
A
Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico
iniciou um ciclo de importantes encontros com especialistas
do mercado e representantes do Governo para discutir temas
relacionados à Tecnologia da Informação.
O primeiro desses debates já aconteceu. Na última
quinta-feira, os sócios da Camara-e.net receberam
em sua sede Rogério Antônio Sampaio Parente
Vianna, coordenador do Comitê Executivo de Comércio
Eletrônico e Gerente de Programas da Secretaria de
Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio [ +
] .
Entre outras coisas, os sócios da Camara-e.net foram
convidados a participarem de projetos especiais em parceira
com o Ministério.
As
próximas reuniões devem contar com as presenças
de Solon Lemos Pinto (Secretaria de Logística e Tecnologia
da Informação) e Vanda Scartezini (Secretaria
de Política de Informática).
No
entanto, outro encontro ainda mais ambicioso está
sendo organizado. A Camara-e.net criará um Grupo
de Trabalho ALCA/Mercosul, desta vez para discutir Comércio
Eletrônico em âmbito pan-regional [ +
]. O objetivo é aumentar nossa colaboração
nas discussões internacionais, como aconteceu recentemente
no Panamá durante a reunião da ALCA, já
tendo em vista o convite do Ministério das Relações
Exteriores para participarmos de outras reuniões
do gênero.
O período agora é de debates. Com a fundamental
participação dos sócios nestas
discussões, com certeza faremos do Comércio
Eletrônico o expoente da nossa economia.
Em
breve, todo o conteúdo da apresentação
estará disponível no www.camara-e.net.
Camara-e.net criará Grupo de Trabalho ALCA/Mercosul
para debater o Comércio Eletrônico em âmbito
pan-regional. [ +
]
Pesquisa prevê U$ 1 tri para e-commerce mundial.
[ +
]
Rio inaugura este mês primeira universidade a distância
do país. [ +
]
Endeavor e Você S/A.lançam prêmio
Empreendedores do Novo Brasil. [
+
]
Austrália amplia controle ao spam.
[ +
]
Provedores americanos unem-se no combate ao spam.
[ +
]
Venda de PCs no Brasil cresceu 8,3% em 2001.
[ +
]
United Nations Commission for International Trade
Law realizará convenção internacional
sobre regras para contratos eletrônicos. [
+
]
Tribunal Britânico usará Internet em
audiências e julgamentos. [ +
]
Comissão de Licitação da rede
Br@sil.Gov habilita empresas. [ +
]
Número de Internautas no mundo é de
446 milhões. [ +
]

A
entrevista desta semana é com Paula Santos, CEO da Vesta,
que fala sobre tendências em tecnologias e planos para 2002.
Você
foi única brasileira convidada para falar no Congresso da
Business Software Alliance, realizado recentemente nos EUA.
Quais as novas tendências para a Internet discutidas nesse
evento?
A Business Software Alliance (BSA) patrocinou o Primeiro
Global Tech Summit em Dezembro de 2001 com um público de:
CEOs de várias partes do mundo; líderes do Governo Americano:
Richard Clarke (Conselheiro Senior do Presidente Americano
George Bush para assuntos relacionados à Segurança na Internet
(Cyberspace Security ), Embaixador Robert B. Zoellic (Principal
Chief Negotiator e Conselheiro Senior das políticas administrativas
de Trade do Governo Bush) e membros do Senado Americano,
como Senadora Maria Cantwell e o Senador Republicano Billy
Tauzin; Imprensa Internacional e Grandes líderes de Desenvolvimetno
de Software, entre eles: Steve Ballmer (Microsoft), John
Thompson (Symantec), Brian O'Higgins e Bill Conner (Entrust),
Sandra England (Network Associates) e Red Burgess (Macromedia).
Os
principais tópicos discutidos e que podem tornar diretivas
do setor de IT são os relacionados a: Confiança em Conectividade:
Segurança e Privacidade na Internet; Free and Open International
Trade e Investimentos na área de Tecnologia de Infra-estrutura.
Um
dos pontos fortes da Vesta é o trabalho desenvolvido para
o Governo Eletrônico brasileiro, o e-Gov, considerado um
dos mais avançados do mundo. O que há de novo neste setor?
