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Na próxima semana, entre os dias 7 e
9 de agosto, acontece em São Paulo o
7º Congresso e Exposição
Sobre Sistemas de Documentação
e Impressão Eletrônica.
A Camara-e.net é um
dos principais apoiadores do evento, pois considera
o tema da Documentação Eletrônica
um dos mais relevantes para o desenvolvimento
da economia digital neste momento.
Hoje, a questão da Documentação
Eletrônica e todas as suas variáveis
- como digitalização de arquivos,
definição de padrões, aspectos
legais para a certificação eletrônica
e assinatura digital - integram a lista de itens
prioritários que precisam ser discutidos
e regulamentados pelo mercado. Com o objetivo
de propor uma direção comum, a
Camara-e.net acompanha sistematicamente
as discussões sobre Documentação
Eletrônica, levantando as iniciativas
já existentes na área e analisando
projetos.
Durante o Congresso, o vice-presidente da Camara-e.net
e Diretor Jurídico da Microsoft, Luis
Augusto Sette, fará uma apresentação
sobre “Documentação Eletrônica
e suas Implicações Legais”.
A entrevista desta semana é com o presidente da Xplor
Brasil (Associação Brasileira
de Usuários de Sistemas de Documentação
Eletrônica) José Guilherme
J.D. de Souza, e com o Diretor de Legislação
e Relacionamento com Organismos e Entidades
da Xplor Brasil, Bernardino
Costa. A Xplor Brasil organiza entre
os próximos dias 7 e 9, o 7º
Congresso e Exposição Sobre Sistemas
de Documentação e Impressão
Eletrônica.
O 7º Congresso e Exposição
Sobre Sistemas de Documentação
e Impressão Eletrônica é
o mais grandioso e representativo evento do
segmento, quais as metas da Xplor Brasil para
o evento deste ano?
José Guilherme- A Xplor Brazil
apresenta o evento voltado ao setor que movimenta
US$ 110, 1 bilhões por ano no mundo.
A Xplor 2002, realizado anualmente pela Xplor
Brazil, é um evento internacional composto
por um congresso e uma exposição
que reúne empresas e profissionais do
segmento de documentação impressa
e eletrônica. O evento oferece informações
valiosas e boa visibilidade do mundo dos documentos
impressos, além de promover a integração
entre profissionais de variados setores. Na
programação do evento, os visitantes
podem conferir de perto uma mostra privilegiada
de produtos, soluções e serviços
disponíveis e assistirem à conferências
com alto nível técnico e educacional
ministradas por renomados nomes da indústria,
da economia e formadores de opinião.
Qual deve ser o grande destaque - discussões/tecnologias
- do Congresso neste ano?
José Guilherme - O Congresso
foi estruturado e dividido em 9 áreas
de impacto no mundo da documentação
eletrônica: Gestão da Informação,
Informações sobre o mercado (pesquisa),
Tendências, Legislação,
Tecnologia, Business on demand, Comunicação
e Marketing, e-Business, Processos, além
dos cases que estarão sendo apresentados.
Dentro da nossa programação, dois
momentos especiais: Painel de Vendors e o Painel
de Usuários, quando profissionais estarão
discutindo e apresentando suas visões
sobre as tendências do setor. Grande destaque
no evento, também serão os lançamentos
de novos produtos, prometidos pela indústria,
além das 3 sessões abertas ao
público com keynote speakers como Ana
Paula Padrão, Simon Franco e Leila Navarro.
Neste ano, consolida-se também o Programa
de Premiação da Xplor onde serão
conhecidos e reconhecidos pela indústria
da Impressão e Documentação
Eletrônica, empresas e profissionais que
contribuíram efetivamente para o crescimento
e aprimoramento da indústria.
O que falta para aprimorar e desenvolver
ainda mais o setor no Brasil?
José Guilherme - Investimento
em Educação - este é um
fator primordial. Também se faz necessário
que o Usuário entenda melhor o processo
da documentação eletrônica
e da impressão digital. Entendemos também
que há necessidade de uma maior aproximação
do marketing para que se utilize todas as possibilidades
que as modernas tecnologias oferecem para comunicação
com o cliente. Aspectos legais devem ser discutidos
e definidos com brevidade, com a adoção
de uma política para regulamentação
do setor. A Xplor desempenha papel fundamental
ao promover a discussão de assuntos que
se tornarão ferramentas para o desenvolvimento
do setor.
Quais as questões fundamentais a serem
regulamentadas nesse segmento?
Bernardino - No meu ponto de vista,
o segmento carece de ações concretas
e contundentes. A sociedade brasileira reclama,
pressionada pelos avanços tecnológicos
e pela rápida mudança na forma
de se colocar e conduzir negócios ao
redor do mundo, a regulamentação,
dentre outros, dos seguintes aspectos: Definição
de uma política nacional e de uma Lei
Federal para o setor; Critérios que garantam
o valor probante, em juízo e fora dele,
das reproduções dos documentos
armazenados em meio eletrônico; Exigências
mínimas para execução e
validação dos serviços
de digitalização e armazenamento
eletrônico de documentos cujo suporte
seja o papel; e Processos que garantam segurança,
inspirem confiança e fomentem a utilização
das transações eletrônicas.
Hoje, discute-se bastante a necessidade
de digitalização dos arquivos
existentes tanto na esfera privada como pública.
Como tornar este processo uma realidade dinâmica
aqui no Brasil?
Bernardino - Como já mencionei,
a ausência de uma política nacional
para o setor e de um diploma legislativo de
âmbito federal não só dariam
o dinamismo mencionado à utilização
das técnicas e tecnologias digitais,
como também, em certa medida, desobrigariam
os seus atuais e potenciais usuários
do cumprimento do crescente emaranhado de regulamentações
setoriais com o qual diversos organismos e órgãos
governamentais brasileiros tentam suprir essas
lacunas.
Quais os avanços na aceitação
de documentos eletrônicos como mecanismos
legais?
Bernardino - Sem fazer referência
ao emaranhado de regulamentações
setoriais que, por vias tortas, têm permitido
algumas aplicações utilizando
meios e tecnologias já fortemente empregadas
num ambiente de negócios globalizado,
gostaria de destacar o tremendo passo dado pelo
Poder Executivo ao editar a Medida Provisória
nº 2.200-2, em 24 de Agosto de 2001, que
Instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas
Brasileira - ICP-Brasil. Existem, também,
alguns projetos de Lei, tramitando no Legislativo,
que podemos classificá-los como muito
bons, porém, precisam ser aprovados e
regulamentados para que possam contribuir de
forma diferencial para o setor.
De que maneira as rápidas e constantes
mudanças tecnológicas estão
afetando o ambiente de negócios?
Bernardino - É impossível
ignorar os efeitos causados pelos rápidos
avanços tecnológicos no ambiente
de negócios. As transações
ocorrem em tempo cada vez menor e a velocidade
e a exatidão das informações,
como já mencionei, são fatores
decisivos para o sucesso e a realização
dos negócios num mundo globalizado. Dizer
não a isso é condenar toda uma
Nação à marginalidade e
ao subdesenvolvimento.