Informativo Camara-e.net - 25 de fevereiro de 2002

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A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico iniciou um ciclo de importantes encontros com especialistas do mercado e representantes do Governo para discutir temas relacionados à Tecnologia da Informação. O primeiro desses debates já aconteceu. Na última quinta-feira, os sócios da Camara-e.net receberam em sua sede Rogério Antônio Sampaio Parente Vianna, coordenador do Comitê Executivo de Comércio Eletrônico e Gerente de Programas da Secretaria de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio [ + ] . Entre outras coisas, os sócios da Camara-e.net foram convidados a participarem de projetos especiais em parceira com o Ministério.

As próximas reuniões devem contar com as presenças de Solon Lemos Pinto (Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação) e Vanda Scartezini (Secretaria de Política de Informática).

No entanto, outro encontro ainda mais ambicioso está sendo organizado. A Camara-e.net criará um Grupo de Trabalho ALCA/Mercosul, desta vez para discutir Comércio Eletrônico em âmbito pan-regional [ + ]. O objetivo é aumentar nossa colaboração nas discussões internacionais, como aconteceu recentemente no Panamá durante a reunião da ALCA, já tendo em vista o convite do Ministério das Relações Exteriores para participarmos de outras reuniões do gênero.

O período agora é de debates. Com a fundamental participação dos sócios nestas
discussões, com certeza faremos do Comércio Eletrônico o expoente da nossa economia.

Em breve, todo o conteúdo da apresentação estará disponível no www.camara-e.net.

Camara-e.net criará Grupo de Trabalho ALCA/Mercosul para debater o Comércio Eletrônico em âmbito pan-regional. [ + ]

Pesquisa prevê U$ 1 tri para e-commerce mundial. [ + ]

Rio inaugura este mês primeira universidade a distância do país. [ + ]

Endeavor e Você S/A.lançam prêmio Empreendedores do Novo Brasil. [ + ]

Austrália amplia controle ao spam. [ + ]

Provedores americanos unem-se no combate ao spam. [ + ]

Venda de PCs no Brasil cresceu 8,3% em 2001. [ + ]

United Nations Commission for International Trade Law realizará convenção internacional sobre regras para contratos eletrônicos. [ + ]

Tribunal Britânico usará Internet em audiências e julgamentos. [ + ]

Comissão de Licitação da rede Br@sil.Gov habilita empresas. [ + ]

Número de Internautas no mundo é de 446 milhões. [ + ]

A entrevista desta semana é com Paula Santos, CEO da Vesta, que fala sobre tendências em tecnologias e planos para 2002.

Você foi única brasileira convidada para falar no Congresso da Business Software Alliance, realizado recentemente nos EUA. Quais as novas tendências para a Internet discutidas nesse evento?
A Business Software Alliance (BSA) patrocinou o Primeiro Global Tech Summit em Dezembro de 2001 com um público de: CEOs de várias partes do mundo; líderes do Governo Americano: Richard Clarke (Conselheiro Senior do Presidente Americano George Bush para assuntos relacionados à Segurança na Internet (Cyberspace Security ), Embaixador Robert B. Zoellic (Principal Chief Negotiator e Conselheiro Senior das políticas administrativas de Trade do Governo Bush) e membros do Senado Americano, como Senadora Maria Cantwell e o Senador Republicano Billy Tauzin; Imprensa Internacional e Grandes líderes de Desenvolvimetno de Software, entre eles: Steve Ballmer (Microsoft), John Thompson (Symantec), Brian O'Higgins e Bill Conner (Entrust), Sandra England (Network Associates) e Red Burgess (Macromedia).

Os principais tópicos discutidos e que podem tornar diretivas do setor de IT são os relacionados a: Confiança em Conectividade: Segurança e Privacidade na Internet; Free and Open International Trade e Investimentos na área de Tecnologia de Infra-estrutura.

