|
Informativo Camara-e.net - 28/abril
Você está
recebendo a newsletter da Câmara Brasileira
de Comércio Eletrônico com informações semanais
relacionadas à Economia Digital no Brasil
e no mundo. Caso não queira mais recebê-la,
por favor, clique aqui.

Uma das principais missões
da Câmara Brasileira de Comércio
Eletrônico é gerar e/ou
difundir conhecimento de vanguarda sobre a Economia
Digital no Brasil e no mundo.
No Brasil, além deste
Informativo Camara-e.net (confira
edições anteriores), enviado
aos sócios e a cerca de 30 mil formadores
de opinião de nosso mercado, publicamos
coluna mensal na revista B2B
e artigos de opinião nos principais veículos
do país.
Em termos internacionais, lançaremos,
nas próximas semanas, em parceria com
a e-Consulting, a primeira edição
da newsletter Brazilian Standards
(veja
piloto), com informações sobre
nossa entidade e o mercado de TIC no Brasil.
Paralelamente, cuidaremos da
divulgação regional da newsletter
Government Technology International
(acesse
edição I), especializada em
Governo Eletrônico, produzida pela organização
Center for Digital Government, dos Estados Unidos.
Pedimos sua colaboração.
Envie para informativo@camara-e.net
artigos, entrevistas, matérias e informações
relevantes para alimentar nosso sistema de comunicação.
Camara-e.net
participa de projeto junto à União
Européia. (PDF)
Camara-e.net
organizará premiação para
a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação.
Camara-e.net
promove o evento "Índices e Métricas
da Economia Digital".
Camara-e.net
e e-Consulting lançam indicador trimestral
do B2B Online no Brasil

Entrevistamos o empresário
Paulo Manoel Lenz Protasio,
Coordenador para a Sociedade do Conhecimento
da RITLA - Rede de Informação
Tecnológica da América Latina,
e parceiro da Camara-e.net
no engajamento do setor privado brasileiro e
latino-americano frente à Cúpula
Mundial da Sociedade da Informação.
O que é a Cúpula
Mundial sobre a Sociedade da Informação?
Uma reunião de Cúpula
tem características próprias e
se transforma normalmente em um lugar de sonhos,
grandes lobbys e esforços políticos
de envergadura pela conquista de novos mercados.
A CMSI não foge a esse destino e tem
seu encontro marcado em duas etapas com o mundo
- este ano, em 2003 e no ano de 2005. O primeiro
encontro em Genebra e o segundo na Tunísia.
Este desafio se transforma em oportunidade para
o Brasil e todos os países da América
Latina, na medida em que tal tarefa possa viabilizar
de pronto a ampliação do uso das
TICs, incorporando de forma rápida e
pronta as principais facilidades existentes,
aumentando a faixa de sua atratividade para
novos conhecimentos tecnológicos e de
competitividade econômica. É um
momento ótimo para promover mudanças
- todas necessárias.
Qual é a importância
desse evento para o Brasil?
Na nossa região vivenciamos
Estado, sociedade e empresa a complexidade inerente
ao fato de conviver tanto com uma economia de
ponta, com alto grau de sofisticação,
como com situações de extrema
miséria. Na formação dessa
nova sociedade é preciso ter uma perfeita
idéia de como a globalização
pode ser positiva tanto do ponto de vista econômico
como social. Não se pode mais considerar
pautas como a redução da pobreza,
maior incorporação tecnológica,
cuidados especiais com o meio-ambiente, criatividade
cultural, competitividade produtiva e distributiva,
sem as praticas permitidas pela tecnologia de
informação e comunicação
(TIC).
Como o setor privado brasileiro tem participado
desse processo?
Eu diria que com grande sentimento
de responsabilidade. As lideranças mobilizadas
estão prontas para cooperar com o Estado
no sentido de fazer com que o Plano de Ação
previsto pela CMSI realmente aconteça.
Assim será preciso ter programas que
atuem nas duas pontas, tanto na busca da competitividade
extrema como no combate à pobreza de
modo a não perder a condição
de destaque econômico e manter o crescimento
necessário. O setor empresarial brasileiro
tem advogado, ao tempo que busca um melhor resultado,
trabalhar num processo de inclusão social
considerando um quadro em que a população
possui baixo nível educacional e inadequação
profissional para as novas áreas de trabalho
que surgem. Para o setor é preciso que
se perceba que diante da sociedade da informação
se somam novas questões ao lado de problemas
crônicos, como no da área da saúde,
como na violência urbana e o tráfico
de drogas. Para o Brasil, tanto quanto para
a América Latina, todos os temas têm
importância na introdução
digital.
Como as empresas estão se mobilizando
na América Latina?
O Brasil tem condições
de continuar a abrir suas próprias trilhas
de desenvolvimento, e de servir aos paises da
região com interlocutória privilegiada
em relação ao aproveitamento dessa
oportunidade. Parece, portanto, chegado o momento
da definição de uma estratégia
integradora para a proposta da formação
da Sociedade da Informação e de
seu Plano de Ação. Nele deveríamos
caracterizar e recalcar seu objetivo central
de fazer com que o cidadão e a cidade,
sua estrutura urbana, seus serviços,
sistema educacional e sua vontade coletiva se
orientem de modo a "criar cidadania"
e integração de seus habitantes
a partir de intervenções consentidas
e desejadas de forma integrada as TIC.
Quais os próximos passos desse
processo?
A adoção das
Tecnologias da Informação e da
Comunicação deve representar a
criação de um mundo novo em cima
do velho. Tais iniciativas estariam (1) na recuperação
de centros urbanos perdidos em suas raízes
históricas como já acontece com
a cidade de Recife, renovando seu tecido urbano
e recuperando sua historia; (2) na aceleração
quase que imediata dos elementos básicos
de integração em rede através
de um novo papel, como o dos Correios, impondo
uma capilaridade digital única ao lado
de um salto na logística necessária
para um comercio eletrônico vigoroso;
(3) na aplicação cada vez mais
ampla da geociência em cada local, somando-se
os pontos urbanos como cidades digitais como
se fossem eixos de competitividade com base
em conceitos de desenvolvimento sustentável;
(4) no reconhecimento permanente das oportunidades
renovadas através de uma inovação
permanente de serviços, produtos e de
cultura e mais do que nunca, visando transformar
o comercio eletrônico em uma ponte entre
o mundo real das finanças e o da produção.

|