O plano de e-Gov é um plano de negócios para tornar o governo
mais estratégico detalhando como a Internet poderá ser utilizada
para: 1) integrar serviços entre órgãos governamentais com
objetivos afins e complementares. 2) mudar o mindset e a
cultura de compra para o "mais ágil, melhor e mais barato",
valores do e-Commerce tradicional para os serviços públicos.
Apesar
do governo ter sido o pioneiro no nascimento da Internet
(ARPANET, 1972), o governo ainda é muito moroso na transição
da sociedade Industrial à sociedade da Informação. Em quase
todos os segmentos e em todos os diferentes perfis destes
segmentos, a iniciativa privada foi o grande fator propulsor
da inovação, sejam eles o e-mail, a Internet (World Wide
Web), intranets, extranets, banda larga, video streaming,
portais, Internet sem fio (wireless). O Governo precisa
ser competitivo e levar para a iniciativa privada a performance
sempre à frente. O objetivo do e-Gov é o do re-alinhamento
com a comunidade para o crescimento.
Entre
as novidades do Comprasnet, primeiro portal do Governo Federal
de compras estão: 1.inclusão de todos os órgãos do governo
federal para adoção padronizada no processo de compras do
governo. Este processo será livre e aberto para qualquer
cidadão acompanhar o andamento de todas as licitações e
pregões eletrônicos. 2. download de editais e de request
for proposal do governo. 3. alertas por email e wireless
(celulares e PDA) sobre informações relativas ao processo
de compra do governo. 4. prover serviços aos 140.000 fornecedores
do governo, como catalogação eletrônica e acesso aos sistemas
estruturadores do governo.
Como
coordenadora do Comitê de Governo Eletrônico da Camara-e.net,
quais os objetivos imediatos para este segmento?
O objetivo imediato do Grupo de Governo Eletrônico é de
sermos instigadores em mudanças que tirem o Governo da época
Industrial (burocrática e ineficiente) para o Governo eletrônico
que deve ser "customer-driven". Para isto estamos formando
grupos de trabalho que direcionem a administração pública
a se reinventar, aprovando medidas de lei e projetos que:
1) cortem custos e aumentem a eficiência do governo para
com seus cidadãos e a comunidade: transparência nas compras
do governo, segurança e privacidade de informações;
2)
facilitem o desenvolvimento econômico: aprovação de medidas
que favoreçam o comércio eletrônico entre o Governo e as
Empresas (G2B), entre o Governo e o próprio Governo (G2G)
(colaboração intra-governamental) e o Governo Brasileiro
e outros Governos (G2G);
3) vão de encontro às expectativas do cidadão (G2C): o governo
precisa oferecer serviços democráticos e convenientes ao
cidadão, serviços que tiram os cidadãos da fila para o mundo
on-line: 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Alguns objetivos de médio prazo são:
-
Manter o comércio eletrônico livre: facilitar a importação
e a exportação de software, hardware e mercadorias pela
Internet: reforçar medidas contra a imposição de impostos
e tarifas extras neste medium.
-
Fortalecimento da Inclusão digital como fator de competitividade
do povo e do Governo Brasileiro.
-
Acessibilidade das informações: medidas que promovam o acesso
a Internet como direito de cada cidadão. Envolvimento das
principais empresas brasileiras como co-responsáveis junto
ao governo federal no desenvolvimento de infraestrutura
necessária.
Quais
os projetos da Vesta para 2002?
A Vesta Technologies recebeu seu segundo aporte de capital
em Setembro de 2001 trazendo novos sócios acionistas, como
o BancBoston e a Latintech Weblab (Fundo de investimentos
em tecnologia para a America Latina) com o objetivo de ser
uma empresa latino-americana líder no desenvolvimento de
soluções para o segmento Governo e Financeiro.
Nossos projetos para e-Government incluem o que chamamos
internamente de o ABC do e-Government:
E-Government
Instuticional: publicação e gerenciamento de informações
e serviços de A a C (Administração para o Cidadão);
E-Governement Transacional: serviços da Administração pública
para empresas (Adm/Business);
E-Government
Colaborativo: projetos que trabalhem com o fluxo de informação
e integração entre Administração pública e Administração
pública.