desse novo modelo de organização
social e, ao mesmo tempo, limitar e circunscrever
seus malefícios.
Como vê o Brasil
nesse contexto?
No geral, acho que o Brasil
vai bastante bem. Os diversos setores (obs.:
o Setor Público, o Setor Privado, o Terceiro
Setor) no Brasil têm incorporado inovações
tecnológicas com grande rapidez e competência,
em suas atividades tradicionais. Há por
outro lado várias iniciativas nacionais
de caráter abrangente, como o próprio
Programa Sociedade da Informação
(SocInfo) que eu coordeno, que buscam ativamente
fomentar ações de articulação
estratégica entre os diversos setores.
No caso do SocInfo, o papel central de alavancagem
de ações é conferido ao
Governo Federal. Outras iniciativas de teor
similar partem da ótica do Setor Privado,
do Terceiro Setor, e da Área Acadêmica.
No todo, acho que há
muita energia sendo dedicada à evolução
rápida do Brasil rumo à Sociedade
da Informação, e muito mais potencial
ainda por ser devidamente canalizado para o
tema.
O que falta?
Acho que faltam duas coisas.
Primeiramente, uma visão mais aprofundada
sobre políticas públicas na área
de TICs (e/ou com o concurso de TICs) e a tradução
de tal visão em projetos concretos. Por
exemplo, falta um plano abrangente de disponibilização
de informações e serviços
públicos para o cidadão via Internet.
Colocar em web é parte da solução.
Disponibilizar acesso à Internet via
Centros Comunitários é também
parte importante da solução. Mas
falta responder a questões como: quem
paga o processo de decolagem? quem paga a manutenção
em regime da atividade? quais são os
desafios concretos da difusão de informações
via meios eletrônicos para uma população
com baixa formação, mas com muita
curiosidade? etc.
Segundo, creio que falta melhor
articulação de ações
entre os Setores, e especialmente dentro de
cada Setor, acerca de visão estratégica
global e capacidade de mobilização
de ações rumo à Sociedade
da Informação. Por exemplo, o
Setor Público e o Setor Privado ainda
não operam ações estratégicas
de comum acordo e concepção nesse
tema. Dentro do Setor Privado, as ações
de, digamos, CNI, CNC, SEBRAE, FEBRABAN, etc.,
acerca de posições a concertar
para a Cúpula Mundial da Sociedade da
Informação são ainda embrionárias,
na melhor das hipóteses.
Qual o papel da Camara-e.net
e outros grupos organizados como agentes desse
processo?
No âmbito do Setor Privado,
acho que o papel de organismos como a Camara-e.net
será certamente vital, como catalisadores
de um processo cujos campeões políticos
(tais como CNI, CNC, etc.) ainda estão
ensaiando movimentos.
Por outro lado, a articulação
de ações dentro do Setor Privado
como um todo é absolutamente essencial
para que, em um nível superior, se articulem
as visões e ações entre
o Setor Público, o Setor Privado e o
Terceiro Setor. Para que “três elefantes
dancem em conjunto”, cada um tem de aprender
a dançar individualmente, embora com
olhos e ouvidos para todo o salão. E
aqui é que organizações
de representação e de reconhecida
agilidade como a Camara-e.net podem, com competência
e energia, acelerar a coreografia e, mesmo,
ajudar a compor algumas peças de orquestra
e coro.

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