Informativo Camara-e.net - 11 de março de 2002

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A reunião na última semana com o Ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, foi um passo importante dentro dos esforços constantes da Camara-e.net para interagir com o Governo. Esta interlocução com poder público nas questões referentes ao setor é fundamental para agilizar o processo de Inclusão Digital, sem falar no acompanhamento das medidas regulatórias. A apresentação com o raio X do e-commerce no Brasil feita ao Ministro pelos Representantes do Comitê Executivo e sócios da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico trouxe mais apoio para a criação de uma Política Nacional de Tecnologia da Informação e Comércio Eletrônico.

Outra sugestão feita ao Ministro foi a Criação de Comissão Especial no Congresso Nacional, reunindo todos os Projetos de Lei em tramitação e que de alguma forma afetam o comércio eletrônico no Brasil.

Para ter acesso a apresentação para o Ministro clique aqui.

Representantes da Camara-e.net discutem e-commerce no Mercosul, em Buenos Aires. [ + ]

Casa Civil certificará documentos eletrônicos da Presidência. [ + ]

Governo amplia Programa Acessa São Paulo. [ + ]

Aumenta média de idade de compradores on-line. [ + ]

Compradores on-line nos EUA devem chegar a 132 milhões até 2006. [ + ]

Fundação Telefônica lança primeiro portal gratuito de educação.[ + ]

Compaq e CDI inaugura escola de informática e cidadania. [ + ]

A Entrevista desta semana é com Caio Túlio Costa, diretor-geral do Universo Online e vice-presidente de Estratégia da Camara-e.net, que fala sobre consolidação dos provedores, desenvolvimento do e-commerce e inclusão digital..

Analistas do setor apontam que este será o ano da consolidação dos provedores de Internet no Brasil. O que se pode esperar do cenário em 2002, ainda há espaço para novas fusões?
Acho precipitado afirmar que será o ano da consolidação. Gastaremos ainda alguns anos antes da dita consolidação. O mercado deve sofrer muitas mudanças em razão da própria regulamentação - regras refeitas, regras novas - e em função do acesso de alta velocidade, seja via cabo, linha telefônica, satélite ou sem fio. No caso de fusões e aquisições, sim, sem dúvida existe espaço para elas. No Brasil existem mais de mil provedores. É inegável que virá um enxugamento deste número. Isto ocorreu em todos os outros mercados.

As compras on-line têm dobrado de volume a cada ano, quais as expectativas do UOL em relação a este segmento?
As melhores expectativas. O comércio eletrônico está crescendo bastante, dobrou o tíquete médio no ano passado em relação ao anterior. Mas os números absolutos de faturamento ainda são pequenos e a curva de crescimento nem chegou perto daquele momento em que se torna uma curva exponencial. Para que isto aconteça temos dois grandes desafios pela frente: 1) mostrar aos internautas que a transação online é 100% segura e 2) trazer escala, ou seja, muito mais consumidores, para esta operação.

Na sua opinião, quais os pontos que ainda dificultam o desenvolvimento do comércio eletrônico no Brasil?
O que mais dificulta, por incrível que pareça, é a falta de oferta de lojas e produtos, a falta de investimento em lojas online, principalmente das empresas tradicionais. Com raras exceções elas ainda não acordaram para este moderno, eficiente e rentável canal de vendas.

Hoje, estima-se em cerca de 14 milhões o número de usuários de Internet no Brasil. Qual o caminho para aumentar a inclusão digital dos brasileiros?
As classes A e B estão, em grande parte, já conectadas. Para chegarmos às classes C e D precisamos de computadores mais em conta e da tarifa plana de telefonia para a Internet. Com isto aumentaremos em muito a penetração junto à população. A Anatel está trabalhando na regulamentação da tarifa plana e ela deverá ser realidade ainda neste ano de 2.002. Computadores mais baratos, em grande parte, pode-se ter caso consigamos baixar os impostos.