| Informativo
Camara-e.net - 30/setembro
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de Comércio Eletrônico com informações semanais
relacionadas a comércio eletrônico e internet.
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Nesta terça-feira, dia 1º, a Câmara
Brasileira de Comércio Eletrônico
organiza em São Paulo mais um importante
evento para debater o desenvolvimento do varejo
online no Brasil. O Seminário
“Grande Rede, Grandes Negócios”
reunirá os principais representantes
e especialistas de vários setores ligados
ao comércio eletrônico, para discutir
temas como: Sistemas de Pagamento; Economia
Digital e Negócios Interativos; Aspectos
Jurídicos e Tributários e Relações
Governamentais; Comunicação e
Marketing On-line; Empreendedorismo e Comércio
Eletrônico; Tendências e Futuro
da Economia Digital e, no final do encontro,
acontece um painel de debate intitulado “Pequenas
Empresas, Grande Rede”.
A entidade tem conseguido importantes avanços
ao fazer com que, por intermédio de seus
comitês setorias, haja discussões
entre empresas que atuam no mesmo mercado em
busca do bem comum. Um dos exemplos ocorre com
o Comitê de Varejo Online, no qual os
varejistas e as bandeiras de cartões
de crédito discutem, entre si, formas
de aperfeiçoamento para a venda on-line,
como a ausência de um padrão universal
de certificação de clientes e
vendedores na rede, e as formas de controle
de fraudes.
Em conjunto com os mais prestigiados Fóruns
Internacionais, dos quais a Camara-e.net
tem participado freqüentemente, eventos
como o Seminário “Grande Rede,
Grandes Negócios” são os
principais impulsionadores de importantes avanços
para o setor, na busca constante de alternativas
para o aperfeiçoamento do mercado.
O evento será realizado no Centro Brasileiro
Britânico, em São Paulo (Rua Ferreira
de Araújo, 741- Alto de Pinheiros). Para
fazer sua inscrição clique
aqui. Mais informações eventos@camara-e.net
ou pelo telefone (11) 3026-9111.
Participe
nesta terça do Seminário “Grande
Rede, Grandes Negócios”.
Associação
Paulista de Municípios promove 3º
Congresso de Tecnologia da Informação.
Ministério
da Comunicação da Coréia
divulga estudo sobre e-business em 2002.

O Informativo On-line Camara-e.net traz
esta semana uma entrevista especial com o Diretor-Geral
da Microsoft Brasil, Emilio Umeoka,
que fala sobre segurança na Web, pirataria
e inclusão digital.
Pesquisas, inclusive realizadas pela
Camara-e.net, demonstram que segurança
é hoje a principal preocupação
de empresários e usuários. Como
é possível diminuir essa sensação
de vulnerabilidade?
Vulnerabilidades e vírus são
ameaças sérias que afetam a toda
indústria de tecnologia, causam sérios
prejuízos e geram impacto na maneira
que as empresas fazem negócios pela Internet.
A Microsoft adota uma das políticas de
segurança mais transparentes da indústria
de tecnologia. Toda vulnerabilidade encontrada
em nossos produtos é rapidamente corrigida
e comunicada para todos os clientes, analistas
de mercado e para a imprensa especializada.
Entendemos que este esforço muitas vezes
pode transmitir a sensação de
insegurança, mas é na verdade
um grande benefício para nossos clientes.
Eles podem ter certeza de que temos recursos
dedicados a responder a questões relacionadas
a segurança, dispomos de uma ampla infra-estrutura
para que milhares de clientes tenham acesso
rápido a todas as correções
necessárias e, principalmente, que estamos
melhorando continuamente os processos de desenvolvimento
e testes de nossos produtos, com o objetivo
de torná-los ainda mais seguros.
Na última semana a Microsoft
fechou acordo com o Governo para certificação
digital de documentos. Isto é uma medida
fundamental para aumentar a segurança
nas transações on-line?
O acordo contempla uma parceria com o Governo
Federal e diz que a Microsoft passa a integrar
em seus produtos a confiança na ICP-Brasil.
Desta forma, os usuários de produtos
Microsoft podem ter a certeza de que quando
entrarem em um site seguro terão a certeza
da confiabilidade, integridade e da não-retratação
nas transações envolvendo os meios
certificados pelo governo. Isso vale também
para as trocas de mensagens ou ainda documentos
eletrônicos assinados e/ou cifrados usando
o Office com certificados digitais da ICP-Brasil,
dentre muitas das possibilidades de aplicação
da infra-estrutura de chaves públicas.
A pirataria é hoje um grande
problema, com índices acima de 50% no
Brasil. O que deve ser feito para facilitar
a regularização do software no
Brasil e combater esse crime? Qual a dimensão
do prejuízo para o setor?
