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Informativo Camara-e.net - 26/agosto
Você está recebendo a newsletter da Câmara Brasileira de
Comércio Eletrônico com informações semanais
relacionadas à Economia Digital no Brasil e
no mundo.

A Câmara Brasileira de Comércio
Eletrônico realiza nesta sexta
feira, em São Paulo, mais um seminário
sobre Inclusão Digital da Micro,
Pequena e Média Empresa (MPEs),
trazendo para o maior centro empresarial do
país o debate sobre políticas
públicas e possíveis ações
do empresariado e terceiro setor que incentivem
o acesso às ferramentas da Tecnologia
da Informação.
O evento com apoio e participação
do Sebrae, será aberto por Alencar
Burti, presidente do Conselho Deliberativo
do Serviço de Apoio às Micro
e Pequenas Empresas de São Paulo, que
comentará os últimos números
sobre o nível de informatização
das micros, pequenas e médias empresas.
O principal dado do estudo mostra que quase
metade dos empreendimentos deste porte está
informatizado e que 53% têm acesso à
Internet.
A inclusão das MPMEs tem grande importância
no processo de desenvolvimento da economia
nacional e modernização das
relações econômicas. Estamos
na era da informação e do conhecimento
e os que não tiverem acesso e habilidades
com os meios eletrônicos e digitais
estarão cada vez mais alijados do exercício
pleno da cidadania. As micros, pequenas e
médias empresas têm, por meio
das tecnologias da informação,
acesso a novos patamares de qualidade gerencial,
além de ingressarem na Sociedade da
Informação e na Economia Digital,
ganhando, assim, eficiência e produtividade
para competir em um universo empresarial cada
vez mais difícil.
Os debates, no encontro, serão divididos
em dois painéis. O primeiro será
moderado pelo professor Alberto Luiz Albertin,
da Fundação Getúlio Vargas
(FGV-SP), e contará com as participações
de Daniel Domeneghetti, diretor da e-Consulting
e vice-presidente da Camara-e.net, Fernando
Guarnieri, do programa estadual Acessa São
Paulo, Humberto de Mendonça Campos,
diretor de negócios do iG e Manuel
Matos, Consultor de e-commerce e Coordenador
do Comitê de Seguros da Camara-e.net.
Será discutido o papel do Estado na
Inclusão Digital.
No segundo painel, moderado por Cid Torquato,
diretor executivo da Camara-e.net, o tema
será "o papel do empresariado
no desenvolvimento da Economia Digital e na
digitalização de micros, pequenas
e médias empresas''. Estarão
sentados à mesa para discutir o tema
Bruno Fiorentini, diretor do Yahoo, Everton
Luis Cabral Machado, assessor executivo da
Diretoria Comercial dos Correios, Hugo Valério,
diretor de assuntos corporativos da HP e João
Paulo Mattos, diretor da e-Financial.
As vagas para o seminário
são gratuitas e as inscrições
podem ser feitas por meio do site da Camara-e.net.
Participe!

