
A
reunião na última semana com o Ministro do Desenvolvimento,
Sérgio Amaral, foi um passo importante dentro dos esforços
constantes da Camara-e.net para interagir com o Governo.
Esta interlocução com poder público nas questões referentes
ao setor é fundamental para agilizar o processo de Inclusão
Digital, sem falar no acompanhamento das medidas regulatórias.
A apresentação com o raio X do e-commerce no Brasil feita
ao Ministro pelos Representantes do Comitê Executivo e sócios
da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico trouxe
mais apoio para a criação de uma Política Nacional de
Tecnologia da Informação e Comércio Eletrônico.
Outra
sugestão feita ao Ministro foi a Criação de Comissão
Especial no Congresso Nacional, reunindo todos os Projetos
de Lei em tramitação e que de alguma forma afetam o comércio
eletrônico no Brasil.
Para
ter acesso a apresentação para o Ministro clique
aqui.
Representantes da Camara-e.net discutem e-commerce no Mercosul,
em Buenos Aires. [ +
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Casa Civil certificará documentos eletrônicos da Presidência.
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Governo amplia Programa Acessa São Paulo. [
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Aumenta média de idade de compradores on-line.
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Compradores on-line nos EUA devem chegar a 132 milhões
até 2006. [ +
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Fundação Telefônica lança primeiro portal gratuito de
educação.[
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Compaq e CDI inaugura escola de informática e cidadania.
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A Entrevista desta semana é com Caio Túlio Costa,
diretor-geral do Universo Online e vice-presidente
de Estratégia da Camara-e.net, que fala sobre consolidação
dos provedores, desenvolvimento do e-commerce e inclusão
digital..
Analistas
do setor apontam que este será o ano da consolidação dos
provedores de Internet no Brasil. O que se pode esperar
do cenário em 2002, ainda há espaço para novas fusões?
Acho precipitado afirmar que será o ano da consolidação.
Gastaremos ainda alguns anos antes da dita consolidação.
O mercado deve sofrer muitas mudanças em razão da própria
regulamentação - regras refeitas, regras novas - e em função
do acesso de alta velocidade, seja via cabo, linha telefônica,
satélite ou sem fio. No caso de fusões e aquisições, sim,
sem dúvida existe espaço para elas. No Brasil existem mais
de mil provedores. É inegável que virá um enxugamento deste
número. Isto ocorreu em todos os outros mercados.
As
compras on-line têm dobrado de volume a cada ano, quais
as expectativas do UOL em relação a este segmento?
As melhores expectativas. O comércio eletrônico está crescendo
bastante, dobrou o tíquete médio no ano passado em relação
ao anterior. Mas os números absolutos de faturamento ainda
são pequenos e a curva de crescimento nem chegou perto daquele
momento em que se torna uma curva exponencial. Para que
isto aconteça temos dois grandes desafios pela frente: 1)
mostrar aos internautas que a transação online é 100% segura
e 2) trazer escala, ou seja, muito mais consumidores, para
esta operação.
Na
sua opinião, quais os pontos que ainda dificultam o desenvolvimento
do comércio eletrônico no Brasil?
O que mais dificulta, por incrível que pareça, é a falta
de oferta de lojas e produtos, a falta de investimento em
lojas online, principalmente das empresas tradicionais.
Com raras exceções elas ainda não acordaram para este moderno,
eficiente e rentável canal de vendas.
Hoje,
estima-se em cerca de 14 milhões o número de usuários de
Internet no Brasil. Qual o caminho para aumentar a inclusão
digital dos brasileiros?
As classes A e B estão, em grande parte, já conectadas.
Para chegarmos às classes C e D precisamos de computadores
mais em conta e da tarifa plana de telefonia para a Internet.
Com isto aumentaremos em muito a penetração junto à população.
A Anatel está trabalhando na regulamentação da tarifa plana
e ela deverá ser realidade ainda neste ano de 2.002. Computadores
mais baratos, em grande parte, pode-se ter caso consigamos
baixar os impostos.