Um dos pontos fortes da Vesta é o trabalho desenvolvido para o Governo Eletrônico brasileiro, o e-Gov, considerado um dos mais avançados do mundo. O que há de novo neste setor?
O plano de e-Gov é um plano de negócios para tornar o governo mais estratégico detalhando como a Internet poderá ser utilizada para: 1) integrar serviços entre órgãos governamentais com objetivos afins e complementares. 2) mudar o mindset e a cultura de compra para o "mais ágil, melhor e mais barato", valores do e-Commerce tradicional para os serviços públicos.

Apesar do governo ter sido o pioneiro no nascimento da Internet (ARPANET, 1972), o governo ainda é muito moroso na transição da sociedade Industrial à sociedade da Informação. Em quase todos os segmentos e em todos os diferentes perfis destes segmentos, a iniciativa privada foi o grande fator propulsor da inovação, sejam eles o e-mail, a Internet (World Wide Web), intranets, extranets, banda larga, video streaming, portais, Internet sem fio (wireless). O Governo precisa ser competitivo e levar para a iniciativa privada a performance sempre à frente. O objetivo do e-Gov é o do re-alinhamento com a comunidade para o crescimento.

Entre as novidades do Comprasnet, primeiro portal do Governo Federal de compras estão: 1.inclusão de todos os órgãos do governo federal para adoção padronizada no processo de compras do governo. Este processo será livre e aberto para qualquer cidadão acompanhar o andamento de todas as licitações e pregões eletrônicos. 2. download de editais e de request for proposal do governo. 3. alertas por email e wireless (celulares e PDA) sobre informações relativas ao processo de compra do governo. 4. prover serviços aos 140.000 fornecedores do governo, como catalogação eletrônica e acesso aos sistemas estruturadores do governo.

Como coordenadora do Comitê de Governo Eletrônico da Camara-e.net, quais os objetivos imediatos para este segmento?
O objetivo imediato do Grupo de Governo Eletrônico é de sermos instigadores em mudanças que tirem o Governo da época Industrial (burocrática e ineficiente) para o Governo eletrônico que deve ser "customer-driven". Para isto estamos formando grupos de trabalho que direcionem a administração pública a se reinventar, aprovando medidas de lei e projetos que:

1) cortem custos e aumentem a eficiência do governo para com seus cidadãos e a comunidade: transparência nas compras do governo, segurança e privacidade de informações;

2) facilitem o desenvolvimento econômico: aprovação de medidas que favoreçam o comércio eletrônico entre o Governo e as Empresas (G2B), entre o Governo e o próprio Governo (G2G) (colaboração intra-governamental) e o Governo Brasileiro e outros Governos (G2G);

3) vão de encontro às expectativas do cidadão (G2C): o governo precisa oferecer serviços democráticos e convenientes ao cidadão, serviços que tiram os cidadãos da fila para o mundo on-line: 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Alguns objetivos de médio prazo são:

- Manter o comércio eletrônico livre: facilitar a importação e a exportação de software, hardware e mercadorias pela Internet: reforçar medidas contra a imposição de impostos e tarifas extras neste medium.

- Fortalecimento da Inclusão digital como fator de competitividade do povo e do Governo Brasileiro.

- Acessibilidade das informações: medidas que promovam o acesso a Internet como direito de cada cidadão. Envolvimento das principais empresas brasileiras como co-responsáveis junto ao governo federal no desenvolvimento de infraestrutura necessária.


Quais os projetos da Vesta para 2002?
A Vesta Technologies recebeu seu segundo aporte de capital em Setembro de 2001 trazendo novos sócios acionistas, como o BancBoston e a Latintech Weblab (Fundo de investimentos em tecnologia para a America Latina) com o objetivo de ser uma empresa latino-americana líder no desenvolvimento de soluções para o segmento Governo e Financeiro.

Nossos projetos para e-Government incluem o que chamamos internamente de o ABC do e-Government:

E-Government Instuticional: publicação e gerenciamento de informações e serviços de A a C (Administração para o Cidadão);

E-Governement Transacional: serviços da Administração pública para empresas (Adm/Business);

E-Government Colaborativo: projetos que trabalhem com o fluxo de informação e integração entre Administração pública e Administração pública.