•
Governo de SP lança programa de fomento
às exportações.
•
47% das micro e pequenas empresas têm
PC em SP.
•
BID selecionará projetos de Tecnologia
da Informação para financiamento.
•
Espetáculo do crescimento só no
comércio virtual.
•
Sócios da Camara-e.net : receba seu certificado
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Esta
semana entrevistamos a advogada Regina
Ribeiro do Valle, sócia na área
de Telecom/TI do escritório Tozzini,
Freire, Teixeira e Silva Advogados. Nesta entrevista
Dra. Regina comenta sobre as questões
regulatórias do setor de Tecnologia da
Informação e Telecomunicações
brasileiros.
Como vêem o atual
desenvolvimento das políticas públicas
e regulatórias voltadas às tecnologias
da informação e à Economia
Digital no Brasil?
Tozzini, Freire, Teixeira e
Silva Advogados, por intermédio da equipe
Telecom TI, tem acompanhado nestes últimos
cinco anos a formulação das políticas
públicas e regulação voltada
para a Economia Digital no Brasil, e constata
que o país atualmente conta com uma estrutura
regulatória atualizada e compatível
com as regulações das nações
mais modernas do mundo.
A implantação
das políticas formuladas no governo FHC
possibilitou que o Brasil passasse a integrar
a sociedade global da informação.
Com a desestatização do setor
de telecomunicações, tornou-se
possível a expansão dos serviços
de comunicação e conseqüentemente
o efetivo acesso da comunidade brasileira à
informação digital.
Com a chegada do novo Governo,
esperava-se que fosse formulada uma nova política
de desenvolvimento dos setores que afetam a
Economia Digital brasileira. Tal política
deveria identificar os gargalos criados na implantação
do modelo privado e estabelecer as novas missões
da agência reguladora do setor, visando
tornar efetiva a competição nos
serviços de telefonia local e propiciar
a universalização dos serviços
mais avançados, como acesso a todos os
cidadãos à Internet.
A formulação
de novas políticas públicas pelos
Ministérios das Comunicações
e da Ciência e Tecnologia, por exemplo,
permitiria que os participantes da iniciativa
privada estabelecessem novos planos estratégicos
e de investimento, mas ainda não ocorreu.
Tal impasse decorre das dificuldades que tem
demonstrado os novos representantes do Executivo
em delimitar suas funções e compreender
suas restrições diante do modelo
legal de autonomia das agências reguladoras.
O Ministério da Ciência
e Tecnologia, que vinha tentando aplicar a tão
discutida Lei de Informática e divulgar
os programas de incentivos e benefícios
existentes, os quais dependem de uma intrincada
burocracia para sua implementação,
permanece paralisado. Tal situação
é resultado da complexidade crescente
da equação sobre os novos rumos
do desenvolvimento do software nacional, além
das questões envolvendo o processo produtivo
básico (PPB) e Zona Franca de Manaus
e os programas de exportação de
bens de informática.
O Governo atual encontra um
arcabouço legal bastante importante disciplinando
os diversos setores da Economia Digital, contando
inclusive com formalização das
regras da Certificação Digital
necessárias para oferecer a segurança
das transações eletrônicas
e impulsionar o comercio digital o que o Governo
necessita agora é exercer com energia
e rapidez o seu papel de formulador de políticas
públicas, respeitando o sistema de hierarquia
de leis existente.
O que falta regular?
No estágio atual de
desenvolvimento dos diversos setores da economia
digital, existe ainda necessidade de formular
regras sobre a (i) utilização
da rede de acesso a Internet com a diferenciação
de dados e voz, e novas formas de cobrança
pelo uso da rede, possibilitando a expansão
dos usuários e (ii) portabilidade numérica
e revenda de serviços de telecomunicações,
que possibilitarão a implantação
da competição.
Vale a pena citar, quanto aos
serviços de comunicação
eletrônica de massa (TV por Assinatura),
a necessidade de atualização de
sua regulamentação e a oportunidade
de editar regras conjuntas com o setor de radiodifusão,
que viria a servir como um fator de estímulo
para as empresas interessadas em desenvolver
projetos associados à TV digital, conteúdos
regionais e projetos de e-learning.
No nosso entender, mais do
que editar novas regras, o que existe é
a necessidade de aplicá-las de modo eficiente,
com a fiscalização e punição
de seus transgressores. O poder fiscalizador
e decisório da Agência Nacional
das Telecomunicações, por exemplo,
a despeito de reconhecido na lei, está
sendo objeto de questionamento e ainda depende
da liberação de verbas e da homologação
dos processos de contratação de
funcionários para que possa ser exercido
com eficácia.
Como o escritório
Tozzini e Freire colabora ou pode colaborar
nesse processo de elaboração e
proposição de políticas?
Um de nossos objetivos é
colaborar no processo de formulação
de políticas públicas do setor
de Tecnologia da Informação e
Telecomunicações brasileiros,
com a participação dos sócios
especializados em audiências e consultas
públicas formuladas pelos Ministérios
e Anatel, bem como preparação
de artigos e seminários sobre temas relacionados
aos setores.
Estimulamos nossos profissionais
mais experientes a participar de estudos, discutir
projetos de lei e dividir com seus pares, nas
Câmaras de Comércio e Associações,
as preocupações com o processo
legislativo, voluntariando-se em movimentos
e projetos especiais que visam o esclarecimento
do público ou a avaliação,
no campo jurídico, da atuação
de entidades governamentais.
Que atuação
institucional pretendem ter no âmbito
da Camara-e.net?
É com grande entusiasmo
que a equipe Telecom TI de Tozzini, Freire,
Teixeira e Silva Advogados toma conhecimento
da atualização dos objetivos da
Camara-e-net e sente-se honrada de poder participar
desta entidade, cuja missão está
em linha com nosso pensamento e forma de atuação.
É nosso desejo poder colaborar com as
iniciativas da Camara-e-net, oferecendo desde
já os nossos conhecimentos e nossa experiência,
a serviço da divulgação
e conscientização dos associados
e da comunidade como um todo sobre questões
jurídicas que afetem o desenvolvimento
da Economia Digital no Brasil.

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