De acordo com a ABES (Associação
Brasileira de Empresas de Software) e BSA (Business
Software Alliance), o índice de pirataria
no Brasil em 2001 ficou em torno de 56%. Esse
alto índice é inaceitável,
especialmente agora que temos visto nos noticiários
atividades como pirataria, falsificação
e contrabando cada vez mais próximas
e vinculadas ao crescimento do crime organizado
no país. A vítima deste crescimento
da pirataria acaba sendo toda a sociedade.
Apesar de vários segmentos sofrerem
com pirataria, o prejuízo específico
para o setor de informática é
um dos mais significativos. Um estudo da PriceWaterhouse
Coopers indica que, caso o índice de
pirataria no Brasil baixasse para o patamar
aproximado de 25%, cerca de 25 mil novos empregos
seriam gerados, receita extra de R$ 1,7 bilhão
entraria no setor de TI e aproximadamente R$
1,2 bilhão de arrecadação
deixaria de ser perdida pelos cofres públicos.
A Microsoft, em conjunto com outros fabricantes
de software nacionais e internacionais, vêm
apoiando a ABES e a BSA em suas campanhas de
conscientização e alerta quanto
aos riscos do software pirata. Essas campanhas
alertam para os riscos da pirataria de software,
que vão desde incentivo ao crime organizado,
passando pelos riscos de vírus, falta
de suporte e até multas de 3 mil vezes
o valor do software pirata encontrado. A Lei
Brasileira é atual e bastante dura, e
as autoridades que fizeram 418 ações
contra pirataria de software no ano passado
intensificaram ainda mais o combate neste ano
- o que é importante para coibir o comportamento
ilícito de uso e comércio de software
pirata.
Contudo, acreditamos que o respeito pela propriedade
intelectual e direito autoral dependem muito
de educação e informação
adequadas, as quais gerarão conscientização
no usuário de software. Os fabricantes
de software também têm procurado
alternativas junto aos seus clientes para facilitar
a regularização do software, comunicando
e promovendo seus métodos de licenciamento.
A Microsoft, por exemplo, foi a pioneira em
oferecer financiamentos sem juros para aquelas
empresas que desejavam amortizar seu investimento
em software em um prazo mais longo. Também
melhoramos nossos programas de descontos por
volume e promoções especiais para
facilitar o acesso das empresas ao software
legal. No segmento acadêmico (alunos,
professores e instituições de
ensino), oferecemos programas especiais com
níveis de desconto que superam muitas
vezes 60% do valor produto.
Um dos principais pontos de atuação
da Camara-e.net é nos projetos e discussões
de Inclusão Digital no Brasil, e a Microsoft
também vem se destacando com importantes
iniciativas, por exemplo, em parceria com o
CDI. Para o senhor, o que avançou neste
segmento no Brasil?
A questão da exclusão digital
é complexa e vai muito além do
simples acesso a equipamentos. É como
em um ecossistema. A disposição
do setor público e privado em levar boa
parte de seus serviços e processos para
o meio digital gera como contrapartida a necessidade
de cidadãos, consumidores, fornecedores
e parceiros. Do contrário, não
há legitimação desse ecossistema
digital. Entretanto, colocar máquinas
nas mãos de indivíduo e de micro
e pequenas empresas não garante a solução
para o problema. O desafio aqui é gerar
condições concretas para que cada
vez mais pessoas e empresas tenham o acesso
facilitado não só a equipamentos
e software adequados, mas principalmente à
capacitação, serviços e
conteúdo relevantes, capazes de aumentar
a percepção de valor desse bem
tecnológico.
Nesse sentido, temos feito investimentos significativos
para promover a inclusão digital de forma
mais ampla. Nos últimos três anos,
a Microsoft investiu R$ 40 milhões em
programas sociais no país, incluindo
o financiamento de projetos, doações
de equipamentos e software, transformação
de tecnologia e capacitação profissional.
Destacam-se parcerias com o Instituto Ayrton
Senna e Projeto Aprendiz ,com maior ênfase
à inclusão digital nas escolas.
Estamos comprometidos também com a comunidade
local por meio de vários projetos, como
CDI (Comitê para Democratização
da Informática), Sampa.org, Acessa São
Paulo, entre outros.
Para os próximos três anos, anunciamos
investimentos da ordem de R$ 50 milhões
para a criação de 20 centros de
tecnologia no Brasil e desenvolvimento dos projetos
de responsabilidade social. O compromisso dos
centros, distribuídos pelo território
nacional, é acelerar a capacitação,
reciclagem e transferência tecnológica
para profissionais brasileiros. Para isso estão
sendo firmadas parcerias entre universidade,
setor público e privado.
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